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Naturismo

O que entra e o que sai pela boca.

O que entra e o que sai pela boca.

No último encontro naturista ocorrido no final do mês passado no sítio São João, localizado no distrito Buenos Aires, em Guarapari, Estado do Espírito Santo (que até o presente momento, por falha do departamento de comunicação do GNC, não recebemos o relatório do evento com fotos discretas de corpos nus), o meu querido amigo nudista Evandro Telles, na tradicional palestra dominical, falou com muita propriedade da importância do consumo de alimentos naturais, mais saudáveis, lembrando que deveríamos repensar sobre o consumo exagerado de carnes de origem animal, seja em qualquer estágio de sua preparação. Considero oportuna a observação dele, ainda mais que todos nós concordamos num ponto, que não devemos brincar com a nossa saúde para termos melhor qualidade de vida a partir de agora. Outros cuidados também devem ser observados, como lançar mão da medicina preventiva, por exemplo. De certa forma ficamos de discutir novos cardápios para colocá-los o quanto antes à disposição do Grupo Naturismo Capixaba.

Você já deve ter ouvido esta frase: “Nós somos o que comemos”. Sim? OK. Ela é sempre usada por aqueles que tentam justificar parte das complicações de saúde pelas quais passam determinadas pessoas, atribuindo-as à quantidade e à qualidade dos alimentos que ingerem, principalmente em horários impróprios, sem observar os intervalos entre as principais refeições do dia. Nessa perspectiva, ao fazermos uma auto-análise, de falarmos sobre o nosso próprio comportamento, é bastante comum afirmarmos que observamos as regras da boa e saudável alimentação, não temos problemas de saúde, podemos comer e beber de tudo um pouco, ou comer e beber muito qualquer coisa, dependendo da disposição – o tamanho dos nossos olhos e do estomago é descartado nesse comentário. Agora, como definir os produtos alimentícios indispensáveis dos dispensáveis? Pensamos frequentemente que nada de ruim acontecerá conosco, isso só acontece com os outros que estão, de preferência, longe do nosso campo visual. Um conceito que está se firmando em nossa sociedade: uma boa mesa não quer dizer bom volume de comida genérica. Um fenômeno tem acontecido no momento das compras; visitamos todas as gôndolas do supermercado e já estamos praticando primariamente a “seletividade alimentar”, com a escolha de produtos alternativos. Ler os rótulos e informações nutricionais é rotina comprovada.

Na vida comum das pessoas, nos seus hábitos comuns, para tirar aquele peso do estômago e acabar com os constantes enjôos, nada melhor do que um bom laxante (Laxantes são também agentes produtores de volume fecal, os quais incluem fibras alimentares, e diz a regra que devem ser tomados com bastante água); nada melhor do que beber sais de frutas (compostos de bicarbonato de sódio, carbonato de sódio e ácido cítrico); nada melhor do que provocar o vômito se nenhum tratamento fizer efeito. Ao comermos nem sempre temos a sensação de satisfação, por isso repetimos – uns demonstram a satisfação mais do que os outros; algumas pessoas tentam disfarçá-la. “Limpar o prato” há muito tempo deixou de ser falta de educação, como na “China” não é arrotar após o término das refeições. No embalo, nas reuniões sociais casuais geralmente comemos o que não devemos, o que reconhecidamente nos faz mal, e ainda não abrimos mão de outros prazeres. Como indivíduos aprendizes que somos, portamos todos os hábitos alimentares aprendidos na infância – praticamente experimentamos de tudo ao longo da vida, ou quase. Contudo, nunca é por demais tarde para se mudar hábitos quando identificarmos a real necessidade e a obrigatoriedade. Haverá tempo pra isso? O mais difícil é a pessoa aceitar passar por um processo de “desintoxicação” antes de “evoluir” na questão do consumo apropriado. O corpo dá sinais e pede no silêncio da transformação.

Aprendemos nas aulas de biologia que o metabolismo é o processo natural que transforma os nutrientes e outras substâncias químicas em energia concentrada para manter o corpo funcionando plenamente, além de retirar dos alimentos as calorias necessárias para vivermos em movimento. Não sou nutricionista por formação (porque não é a minha praia), todavia, sei que o nosso corpo, fundamentalmente, necessita de seis nutrientes para ingestão diária: água (mínimo de 02 litros por dia), sais minerais (alimentos tanto de origem animal como vegetal), vitaminas (alimentos tanto de origem animal como vegetal), carboidratos (arroz, trigo, milho, aveia, batatas, mandioca, mandioquinha, mel, melado, frutose, etc.), gorduras (azeite, manteiga, banha, óleos vegetais, oleaginosas, ovos, carnes, etc.) e proteínas (quinoa, arroz integral, milho, trigo, leguminosas, ovos, leite, carne de animais, etc.). Como explicar isso às pessoas radicalmente vegetarianas? Como entender o Vegetarianismo ou Vegetarismo? Como compreender as suas formas decorrentes, Ovolactovegetarianismo, Lactovegetarianismo, Ovovegetarianismo, Vegetarianismo semiestrito e Vegetarianismo estrito? Como acompanhar o espírito do Vegano, o Veganismo? Puta que o pariu três vezes. Isso é muita loucura. Para sair dessa só comendo cogumelos alucinógenos, cogumelos psicodélicos, cogumelos mágicos. Os que estão enquadrados nas classes acima não considerarão esses fungos como “drogas recreativas”. Antes de externar qualquer opinião a respeito, a pessoa deveria estudar mais profundamente o conceito da fome. Primeiro, quero saciar a minha sede, e depois comer um cogumelo mágico!

No meio de toda essa história há quem se defenda dizendo: “O que não mata engorda!”. Lógico que ninguém assume que “come com os olhos” diante de uma bela vitrine ou num bom restaurante. Só sei que precisamos de todos os alimentos, não para sobrevivermos no planeta Terra, mas porque o nosso corpo deles necessita em maior ou menor escala, ou grau. Dietas pra quê? Pra experimentarmos o “efeito sanfona”? Quem souber controlar a gula e dosar bem o consumo estará dando um importante passo para a felicidade. Lembre-se que tudo em excesso faz mal à saúde. Seja o melhor amigo da sua boca (faz parte do sistema digestivo) e dos seus componentes inseparáveis, dentes, língua, gengiva, palato (céu da boca), bochecha e lábios – mantenha-os sempre limpos. Dou-me o direito de citar quatro conselhos: 1º. Naturistas precisam praticar a Meditação, que requer contemplação; 2º. Nudistas necessitam de atividades físicas periódicas; 3º. Naturistas/nudistas devem exercitar a dinâmica de grupo; 4º. Cultuar o silêncio. Quem não for naturista/nudista e queira nos acompanhar basta tirar a roupa. E quanto ao sexo? Sexo quando o parceiro ou a parceira não estiver em casa. Maldade! A meu sentir, o principal problema que afeta os indivíduos de um modo geral não é o que entra pela boca, e sim o que sai dela. Palavras mal proferidas ditam o tom; a natureza se retrai.

“Don’t meat!” – Não coma carne! Digo eu: só viva e respirando!

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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