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Política

Campanha do Armamento

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Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

Discussão

2 comentários sobre “Campanha do Armamento

  1. O que falo para os meus alunos sobre isso,

    Primeiro, uma pergunta:

    Será que todas aquelas pessoas que ainda não tenham nenhum crime registrado pela polícia, são cidadãos de bem?

    Como eu posso garantir que, o estado dando o direito a posse de armas a todos(as) conseguirá evitar que,

    O “brigão baladeiro” na hora da raiva cometa uma tragédia na saída da balada!

    Na briga de trânsito o cidadão estressado não dispare contra o outro!

    O colega de turma que, nunca imaginei que ele tivesse esquizofrenia iria disparar contra toda a turma com a arma do pai ou da mãe!

    A mulher que, já sofria com as agressões do Marido, agora vive ainda mais a pressão psicológica por ter uma arma na sua cabeceira!

    As crianças que sabem onde os pais guardam suas armas, e depois um tem que falar, foi uma brincadeira!

    O vizinho que se estressou com som alto durante a madrugada!

    Enfim são inúmeras as situações!

    Sobre o uso da arma, “modestamente” posso afirmar: mesmo aquela pessoa que nunca frequentou a escola até aquela que teve o mais alto nível de educação acadêmica está suscetível ao stress, e nessa hora, para muitos, será o motivo de cometer um crime passional (o primeiro)!

    Campanhas desse tipo me faz refletir que a nossa atenção e forças para cobrar do estado aparatos essenciais para que possamos viver bem, estão focalizados em assuntos que já deveriam estar superados!

    Sobre os bandidos, opa! Se eles estão mandando no meu estado, tenho uma parcela de culpa aí! Não será somente com armas que inibiremos a propagação de criminosos, afinal um dos motivos de se propagarem é o fato das armas estarem acessíveis!

    Sobre quem fomenta esse tipo de campanha, cuidado! Aquele(a) deputado(a) ou senador(a) pode ter uma “amizade” muito próxima com alguém ligado a indústria que fabrica tais armas! Ou até mesmo o cidadão de bem que compartilhou algo dessa campanha não tá nem ai para o bandido, simplesmente acha bonita armas ou quer de alguma forma usá-la!

    E como a democracia é a chave para o entendimento! Respeito quem tem opinião contrária!

    E se eu estiver numa turma com crianças ou adolescentes:
    Sempre tem aquele que exclama,

    – Mas só os bandidos tem o direito de possuir armas, o cidadão de bem, não!

    – Então lembram da corrupção? Ela leva desde a falta da merenda na nossa escola até a essa situação! Entregar uma arma pra tu quando estiver “grande”, não vai garantir que terá um bandido a menos no mundo! É o processo educacional e o cuidado do estado que podem garantir a paz e o teu bem estar, as armas o caos! Pode parecer falácia, mas para um CIDADÃO DE BEM, faz sentido!

    O vídeo é um ponto de vista! Poderia ser complementado: “a arma as vezes lhe dar o poder de se defender não de sobreviver a uma outra!”

    Publicado por Vandinei Nascimento | 29/03/2017, 16:27
    • Meu comentário:
      Dependendo do modo ou método como as coisas (reais ou abstratas) são ditas aos alunos certamente elas irão influenciá-los – quem ministra os ensinamentos não precisará de muito tempo pra isso, por conta do poder de convencimento imposto. O papel do professor na sala de aula transcende este modelo de docência, numa perspectiva mais abrangente quando há a pretensão de prepará-los (os alunos) para que tirem as suas próprias conclusões à luz do conhecimento gradativo, da análise continuada dos fatos e da formação do juízo de valor, tão questionado nessa geração conflitante. Como processo natural, o discernimento é decorrente. Vale lembrar que a escola é o lugar onde a pluralidade de pensamentos encontra espaço.
      Opiniões serão sempre bem vindas, daí o nome do meu Blog, opiniaosemfronteiras.com.br, um importante canal de discussões e apresentação de ideias, sem aquela preocupação com réplicas ou tréplicas – contraditas naturais. Contudo, o leitor que faz um comentário merece atenção e algumas palavras em retorno. Digamos que tal procedimento faz parte do Modus operandi das comunicações interpessoais, de modo que não consigo enxergar de outra forma.
      Não pretendo aqui adentrar na história das armas, tampouco falar sobre os seus inventores ao longo dos séculos; causaria lapsos temporais no sentido da ruptura do sentido tempo/espaço. Trocar as lâminas afiadas por artefatos de pólvora foi apenas um passo dado em direção à matança mais sofisticada, e sem complexos de culpa, na medida em que a vítima não precisou ser olhada dentro dos olhos no momento da sua morte. Os algozes podem matar à distância, com precisão, mais rapidamente, sem serem identificados. A “perfeita” combinação dos metais com a pólvora facilitou sobremaneira as coisas, aposentando de vez o arco e a flecha. Isto não é filosofia barata, pode crer nisso. A “indústria da morte” se volta para o coletivo, enquanto discutimos comportamentos individuais com a pretensão de moldá-los aos nossos propósitos. Imaginemos o conquistador Gengis Khan nascido na mesma época que Adolf Hitler; seria o fim da humanidade!
      O “homem racional” não precisa, necessariamente, de um sinal ou de uma voz de comando para liquidar o seu semelhante, basta seguir o que determina os seus instintos primitivos, dos quais nunca se livrou – na verdade nos nivelamos na irracionalidade, independente dos níveis de manifestação desta. Uma pessoa, quando vítima da violência, a primeira coisa que pensa é em vingança, em uma maneira de retaliação igualmente proporcional, ainda que submetida a um processo inconsciente. Cada indivíduo traz dentro de si um monstro enjaulado pronto para atacar quando atiçado. Os animais (nesta classe não estão incluídos os “seres” humanos) são impulsionados por dois fatores fundamentais: o instinto de sobrevivência e a preservação da espécie – no reino dos bichos não há traumas nem arrependimentos; lógica da criação. Quem jamais sentiu um gosto de fel dificilmente saberá medir a intensidade da dor, seja própria como alheia. Não falo por mim, mas respaldado em fatos, em duras realidades contemporâneas.
      Armas, por si, não matam; homens matam homens, porque as acionam. A falta de preparo e a irresponsabilidade no manuseio das armas por vezes causam incidentes – alguns provocando sequelas irreversíveis –, porém, devemos tomar cuidado com a generalização. Maus motoristas matam diariamente no trânsito, drogas matam, agressores impiedosos matam com socos e pontapés depois de brigas em boates e bares, moradores de rua são queimados vivos, atos de violência exacerbada disseminando-se sem controle na sociedade politicamente correta; este é o retrato falado de uma sociedade doente, em estado avançado de decadência, que pinta as suas mazelas com as cores da normalidade. A questão colocada requer profunda reflexão, ainda que numa atmosfera de falta de consenso. A complexidade existe.
      A premeditada retirada das armas de fogo das mãos dos cidadãos de bem, durante as campanhas do desarmamento promovidas pelo governo federal, não surtiu o efeito desejado no que diz respeito à redução dos índices de criminalidade. Muito pelo contrário, aumentaram em diversas regiões do país. Uma pergunta se faz procedente: Será que essas campanhas do desarmamento tinham como objetivo impedir que num futuro próximo os cidadãos de bem se rebelassem contra o sistema de governo em movimentos armados de rua? A Operação Lava-Jato, desencadeada pela Justiça Federal, pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal me faz crer nisso. Restou provado que a corrupção endêmica e sistêmica no Brasil tem matado mais do que as armas de fogo, basta um rápido olhar para as áreas da Saúde e da Segurança Pública – veja o que está acontecendo, com imparcialidade, com neutralidade e justiça.
      A área da Educação é outra que tem sofrido com o desvio de verbas por agentes públicos, com a falta de recursos, com a escassez de investimentos, sem considerar a também premeditada falência do currículo escolar. Segundo aponta relatório da UNESCO, cerca de 758 milhões de adultos no mundo não sabem ler nem escrever. Uma tragédia social, triste indicador. Deste assombroso número, quantos são brasileiros? Dá pra confiar nas nossas estatísticas, sabendo que até a pasta da Educação serve a interesses políticos? Os professores têm pela frente grandes desafios, o de mostrar aos seus alunos a realidade nua e crua do país, o de revelar o lado miserável do Brasil, o de apresentar números reais como o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e as suas consequências na população, sobretudo no que concerne à falta de oportunidades gerada pelas desigualdades sociais, cada vez mais crescentes. É chegada a hora de pararmos com casuísmos, de darmos um basta na famosa prática de tapar o sol com a peneira. A atenção dos alunos tem que estar voltada para temas de maior importância.
      O instinto de sobrevivência dos humanos é diferente dos animais. Homens há que matam por prazer, indiferentemente do momento, outros criam as situações para o ato – a vítima pode ou não ter sido previamente escolhida, assim como a arma do crime (tesoura, foice, faca, estilete, pedra, pedaço de pau, caco de vidro, corda, barra de ferro, saco plástico, fio, soco, chute, gasolina, empurrão, envenenamento, atropelamento, susto, espeto de churrasco, afogamento, asfixia, comida por cães, enfim, dezenas e centenas de outras modalidades macabras). Em todos os casos, o requinte da crueldade aplicada é prerrogativa do assassino. A adoção da Lei de Talião (Pena de Talião), olho por olho e dente por dente, é subtraída do morto. Tente explicar isso aos seus alunos sem recorrer à Parapsicologia Forense. O desaparecimento do cadáver de Eliza Silva Samudio favoreceu o ex-goleiro Bruno, do Flamengo, que ficou apenas 03 (três) anos na cadeia, independente de ter sido condenado a 22 anos e 03 meses de prisão. A sede de sangue é incontrolável; tudo o que estiver ao alcance das mãos será usado para saciar esta vontade. Qual o papel dos pais e dos educadores? A instituição família deixou de existir, a escola alterou a sua missão. O pouco que restou dessas duas pontas “formadoras de personalidades”, família e escola, talvez sirva para o renascimento de uma nova sociedade a partir da próxima geração – a atual não consegue desentortar o caule que a sustenta. O caso do assassinato da atriz Daniella Peres, morta com 18 golpes de tesoura, chocou o Brasil em 1992. O assassino Guilherme de Pádua, condenado a 18 anos de cadeia, ficou dentro dela apenas 06 (seis) anos. Muitos outros exemplos estão à disposição nas crônicas policiais.
      Quando ainda crianças os filhos são alertados pelos pais em razão de vários perigos: “não ponham a mão no fogo”, “não desçam as escadas correndo”, “cuidado com a panela de água fervendo”, “não brinquem com fósforos”, “não subam nas árvores” – álcool e remédios nem sempre estão guardados fora do alcance deles. Em geral, os pais esquecem-se de falar abertamente sobre as consequências das desobediências e os filhos acabam aprendendo pelo lado errado, cometendo toda sorte de barbaridades. A banalização do “mal feito” infelizmente não desperta consciências. A rigor, o chefe de família que tem a permissão de ter uma arma de fogo em casa, seja policial ou não, jamais deveria deixá-la municiada a ponto de ser usada por inocentes. Arma de um lado e munição do outro, preferencialmente em cofres separados, mas, a displicência corrobora com o imponderável. A culpa é de quem?
      Posse é diferente de porte. Leia-se: “A posse consiste em manter no interior de residência (ou dependência desta) ou no local de trabalho a arma de fogo. O porte, por sua vez, pressupõe que a arma de fogo esteja fora da residência ou local de trabalho”. Todo cidadão considerado de bem tem (ou deveria ter) o direito de possuir uma arma de fogo em casa para a defesa do seu patrimônio, da sua integridade física e a de seus familiares, respeitando-se os calibres autorizados para a classe de usuários. Nesse sentido, o Estado, através dos órgãos de segurança pública, promoveria testes de capacidade física e mental antes da concessão desse direito às pessoas, que comprovariam a participação em cursos de tiro nas diversas fases distintas. Fazemos prova de direção antes da obtenção da carteira de motorista. O princípio seria o mesmo. Convém destacar que armas também salvam vidas – a legítima defesa é prova disso.
      É pura hipocrisia acharmos que não existem outras fontes de fornecimento de armas de fogo e que não são adquiridas na clandestinidade, à margem da legalidade. Quem tiver bons contatos na Polícia, ou no mundo da bandidagem, consegue comprá-las, também as munições. Qual a melhor finalidade das armas de fogo no tocante ao seu emprego? Segurança pública? Defesa pessoal? Esporte? Nesses quesitos não está enquadrada a criminalidade, que não precisa de autorização ou obedecer a ritos burocráticos para montar os seus arsenais de guerra. Assim como o tráfico de drogas, o contrabando de armas (leves e pesadas) também é comandado de dentro das penitenciárias por facções criminosas, que têm o seu “trabalho” facilitado pelas nossas fronteiras desprotegidas. O Brasil é o quarto maior exportador de armamentos leves do mundo, sendo que boa parte dessas armas retorna para o nosso território, além de outras com maior poder de fogo de origens diversas.
      No meu artigo “Campanha do Armamento”, objeto de comentários, vê-se a imagem de duas armas cruzadas, um revólver calibre 38 e uma pistola ponto 40. Logo abaixo da imagem um sucinto texto: “Eu quero a minha arma de volta – aquela que, com segundas intenções, o governo me tirou das mãos na Campanha do Desarmamento – para que eu possa me defender dos políticos bandidos, canalhas, mequetrefes, corruptos e assaltantes do Estado Brasileiro”. Pelo menos o professor Vandinei Nascimento concordou comigo no ponto em que atribuí aos políticos as qualificações de bandidos, canalhas, mequetrefes, corruptos e assaltantes. Agora só falta concordar que para exterminá-los não bastam urnas eletrônicas, tampouco votos.
      A paz que tanto almejamos está distante de ser alcançada. O flagelo, a fome e a miséria ainda assolam grande parte da humanidade neste terceiro milênio da era Cristã, nem por isso as superpotências econômicas ficam preocupadas ou deixam de investir na modernização dos seus arsenais de defesa. De todo modo, o planeta Terra está passando por transformações profundas na sua geopolítica – todavia, há de se destacar que a intolerância sobrevive no emaranhado de dúvidas e incertezas. Colocamos os pés na estrada negando um pedaço de pão a quem tem fome e um pouco d’água a quem tem sede. Como “indivíduos indivisíveis” nós fomos concebidos assim, garimpamos razões incomuns para as nossas crônicas do absurdo – na ciranda da vida, não passamos de reflexos dos nossos condicionamentos. Somos o que somos.
      É com imenso respeito que moderei o seu comentário no meu Blog, na data de hoje, quinta-feira, 13 de abril de 2017, no espaço reservado para isso, logo abaixo da matéria principal. Peço-lhe desculpas por não tê-lo feito imediatamente à sua leitura. Aproveito para lhe pedir uma coisa: Como professor, promova a educação inclusiva, cultive o respeito, ajude a formar cidadãos, não permita que os nossos jovens sintam-se órfãos do patriotismo. Outra coisa: Numa situação de extrema gravidade eu seria capaz de acionar o gatilho de uma arma de fogo para salvar a sua vida, caro professor Vandinei Nascimento, bem como a vida de inocentes. Pense nisso!
      Recomendo a leitura silenciosa do meu artigo “Armas de mentira”, publicado em 05/06/2012 na Categoria POLÍCIA E SEGURANÇA PÚBLICA. No canto superior direito da minha Home Page (opiniaosemfronteiras.com.br) tem uma janela destinada à PESQUISA, basta colocar o título do artigo e dar ENTER, ou clicar em “Pesquisa”. Pesquise também os artigos: “Indústria da morte – 1ª parte”, “Indústria da morte – 2ª parte”, “Drogas, epidemia mortal – 1ª parte”, “Drogas, epidemia mortal – 2ª parte”, “7ª Crônica – Livre-se do peso”, “5ª Crônica – Prisão sem grades”, “O maior dos homens”, “As duas faces do mesmo lado”. Estou convicto de que após a sua leitura respostas outras poderão ser encontradas para as indagações porventura não esclarecidas.
      Boa sorte.
      Augusto Avlis

      Publicado por augustoavlis | 13/04/2017, 18:49

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