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Política

O PT vai acabar? – Primeira parte

1Passados os temidos “Anos de Chumbo”, os sobreviventes daquele período mais “repressivo” da Ditadura Militar (do fim de 1968, com a promulgação do AI-5, até o final do governo Emílio Garrastazu Médici, em março de 1974), sobretudo os que dizem terem sofrido torturas físicas e psicológicas, juraram pelo Diabo que quando assumissem o Poder da República iriam à forra, ou seja, se vingariam de toda a humilhação e sofrimento imposto pelo Estado castigante. Pois bem, a forma por eles encontrada foi roubar os cofres públicos e assim restaria paga a indenização pelos danos morais, corporais e gerais – os “pseudos esquerdistas torturados”, aliados aos demais admoestados, tomaram tanto gosto pelas facilidades encontradas em surrupiar o dinheiro público, por eles considerado “sem dono”, que perderam totalmente o pudor, a probidade, a vergonha na cara. Falo com propriedade da súcia que compõe o Partido dos Trabalhadores, figuras expoentes, envolventes ideologicamente e descompromissadas com a ética pública, especialistas em sangrar o erário e se apoderar do Estado brasileiro como se invade uma área devoluta. O aparelhamento do Estado foi só um detalhe no “projeto de poder” desenhado pelo PT, que jamais abriu mão dele a favor de um projeto de governo.

As contas do dinheiro desviado – dividido com os comparsas e demais cúmplices –, saíram totalmente de controle, mascararam contabilidades oficiais e serviram como estímulo para a continuidade da prática delituosa, que, provavelmente, até hoje impera, disfarçada em singelas ações governamentais como atender sistematicamente às Emendas Parlamentares (propostas pelos próprios) em momentos de dificuldades do governo para aprovar algum projeto de seu interesse. Liberar dinheiro público sob pressão não deixa de ser uma forma legal de corrupção. Leia-se: “De acordo com a Constituição Brasileira, a Emenda Parlamentar é o instrumento que o Congresso Nacional possui para participar da elaboração do Orçamento Anual. Por meio das emendas, os parlamentares procuram aperfeiçoar a proposta inicial encaminhada pelo Poder Executivo, visando uma ‘melhor alocação’ dos recursos públicos. É a oportunidade que os políticos têm de acrescentar ‘novas’ programações orçamentárias, com o objetivo de atender às demandas das comunidades que representam. Sublinho. È liberada a verba “aperfeiçoada” e ninguém presta contas como foi utilizada. O “toma lá, dá cá” fez do Brasil um imenso balcão de negócios que atraiu outros tipos de caixeiros viajantes e mercadores da desgraça alheia.

Com pouca inspiração e à beira da execração, Lula acenou com a possibilidade de deixar o “velho” PT e fundar um novo partido, talvez com uma nova sigla, diferente, na tentativa de causar uma dissociação da imagem do “velho” petista das tais “velhas” práticas. O problema não está em abandonar um partido político e criar outro, a questão é o político em si, está no que se tornou Lula, ou melhor, Lula não se transformou de um dia pro outro numa farsa, sempre foi um político oportunista de ocasião, leviano, chegado a expedientes nada republicanos para conseguir o que queria – como a sua máscara caiu, de nada adianta agora negar o lado podre do nordestino errante que despertava compaixão nas massas. “Sobre a possibilidade dita por Lula de deixar este velho PT para trás e formar um novo, também acho difícil pensar em renascer sem reconhecer os erros que está cometendo e pelos quais está sendo julgado agora. Essa transição de renascer como se nada tivesse acontecido é impossível. Partidos mais sólidos, intelectual e eticamente, como o Partido Comunista Italiano, desapareceram” – Entrevista Fernando Gabeira, revista ISTOÉ, 22 de julho de 2015, ano 38, edição nº 2381. Os homens passam e os partidos políticos também – e daqui a pouco ninguém se lembra mais!

Merval Pereira (A GAZETA, ES, domingo, 26 de julho de 2015), em seu artigo “Sem salvação” disse: “A rejeição formal do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ao diálogo com o governo neste momento, anunciada ontem pelo Facebook, foi necessária para não alimentar especulações indevidas quando o país precisa, mais do que nunca, que as posições de cada um dos seus líderes políticos estejam bastante definidas para que uma saída seja encontrada, dentro da Lei e longe dos conchavos. […] O ex-presidente Lula chega ao cúmulo de ecoar a comparação de que os petistas hoje são perseguidos como os judeus o eram no tempo do nazismo”.

“O momento não é para a busca de aproximações com o governo, mas sim com o povo. Qualquer conversa não pública com o governo pareceria conchavo na tentativa de salvar o que não deve ser salvo”.

FHC em sua página no Facebook.

Está agendada para a próxima quinta-feira, 30/07/2015, uma reunião da presidente Dilma Rousseff (PT) com os 27 governadores numa tentativa desesperada de firmar um “pacto de governabilidade”, neste momento delicado de recrudescimento da crise. Os problemas do país estão em segundo plano, os pessoais encabeçam a agenda governista. Além de ombros para chorar, Dilma quer sensibilizar os governadores com relação às suas “pedaladas fiscais” e, com eventuais apoios, considera mais fácil se livrar do TCU e assim não ser responsabilizada pela bagunça detectada nas contas federais de 2014. “Estamos nos afastando dos divergentes e nos aproximando dos convergentes. Pessoas que acreditam que para o Brasil crescer é preciso caminhar juntos. […] O atual cenário exige a união de forças” – disse o ministro da Justiça Eduardo Cardozo em sua visita deste sábado, 25, a Florianópolis-SC. Com um governo à deriva, Dilma Rousseff jamais fará uma previsão macabra na reunião desta quinta-feira, qual seja, a do ministro da Fazenda Joaquim Levy pular fora do barco antes que ele afunde nas águas turbulentas da crescente recessão, onde nem tubarão nada. Este período de acentuada diminuição da atividade econômica no Brasil, na opinião de capitalistas realistas, assemelha-se à depressão (longe de ser comparada à “Grande Depressão” americana, também conhecida como “Crise de 1929”). Vamos dizer que estamos no início de um “declínio econômico”, mas se não for puxado o freio no tempo certo veremos o carro desgovernado ladeira abaixo.

No próximo dia 06 de agosto irá ao ar, em rede nacional, o programa de TV do PT, exatos 10 dias antes das manifestações populares de rua, contra o governo petista, programadas para todo o Brasil, cujo tema é “Não vamos pagar a conta do PT”. A presidente Dilma Rousseff já gravou cenas para o programa. Com certeza o inimputável milionário do marqueteiro João Santana colocará na boca da presidente um texto que afirme que o Brasil atual é melhor do que há 13 anos quando era governado pelo PSDB. Dos R$ 350 milhões em gastos declarados pela presidente na sua campanha à reeleição em 2014, o que é recorde, R$ 70 milhões foram parar nas contas da empresa Pólis Propaganda, de propriedade de João Santana. Mais R$ 08 milhões foram repassados diretamente à Pólis Propaganda através do diretório nacional do PT, e o milionário marqueteiro embolsou R$ 78 milhões no total – desta quantia, quanto o esquema de propinas da Petrobras contribuiu? Até onde se sabe, o programa do PT será apresentado pelo ex-ator global José de Abreu, confesso Gay e fiel aliado do Partido dos Trabalhadores – “Eu sou bissexual e daí?”. Dilma, que por incompetência e falta de autonomia não pode mudar absolutamente nada na política econômica, deverá mostrar pouco a sua cara de alucinada no programa gravado, mas o suficiente para provocar uma nova onda de buzinaço e panelaço, ao vivo, em todos os cantos do país. O DNA da corrupção é maldito. A corrupção é como capim, que você arranca, ainda que pela raiz, mas logo em seguida nasce outro. O PT sangra.

Augusto Avlis

Navegue no Blog  opiniaosemfronteiras.com.br e você encontrará 673 artigos publicados em 14 Categorias. Boa leitura.

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

Discussão

4 comentários sobre “O PT vai acabar? – Primeira parte

  1. Será q o Lula quer ser comparado a ave fênix. Renascer das cinzas?

    Publicado por nair | 28/07/2015, 11:57
    • A fênix (ou fénix) é um pássaro da mitologia grega e egípcia que depois de morta entrava em autocombustão. Passado algum tempo, renascia das próprias cinzas, formosa e bela. Outra característica da fênix é sua tremenda força que a fazia transportar, em pleno vôo, cargas muito pesadas – lendas dão conta que chegava a carregar elefantes. Lula é uma mula nordestina da realidade brasileira que depois de morto daremos “graças a Deus”. Exigiremos a sua dupla cremação para que desapareça de vez. Lula, em vida, não chegou a carregar elefantes, ele ajudou a carregar o nosso dinheiro.

      Publicado por augustoavlis | 28/07/2015, 19:30
  2. Realmente não foi um elefante , mas sim uma montanha de dinheiro dos brasileiros bonzinhos!

    Publicado por nair | 02/08/2015, 02:31

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