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Política

Impeachment, agonia prolongada.

Impeachment, agonia prolongada.

O instrutor de vôo livre Marco Archer, 53, condenado na Indonésia à pena de morte por tráfico de drogas, foi fuzilado na tarde de sábado, 17 de janeiro de 2015, depois de permanecer 11 anos preso, desde 2004, quando tentou entrar naquele país com 13 quilos de cocaína escondidos nos tubos de uma asa delta. Marco Archer foi o primeiro brasileiro condenado à morte no exterior. “Estou ciente que eu cometi um erro gravíssimo, mas, enfim, eu mereço mais uma chance porque todo mundo erra. Eu quero voltar, então, ao meu país (entendeu?), pedir perdão a toda a minha nação e mostrar para esses jovens aí, que a droga só te leva a dois caminhos: à prisão ou à morte. (…) Eu vou lutar até o fim porque, realmente, a minha vida não pode acabar dessa maneira, de uma maneira dramática, eu sendo fuzilado aqui na Indonésia” – disse Marco Archer.

Rodrigo Gularte, 42, foi executado por um pelotão de fuzilamento na Indonésia na madrugada da quarta-feira, 29, horário local, tarde de terça-feira, 28 de abril de 2015, horário de Brasília. Rodrigo Gularte, segundo brasileiro condenado à pena de morte fora do país por tráfico de drogas, foi preso em julho de 2004, quando tentou entrar na Indonésia com 06 quilos de cocaína escondidos em pranchas de surfe. Um ano depois, 2005, saiu a sua condenação.

Dilma Vana Rousseff, 67, filia-se ao PT em 2001 por conveniência política, é a atual (ainda) presidente do Brasil desde o dia 01 de janeiro de 2011, sendo reeleita em 2014 para o seu segundo mandato, valendo-se de uma campanha mentirosa e difamatória. Participou dos governos do ex-presidente Lula desde o seu primeiro dia (01/01/2003) de forma ininterrupta. Foi ministra de Minas e Energia e da Casa Civil. Somando os tempos, Dilma Rousseff está oficialmente no governo petista há 12 anos, 09 meses e 13 dias, contabilizados até hoje, 13/10/2015. O seu currículo como garota de programa durante a luta armada de esquerda (COLINA – Comando de Libertação Nacional e VAR-PALMARES – Vanguarda Armada Revolucionária Palmares) não conta para efeito de condenação. Dilma Rousseff, embora tutelada pelo PT, está presa no Congresso Nacional desde 01 de janeiro de 2011 onde aguarda a sua inevitável condenação à pena de morte política por ter traficado recursos do Tesouro Nacional, com agravante da sua completa incompetência na gestão da coisa pública. O povo brasileiro aguarda, pacificamente, a consumação do fato (execução) para entregar o corpo da petista nos braços de Lula, já que ela, Dilma, não se ofereceu para ser fuzilada no lugar dos traficantes brasileiros Marco Archer e Rodrigo Gularte. Seria uma troca justa.

O que Dilma Rousseff, Marco Archer e Rodrigo Gularte têm em comum? Duas coisas, a droga e a agonia prolongada. A droga do PT não é muito diferente da droga cocaína, a droga do PT também provoca alucinações, uma intensa e transitória euforia, que é seguida de depressão, tensão e dependência por mais droga. Dilma vem consumindo a droga do PT há 14 anos, por isso, vem sofrendo espasmos musculares na língua e convulsões generalizadas, além de ter o quadro agravado na questão do comportamento bizarro, instabilidade emotiva, violência nos atos, desorientação psíquica, confusão mental, exaustão por não fazer absolutamente nada, perturbação espiritual, péssimo humor, irritabilidade com a própria sombra. A segunda coisa que, realmente, Dilma Rousseff tem em comum com os brasileiros fuzilados Marco Archer e Rodrigo Gularte é a agonia prolongada – Dilma entrou no corredor da morte quase cinco anos faz, desde que se elegeu presidente da República das Bananas. Não existe agonia pior do que essa, a prolongada. Marco Archer e Rodrigo Gularte já se foram, cada um levou três tiros (munição real) no peito, de um total de 12 disparados, sendo 09 de festim.

O processo de Impeachment (tiro difícil com alvo móvel), desferido pelo Congresso Nacional, pode abreviar a agonia da presidente Dilma Rousseff, que está praticamente na sobrevida do seu segundo mandato. O prolongamento da sua existência foi concedido pelos ministros do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki e Rosa Weber, que concederam, hoje, 03 liminares que suspendem o rito dos processos de Impeachment segundo estabelecido pelo presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), considerando que a tramitação orquestrada por Cunha é monocrática e inconstitucional. Teori Zavascki julgou o Mandado de Segurança apresentado pelo deputado federal Wadih Damous (PT-RJ). Rosa Weber julgou as ações impetradas pelos deputados federais Rubens Pereira Junior (PCdoB-MA), Paulo Teixeira (PT-SP) e Paulo Pimenta (PT-RS).

Contestação das manobras regimentais da Câmara e interpretações jurídicas colhidas nas entrelinhas das Leis Constitucionais serão dois pratos cheios para o governo saborear – o mesmo governo que agora reza para que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) se posicione contrária à legalidade da abertura do processo de Impeachment contra a presidente da Copa & Cozinha Dilma Rousseff. A posição da OAB no sentido da legalidade pode acender o estopim que explodirá a bomba escondida nos porões do Palácio do Planalto. Certamente a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) acompanhará a recomendação da OAB, e nessa esteira, outras Instituições farão o mesmo, ou seja, aderirão à causa.

Enquanto isso, o governo exercita, mais uma vez, o sórdido expediente do “toma lá, dá cá” para aumentar a sua base de sustentação no Congresso Nacional, sobretudo na Câmara dos Deputados, onde jacaré nada de costas e boi come piranha. Seria uma base de sustentação da incompetência? Qual é a lógica disso? Onde ficam os interesses do país? Não ficam. Como sair da crise econômica se a crise política só tende a recrudescer? A base de sustentação do governo está apoiada em terreno lamacento, de modo que o resultado final será a queda dos dois.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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