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Política

Morre Rodrigo Janot

12Uma notícia que ninguém gostaria de receber, pelo menos as pessoas que desejam prosperar a ‘Justiça’ neste país de tanta corrupção e impunidade. Ainda bem que não passou de um sonho acordado, ou melhor, de um pesadelo com os olhos abertos. Dormi muito pouco nesta última noite só pensando na possibilidade de a notícia vir a ser real. Assassinatos no clube bolivariano são comuns quando interesses de governo são contrariados. Da política brasileira se espera tudo, sobretudo se ela estiver conectada ao crime organizado, e os fatos que estão sendo revelados pela Operação Lava-Jato me levam a acreditar que sim. Rodrigo Janot, às vésperas de apresentar a lista de políticos envolvidos com o Petrolão, vem sofrendo “pressões” de toda ordem e por todos os lados. Os pedidos de abertura de inquérito contra os políticos citados na Lava-Jato devem ser feitos por Janot justamente amanhã, terça-feira, 03 de março, junto ao Supremo Tribunal Federal. O Brasil está na expectativa que o relator do Petrolão, ministro Teori Zavascki, libere a divulgação da lista, tirando a condição de sigilo.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, considerou que a “área de inteligência” da Polícia Federal detectou “riscos” à segurança de Rodrigo Janot e o recomendou no sentido de reforçar a proteção policial. Que riscos são esses? De morte? Quem o estaria ameaçando? Quais as origens dessas intimidações? O crime organizado estaria por trás disso? Seria alguém envolvido com o Petrolão? Algum partido político, ligado a esferas superiores, seria o mentor de um possível atentado contra a vida do procurador? O ministro da Justiça tem a obrigação de revelar à nação o quê está acontecendo de fato. Nós brasileiros temos o direito de saber as verdades, até porque é possível que surja algum tipo de ajuda, uma denúncia anônima por exemplo, para que se chegue aos criminosos. As Instituições precisam funcionar sem interferências.

“A minha casa foi arrombada no final de janeiro. De lá para cá, eu tenho recebido relatórios de inteligência e os últimos aumentaram um pouquinho o nível do risco. Transformei minha casa em um presídio. […] Por conta dos alarmes, essas pessoas tiveram, no mínimo, oito minutos na minha casa. Levaram um controle para abrir portão de garagem. Dentro da minha casa tinha uma pistola ponto 40 com três carregadores, 14 balas cada um, máquina fotográfica, um monte de coisas de valor, e a única coisa que foi levada foi o controle remoto do portão. […] Eu não sou uma pessoa assombrada, mas alguns fatos concretos têm me levado a adotar algumas regras de contenção”.

Rodrigo Janot – Procurador-Geral da República.

“Podemos fazer o Diabo quando é hora de eleição”.

Dilma Rousseff (04/03/2013).

“E continuam fazendo o Diabo depois dela, alugaram o Inferno e estão tocando o terror”.

Augusto Avlis

“Eles não sabem que nós seremos capazes de ‘fazê’, democraticamente, pra ‘fazê’ com que você seja a nossa presidenta por mais quatro anos neste país”.

Lula, para Dilma (13/06/2014).

“Historicamente, nós sabemos perfeitamente do que o Partido dos Trabalhadores é capaz de fazer, sob a bandeira da maldita Ditadura Vermelha, para se manter no poder indefinidamente: corromper sistemas, roubar o erário e dividir o fruto do roubo entre os seus cúmplices, mentir, enganar, agitar as massas, desestabilizar a ordem pública, subornar autoridades, subestimar a Justiça, rasgar a Constituição, desrespeitar o Estado Democrático de Direito, acreditar na impunidade e estimulá-la, e, sobretudo, matar ou mandar matar”.

Augusto Avlis

“A história é pouco mais que o registro de crimes, loucuras e desventuras da humanidade”.

Edward Gibbon

Recomendo ao Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, que fique bem acordado nesta noite de segunda-feira (02 de março) para a terça-feira (03), que se agarre com todas as forças ao terço da primeira comunhão e que peça proteção máxima, sobretudo a Deus, porque nos homens de maus instintos não deve jamais confiar – e desconfie dos que se apresentam como bons.

Augusto Avlis

Notas:

1ª. O Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot Monteiro de Barros, nasceu na cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais, no dia 15 de setembro de 1956. Mestre em Direito pela UFMG – Universidade Federal de Minas Gerais, Rodrigo Janot substituiu Roberto Gurgel na PGR, tomando posse em 17 de setembro de 2013. Foi escolhido para ocupar o cargo pela presidente Dilma Rousseff.

2ª. Edward Gibbon (Putney, 27 de abril de 1737 – Londres, 16 de janeiro de 1794) foi um historiador inglês que se expressou no “espírito” do Iluminismo. Foi o autor de “A História do Declínio” e “Queda do Império Romano”.

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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