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Política

Crônica do absurdo

Crônica do absurdo

Em termos gerais, o significado de “absurdo” segundo o dicionário: Quando adjetivo, significa contrário à razão, ao senso comum (intenções absurdas); aquele que fala ou age de maneira irracional, estúpido, disparatado, tolo. Quando substantivo, significa tolice, asneira, disparate (cair no absurdo). Por absurdo, falando de uma demonstração, diz-se do raciocínio que prova a verdade de uma proposição, provando o absurdo da proposição contrária. São sinônimos de absurdo: contra-senso, tudo o que se opõe à lógica, contraditório, paradoxal, sem razão.

Todo dia estamos vendo coisas absurdas no cenário político brasileiro, é cômico, para não dizer trágico. São situações absolutamente esdrúxulas que nos colocam na condição de idiotas – dispenso a busca do significado de “idiota” porque todo mundo entende o que quer dizer. Os pobres brasileiros se comportam como baratas quando a tampa do bueiro é aberta – só espero não ser mal interpretado. Correm de um lado pro outro em busca de coisas absurdas, não têm tempo para si mesmos, não lêem o que deveriam pela falta de interesse em assuntos de âmbito coletivo, por isso, interpretam as situações e os fatos de acordo inúmeras “verdades” pessoais pré-concebidas ilogicamente. É isso.

A fila anda, vamos em frente. As provas contra o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) estão saltitantes, são contundentes. Por que o digníssimo parlamentar ainda permanece à frente daquela “Casa de Leis” como se nada tivesse acontecido? Por que o presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), também envolvido no esquema de corrupção na Petrobras, está sendo poupado? Como andam as investigações, sob a batuta do Supremo Tribunal Federal (STF), de todos os outros políticos com prerrogativa de juízo que foram indiciados nos mesmos crimes? Por que o STF interferiu no rito da tramitação do processo de Impeachment estabelecido pela presidência da Câmara dos Deputados? Por que a presidente da República não pode ser denunciada pelos crimes que cometeu no mandato anterior, ainda que existam provas robustas de tal prática? É sabido, público e notório, que a campanha de reeleição de Dilma Rousseff em 2014 foi irrigada com dinheiro roubado da Petrobras, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) provou a materialidade da ação criminosa, mas fica mastigando esperma e discutindo o sexo dos anjos, por quê? O governo federal, defecando e andando para o Tribunal de Contas da União (TCU) adotou a prática contínua das pedaladas fiscais em 2015 e não foi impedido disso, por quê? Por que o corrupto e canceroso do Lula permanece no palanque político insuflando a massa ignorante e dando as cartas no governo? Será que o sistema político-eleitoral precisa ser “quebrado” para que ocorra uma radical mudança de posturas no Brasil? É cabido um movimento nacional do tipo “Não voto nunca mais!”, ou, seguindo orientação de um marqueteiro “do bem” temos uma segunda opção: “Votar, jamais!” – De maneira nenhuma; em nenhuma circunstância; nunca.

Pouco ou quase nada se sabe sobre essas questões. O que é importante passa despercebido, do tamanho de um elefante, mas o foco está voltado para as formigas. As respostas serão muitas, a critério e escolha de cada um dos brasileiros – boa parte deles comemorando a vitória da Seleção Brasileira sobre a fraca Seleção da Venezuela, na última terça-feira, 13, no estádio Castelão, em Fortaleza, pelo placar de 3 a 1. As eliminatórias para a Copa do Mundo da Rússia 2018 continuam, o Carnaval está próximo, vem aí o evento Olimpíadas Rio 2016. Festas populares que maquiam a grave realidade pela qual passa o país das maravilhas, assim considerado pela súcia política que está no poder da República. Cambada de filhos da puta. O Brasil tupiniquim continua sendo um grande paraíso de ladrões, que se reproduzem em progressão geométrica, assistidos por um povo extremamente omisso – um amontoado de indivíduos com intenções absurdas. Desse modo, não há do que reclamar.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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