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Política

Puteiro Brasil – 1ª parte

1A publicação do meu penúltimo post data de 11/12/2015 (Carta de Michel Temer) e do último post data de 02/01/2016 (2016). Amigos leitores, por conta própria e sem a costumeira pressão da família, eu tirei exatos 20 dias de férias – o dia 1º não conta porque dormimos praticamente o tempo todo, quase todas as suas 24 horas. Reconheço. Foi um descanso não remunerado, porque não trabalho formalmente numa empresa privada, de modo que o cidadão comum, que ainda mantém o seu emprego formal nessa crise econômica danada, pode se considerar um cara sortudo e merecedor de um contracheque pouco mais gordo, ainda que o próximo venha mais magro. A situação que nós estamos vivendo está dramática.

O ano de 2016 chegou, a tão esperada “Virada” deixou o ano de 2015 pra trás, acho que ninguém sentirá saudades dele. Para que ocorra este sentimento vai depender dos novos fatos e seus desdobramentos, que alguns astrólogos de plantão dizem que serão piores, sobretudo na política. Em todos os ramos de atividade humana, no ano de 2015 houve desgraça, da Igreja pedófila ao Estado Islâmico assassino, da política podre à economia falida, da trágica morte do Rio Doce ao último suspiro da nossa esperança, da corrupção sistêmica e endêmica ao descaso dos governantes. Quem esteve predisposto assistiu à Retrospectiva da TV Globo (que acaba sempre com o obituário), veiculada anualmente com toques sutis de “fim do mundo”. Eu não assisti para não vomitar a sobra mal digerida de algum alimento. Quem simplesmente conta o tempo, para matar o tempo, não tem nada pra fazer de útil, senão contar o que não existe, enquanto ruminamos satisfações virtuais diante da mesa vazia, com total ausência de lembranças. Também, falar de e sobre política é um prato pra lá de indigesto para ser digerido neste começo de ano.

Sobram problemas e faltam soluções. Já dizia o jornalista Alexandre Garcia: “O responsável pelo governo é o chefe do governo”. A trégua política dar-se-á apenas superficialmente nesse período de recesso, de modo que não sabemos o que está sendo tramado no submundo dos palácios para ser colocado em prática a partir de fevereiro próximo. O Impeachment da presidente Dilma Rousseff ficou pra depois, se isso acontecer de fato, em função do estabelecimento dos novos ritos pela Suprema Corte; como sempre, metendo o bedelho em questões políticas. Depois que no Supremo Tribunal Federal (STF) foi instalado um “puxadinho” do PT para abrigar alguns ministros simpatizantes, tudo é possível, inclusive o poste urinar no cachorro e a caravana passar sem os cavalos.

A chefa do meretrício Brasil disse que iria pagar as “Pedaladas Fiscais” em 2015 – eu não acreditava –, foi uma proposta que acabou acontecendo, mas que colocou o seu (dela) na reta, por assumir, com esta medida, o crime de Responsabilidade Fiscal. Isso foi uma confissão de culpa, com o pagamento o governo pôs por água abaixo a sua própria defesa. Antes, o governo afirmava que não havia Pedaladas Fiscais, depois, o governo da Dilma confessou que fez o que os outros fizeram, e, agora, pagou, no último dia útil de 2015, R$ 72,4 bilhões aos bancos públicos e ao Fundo de Garantia (Banco do Brasil, CAIXA, BNDES e FGTS) referentes às pedaladas ocorridas no ano de 2014. Foi uma operação de crédito; na verdade, esses órgãos públicos acabaram financiando o descontrole e a irresponsabilidade fiscal do governo. Os “débitos” da União foram reconhecidos por ela própria. Os economistas que servem o governo são campeões em “criatividade”, aplicada à contabilidade pública. E as Pedaladas Fiscais que foram feitas pelo governo Dilma em 2015, tidas como prática continuada, serão suficientes para fundamentar o processo de Impeachment? Cada parlamentar tem o seu preço e determina a velocidade da pedalada.

A oposição ao atual governo continua dormindo de olho aberto, rogando a Deus que não tenha pesadelos com a volta do Lula em 2018. O sonho do escritor e colunista Diogo Briso Mainardi é ver Lula atrás das grades e, se possível, ainda em 2016. É dele, Diogo Mainardi a seguinte frase: “O Brasil não tem partido de direita, de esquerda, de nada, tem um bando de salafrários que se reúnem pra roubar juntos”. Aliás, o analfabeto do Lula, “Rei da corrupção” e mandatário número 01 dos ladrões da República, continuará afirmando que não sabia de nada, não viu nada e não é amigo daqueles que possam comprometer a sua imagem, já desgastada com o tempo e pelas próprias mentiras. Por enquanto, o “cachorro fiel” do José Dirceu foi o escolhido pelo PT para o ritual de imolação. Um dia, quem sabe, a imponderabilidade pegará o Lula de surpresa, e aí terá que prestar contas dos seus atos, nem que seja no Inferno, longe dos seus eleitores que continuarão aqui na Terra aguardando a aparição de um novo ídolo de barro, um novo salvador de sandálias.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

Discussão

2 comentários sobre “Puteiro Brasil – 1ª parte

  1. O problema é que o vagabundo analfabeto e o PT roubam, e o povão olha novelas!

    Publicado por Nicolau | 05/01/2016, 20:09

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