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Política

O PT vai acabar? – Segunda parte

1Dilma Rousseff foi indicada para exercer um mandato-tampão e assumir o compromisso de dar continuidade às práticas corruptas iniciadas por Lula em 2003. Usada e desusada, Dilma é a bola da vez, ela será imolada em ritual macabro para a salvação dos mandatários. Lula não poderia disputar a segunda reeleição porque cumprira dois mandatos consecutivos (de 2003 a 2006 e de 2007 a 2010), portanto, fez de Dilma Rousseff a sua sucessora natural aproveitando a maré favorável e o perfil apropriado da fiel escudeira – uma amiga confiável que entrou junto com ele no governo em 1º de janeiro de 2003 como Ministra de Minas e Energia. A oposição não poderia jamais sair vitoriosa nas eleições de 2006, 2010 e 2014, porque certamente descobriria os esquemas criminosos na Petrobras e em outras estatais, o que restou comprovado com a deflagração, pela Polícia Federal, da Operação Radioatividade, ontem, 28, dando início à 16ª fase da Operação Lava-Jato, tendo como foco das investigações os contratos firmados pela Eletronuclear, uma subsidiária da Eletrobras. A perda do poder seria uma pá de cal nas pretensões corruptas do “Clube Político VIP”, formado pelo PT (Partido dos Trabalhadores), pelo PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro) e pelo PP (Partido Progressista). Dilma assumiu o poder em 2011, trocou os pés pelas mãos, brincou de casinha, jogou as suas bonecas preferidas de contra a parede, não saiu do salto, foi engolida pela arrogância, prepotência e pela incompetência de gestão.

“Eles não sabem que nós seremos capazes de ‘fazê’, democraticamente, pra ‘fazê’ com que você seja a nossa presidenta por mais quatro anos neste país”.

De Lula para Dilma, em Pernambuco, no dia 13 de junho de 2014.

“Nós podemos disputar eleição, nós podemos brigar na eleição, nós podemos fazer o Diabo quando é a hora da eleição”.

Dilma, no dia 04 de março de 2013, em João Pessoa, na Paraíba.

Agora sabemos do que Lula e seus comparsas são capazes de fazer, agora sabemos a que tipo de Diabo se referiu Dilma Rousseff. Lula sobreviveu ao Mensalão e ainda saiu fortalecido do maior escândalo de corrupção, até então descoberto na história republicana do Brasil, que hoje, comparado ao Petrolão, não passa de história da carochinha. O PT coordenou tudo isso, e Lula, o seu principal artífice, nem precisou brincar de roleta russa, confiou no seu pacto demoníaco e comparou-se ao teflon – nada pegava nele. Por enquanto. A cama já está preparada para Dilma Rousseff. O Estado brasileiro foi pilhado impiedosamente por bandidos não comuns, com seus sapatos de cromo alemão, punhos de renda e colarinho de alpaca. A corrupção no Brasil é sistêmica e endêmica, de alta performance. Eu repeti esta afirmativa umas centenas de vezes nos artigos políticos que escrevi. O desânimo, a desilusão e o clima de apatia tomam conta dos brasileiros, agora também dos que votaram em Dilma e aclamavam o PT, mas, a população não deve esmorecer, ela deve se mobilizar em cruzadas contra a corrupção como defendem os Procuradores do Ministério Público Federal, sobretudo os que fazem parte da Força-tarefa na Operação Lava-Jato.

Tem muita coisa entre o Céu e a Terra… E muita coisa entre a Terra e o Inferno, para onde os corruptos e corruptores não querem ir. O cerco está se fechando sobre a Terra. O ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, pode contar os segredos de Lula, caso firme acordo de delação premiada na Justiça Federal do Paraná. Por que Léo Pinheiro não contou antes tudo o que sabe, ou quase tudo, independente de acordo? Porque naturalmente existe muita coisa entre a Terra e o Inferno. Para debaixo da Terra já foram mandadas algumas figuras que se rebelaram contra os interesses do PT. Lógico que o companheiro Lula não ficaria calado diante dessa ameaça, ainda mais sabendo o tamanho do estrago que uma marca de batom na cueca faz em qualquer casamento. Segundo informação do próprio Lula, dada hoje, quarta-feira, 29 de julho de 2015 (vale registrar a data), entrará com uma ação por “danos morais” contra a revista Veja – Na sua edição 2436, em reportagem de capa: “A VEZ DELEAmigo de Lula, o empreiteiro Léo Pinheiro decidiu contar ao Ministério Público tudo o que sabe sobre a participação do ex-presidente no Petrolão e como o filho Lulinha ficou milionário”. “O texto da revista não tem elementos que possam lhe dar suporte. […] A liberdade de comunicação e de imprensa pressupõe a necessidade de o jornalista e/ou o veículo pautar-se pela verdade” – defesa de Lula em nota à imprensa. Imaginem se os brasileiros resolvessem impetrar na Justiça ação por “danos morais” contra Lula!

Para uma “indefinida maioria”, a superioridade dos humanos é medida pelo quantitativo de dinheiro que cada um tem. O Partido dos Trabalhadores, composto por comunas tresloucados, alicerçou-se no populismo e na demagogia de praxe para o enriquecimento ilícito – apostou na oportunidade, aquela que faz o ladrão. Nunca me enganei ou me deixei enganar com relação a Lula. O “ser” e o “ter” também se confundem no exercício da política brasileira, de modo que o instinto corruptivo está dentro das pessoas, independente das ocupações, aguardando a hora certa para se manifestar. A corrupção sempre existiu, faz parte da condição humana. Então, tudo bem, que cada indivíduo se venda pelo preço julgado justo – há aqueles que não sabem fazer os cálculos. A corrupção, sistêmica e endêmica, se apresenta em vários estágios: pode estar adormecida, pode estar hibernando, latente, declarada, pode estar incontrolável. A ganância só alimenta a sanha. Seja qual for o estágio da corrupção, eis que, de repente, aparece algum filho da puta que a inflama.

Numa empresa privada, todos, eu disse todos, que fazem parte deste governo de merda, já teriam sido demitidos faz tempo, e por justa causa. A falta de credibilidade do governo pôs por terra qualquer proposta de união de forças e de resgate da governabilidade – esta nunca existiu no reinado do PT. Nunca dantes na história deste país… Que de justiça social não tem nada, muito menos honestidade da qual se possa orgulhar. Falo muito no Lula, sobre o mito Lula, referência ao “fim do começo” de uma história mal contada. O sarabulhento do Lula nada fez para merecer os títulos honoríficos concedidos por universidades, dentro e fora do país. Honoris causa, por “causa de honra”. Sem portar diploma universitário (nem de ensino médio) Lula foi um dia considerado uma pessoa eminente, que se destacou na política – só. Longe de reunir qualidades artísticas, científicas, filosóficas, culturais e intelectuais, talvez tenha que devolver tais títulos pela promoção da corrupção no Brasil, pela má reputação, pela falta de mérito. O PT e Lula um dia foram sinônimos, unha e carne, ideologias uníssonas, hoje não passam de personagens falidas, um querendo negar o outro, protagonistas de uma história de trágico fim.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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