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Política

Desespero – 1ª parte.

Desespero – 1ª parte.

Você já viu a reação de um rato preso numa ratoeira antes de morrer? Não? Pra você ter uma ideia do desespero do roedor, é só verificar o comportamento do Lula diante das denúncias que surgem contra ele no famoso caso Petrolão. As cenas são por demais parecidas. Homens e ratos têm algo em comum. Assim como o rato, quando é capturado pela ratoeira, Lula, ao imaginar as grades de uma cela, vai se debater muito antes de ser preso, tentará se agarrar a mãos salvadoras, mas, ao final acabará extenuado, perderá totalmente as forças e sucumbirá.

Lula vira réu pela primeira vez por tentar obstruir e embaraçar as investigações criminais na esfera da Operação Lava-Jato, segundo delação premiada do ex-senador Delcídio do Amaral que, perdendo o “Foro privilegiado”, fez com que o Supremo Tribunal Federal enviasse o processo para a Justiça Federal de Brasília, em Juízo de 1ª instância. Nesse novo cenário, o Ministério Público Federal confirmou a denúncia. À época, o Procurador-geral da República, Rodrigo Janot, tinha formulado e apresentado a peça da denúncia ao STF. Nela constava o nome do ex-presidente Lula como o “dirigente da ação criminosa” que articulava a “compra do silêncio” do ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró, personagem que se tornou delator do esquema de corrupção na ex-maior estatal do país. As revelações de Cerveró deixariam Lula com as calças borradas – acabaram deixando em razão do mau cheiro exalado.

Lula vira réu pela segunda vez na Lava-Jato e cai nas mãos do Juiz Sérgio Moro. A denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal indica que Lula, com fortes indícios de autoria e de materialidade, recebeu R$ 3,7 milhões em “propinas disfarçadas” da empreiteira OAS. Por ter “comprovadamente” recebido benesses da OAS, Lula responderá pelos crimes de Corrupção passiva e Lavagem de dinheiro. Que “propinas disfarçadas” são essas? Um apartamento triplex no Guarujá, a reforma deste próprio imóvel e a contratação da Transportadora Granero para o transporte do “acervo pessoal” (tralhas) do Lula e armazenamento em galpão da própria Granero de parte deste acervo. O contrato de mudança e armazenamento do acervo de Lula também foi pago pela OAS.

Lula vira réu pela terceira vez. O Juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, abriu Ação Penal contra o ex-presidente, baseado na acusação do Ministério Público Federal dando conta de que Lula, em troca de propina, teria atuado diretamente para beneficiar a empreiteira Odebrecht em contratos fraudulentos de financiamento do BNDES para a realização de obras em Angola. Na denúncia, Lula é acusado de tráfico de influência, de ter participado de organização criminosa, da prática de corrupção passiva e pelo envolvimento em 44 operações de lavagem de dinheiro.

Outros dois assuntos também estão tirando o sono do ex-presidente Lula, o sítio de Atibaia e o processo no STF gerado pela sua “nomeação” como Ministro-chefe da Casa Civil do governo Dilma Rousseff, para garantir Foro privilegiado e assim fugir das garras do Juiz Sérgio Moro. Como diz o velho ditado, “Galinha de casa não se corre atrás”. Como o cerco está se fechando, há reais possibilidades de que Lula possa fugir do Brasil, talvez para a Venezuela de Maduro, para Cuba de Fidel Castro, ou para um buraco bem profundo na sua cidade natal, Caetés, em Pernambuco. Enquanto Lula não se decide pra onde ir, implora aos seus advogados que destruam provas contra ele, que atrapalhem as investigações e para que toquem terror nos processos – veladamente, ameaças de morte já devem ter sido dadas ao pé do ouvido dos eventuais “futuros assassinados” a mando de Lula. É prudente a Justiça ficar atenta e a Polícia Federal monitorar os passos de Lula vinte e quatro horas por dia. A essa altura, desesperados, estão ratos e homens – ratoeiras e celas os aguardam.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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