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Política

Eleições 2014 – Morto vale mais!

1“Com o advento da morte é atribuída ao morto maior quantidade de adjetivos positivos – concedidos pelos vivos, que descrevem, qualificam e caracterizam o morto”.

Augusto Avlis

Quem morre perde os defeitos, na opinião daqueles que desejam tirar proveito da situação. A dor dos parentes é consolada por lágrimas conjuntas, por confissões de amizade antiga, por companheirismo inseparável, por convergência de ideais, opiniões e visão de futuro. Mas, ninguém queria estar no lugar do morto, ainda que com a possibilidade de se tornar mártir. Na boa e recomendada prática política, o uso constante de adjetivos é condição obrigatória, indispensável – palavras que descrevem o caráter do locutor. Todo o cuidado é pouco na hora de ouvir os adjetivos, de interpretá-los, porque eles são variáveis, concordam em gênero e número com o substantivo e, na política, nem sempre admitem flexões de grau. Ultimamente, por força do modismo, os políticos têm se valido de certas locuções adjetivas, tais como: “Político de coragem”, “Homem do povo”, “Candidato de fibra”, “Político da esperança”, e por aí vai. Aproveitando-se da situação, chacais oportunistas e porcos políticos surgirão por toda parte. As raposas, comovidas, espreitam.

Augusto Avlis

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 alpino

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

Discussão

2 comentários sobre “Eleições 2014 – Morto vale mais!

  1. A morte de politicos sempre foi trampolim para os espertalhoes. Realmente as raposas sempre as espreitas..

    Publicado por nair | 26/08/2014, 21:52
    • Nair,

      A meu sentir, o Marketing político é nocivo, emprega estratégias de comunicação com o objetivo de “anestesiar” a massa de eleitores. O episódio envolvendo a morte de Eduardo Campos será explorado até quando for possível, assim como se espreme uma laranja até ficar no bagaço seco.

      Forte abraço,

      Augusto

      Publicado por augustoavlis | 27/08/2014, 21:19

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