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Esportes

Copa do Mundo – 20ª parte – Rússia 2018

1Кубок мира ФИФА 2018. O período de realização da XXI edição do Campeonato Mundial de Futebol FIFA será de 08 de junho a 08 de julho. Serão 32 Seleções participantes distribuídas em oito Grupos. A FIFA escolheu a Rússia como país-sede no dia 02 de dezembro de 2010 – a primeira vez que um país do Leste Europeu sediará o evento. Até lá muita coisa estará em jogo e não podemos prever com tanta antecedência todos os acontecimentos, porém, duas coisas nós podemos antever desde já: primeira, o aumento da produção, comercialização e consumo de Vodka (em russo во́дка); segunda coisa, a prática de corrupção ‘Made in Rússia’ segundo padrão FIFA. Enquanto isso, a corrupta instituição FIFA deu o tradicional aperto de mãos (e beijinhos) na Máfia Russa, com o propósito de acertar a participação de cada uma das partes nos resultados financeiros da Copa e nas negociatas paralelas. Por sua vez, o presidente da Rússia, Vladimir Vladimirovitch Putin, deve empregar toda a sua experiência adquirida quando foi agente do KGB (Komitet Gosudarstvennoi Bezopasnosti) e chefe dos serviços secretos da União Soviética e da Rússia (KGB e FSB – Federal’naya Sluzhba Bezopasnosti Rossiyskoi Federatsii) para eliminar qualquer obstáculo que impeça a Seleção da Rússia de participar da Final da Copa no dia 08 de julho de 2018 – isso se os mísseis disparados da Ucrânia não destruírem os Estádios antes.

Como se sabe, a Rússia está passando por graves problemas políticos decorrentes da crise com a Ucrânia, e todo o esforço para uma saída diplomática parece nessa altura dos fatos algo impossível. A situação se agravou depois da tragédia do Boeing 777 da empresa Malaysia Airlines ocorrido na quinta-feira, 17 de julho de 2014, na fronteira entre a Rússia e a Ucrânia, matando 298 pessoas que estavam no vôo MH17, das quais 283 passageiros e 15 tripulantes. Há quem diga que o Boeing 777 foi abatido por um especializado batalhão de defesa antiaérea do exército ucraniano, participante de uma operação militar planejada, por outro lado, a Ucrânia culpa os rebeldes de terem disparado o míssil que derrubou o Boeing 777 da Malaysia Airlines – os rebeldes são apoiados por Moscou, e se ficar comprovada que são os responsáveis, então a Rússia será acusada formalmente por sua participação indireta no caso. Na probabilidade de uma invasão da Ucrânia pela Rússia, aí sim que o caldo entornará de vez. A numerologia tem os seus mistérios; vôo MH17, Boeing 777, que caiu no dia 17, do mês 7; a Copa do Mundo começará no dia 8 e acabará no dia 8 do ano de 2018, são 8 Grupos em disputa – Vladimir, o primeiro nome do presidente russo, tem 8 letras.

O presidente da FIFA, Joseph Blatter, atribuiu nota 9,25 ao Mundial do Brasil e agradeceu ao governo e, sobretudo, ao povo brasileiro, pelos resultados finais alcançados. A opinião dele é suspeita, de forma que não poderíamos esperar outra coisa – Blatter não disse até agora quanto a FIFA lucrou com a Copa do Brasil; é provável que esta informação jamais chegue ao nosso conhecimento. Com efeito, a fala da presidente da Copa & Cozinha, Dilma Rousseff, que nem fede e nem cheira, foi divulgada pela imprensa: “O Brasil pode ser campeão e eu perder a eleição. O Brasil pode não chegar lá e eu ser reeleita. Uma coisa não está ligada à outra. Não tenham dúvidas de que vou torcer muito para o Brasil ser campeão”. Assim como a ocasião faz o ladrão, Dilma deve ter sido aconselhada pelo seu “Aspone” (Assessor de Porra Nenhuma) a soltar esta pérola comunicacional em ano eleitoral. A mensagem é subliminar. Todos nós temos a plena consciência de que esta Copa foi uma Copa política e o governo insiste em desassociar a Copa da política, seja como for, o Brasil não foi campeão e torço para que ela perca a eleição. Uma rima que não combina com a torcida da Dilma que, antes de qualquer coisa, deveria estar torcendo muito pelo Brasil sair rápido da cápsula de congelamento. Como a massa desinformada não se interessa por assuntos da área econômica, e por todos os outros sérios assuntos também, não se dará conta de que o crescimento do país ficará abaixo de 1% em 2014 quando for votar em outubro próximo. O Brasil, de fato, está sendo derrotado em todos os campos, e da arquibancada da ilusão o povo aplaude.

Não vamos discutir os fundamentos do futebol com o novo técnico da Seleção brasileira, isso seria demais e fora de propósito. Nenhum técnico de futebol, ou de qualquer outra modalidade esportiva, por melhor que seja, conseguirá permissão do time adversário para que o deixe jogar assim ou assado, para que o deixe fazer isso ou aquilo dentro do palco de operações – é pra lá de fantasioso os torcedores acharem que há espaço para uma, digamos, “combinação prévia”, onde as táticas e as estratégias de jogo são comentadas e acertadas. Entrementes, percebo que o pentelho da mulher tem mais força do que um cabo de aço. Por quê? Porque arrasta o homem de onde ele estiver! Dentro desse princípio, a força do dinheiro é capaz de tudo, ou quase tudo que envolva a compra de facilidades. Chega um momento, quando as coisas não estão dando certo, que o técnico se vê obrigado a chamar os seus jogadores e dizer o seguinte: “Aí rapaziada, prometo que não vou me meter, joguem do jeito que vocês sabem, eu só quero o resultado final, que é a vitória, fim de papo”. Em parte, eu acho que é por aí o caminho, de modo que malhar em ferro frio só faz doer os músculos. Dunga não terá tempo suficiente para aprender as sete lições da Alemanha que a levaram à conquista do 4º título mundial, ao Tetracampeonato de futebol, tampouco terá alunos à altura para aprendê-las. 1ª lição: Planejamento de longo prazo (no Brasil tudo funciona na base do imediatismo). 2ª lição: Investimento na “prata da casa” (A CBF e os Clubes não fazem, forjam novos talentos às pressas para depois vendê-los ao exterior com a mesma rapidez). 3ª lição: Base da Seleção mantida há três Copas (no Brasil isso é impossível, a cultura do descarte já está enraizada há muito tempo, basta ver o entra e sai de jogadores, o número de técnicos que passam pelo mesmo Clube numa mesma competição, como Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil, Estaduais, etc). 4ª lição: Valorização da posse de bola (só se a bola fosse de ouro ou feita de outro metal precioso; o jogador brasileiro quer se livrar dela o mais rápido possível; por isso, o negócio dele é rifá-la, mandá-la pro espaço). 5ª lição: Troca de passes de forma constante (o jogador brasileiro prefere recuar a bola para o goleiro). 6ª lição: Treinos e diversões na dose certa (os jogadores brasileiros encaram os treinos como brincadeiras e se divertem de modo sério). 7ª lição: Simpatia para ter apoio da torcida (a torcida brasileira se contenta com bom futebol, bola na rede e vitórias). Um recado para Dunga: “Cara, cuide da imagem dos jogadores escalados e/ou convocados; a começar pelos cabelos, tatuagens, brinquinhos. Acabe com tudo isso, exija um padrão que combine com a história da Seleção”. É muita frescura, é muita viadagem para pouco futebol. Uma dica para Dunga: “Adote a teoria filosófica do vira-lata”.

A teoria do vira-lata. Era uma vez um vira-lata que estava numa esquina observando, do outro lado da rua, o comportamento de uma matilha formada por um grupo de cães de raça. Até aí tudo bem. Só que esses “mauricinhos caninos” estavam rodeando uma linda cadela poodle e cada qual, ao seu tempo, dava uma volta em torno dela e lhe cheirava o cu – a diferença de tamanho não era empecilho, sobretudo quando o cão da vez lambia a xoxota inchada da cadela. A educação dos cães era nítida, de modo que os seis machos esperavam a sua vez com paciência e quando ela chegava abaixavam o pescoço cuidadosamente posicionando o focinho bem na direção do cu da fêmea sem antes fazer-lhe um carinho. O vira-lata, que no decorrer de quinze minutos a tudo assistia intrigado, atravessou a rua e partiu para a ignorância e agiu: “Dá licença, essa cadela é sua esposa, não, então sai daqui. Essa cadela é sua irmã, não, vai pra lá. Essa cadela é sua conhecida, não, sai fora. Essa cadela é parente, não, foda-se. Essa cadela é virgem, não sabe, deixe comigo. Essa cadela é candidata a presidente da República, é, então veja o que vou fazer agora”. Moral da história I: O vira-lata começou a comer o cu da cadela poodle e em seguida a sua xoxota inchada, permanecendo engatado por bom tempo. Moral da história II: Cheira-cu e lambe-merda não sabe fazer outra coisa. Moral da história III: Jogador de futebol vira-lata, rafeiro, ou SROD (Sem Raça e Origem Definida em um pedigree), deve ser convocado para a Seleção brasileira, se realmente a CBF – Confederação Brasileira de Futebol quer conquistar algum resultado positivo na Copa de 2018, independente do financeiro. Todavia, como tudo gira em torno do dinheiro e da política, a justiça da vitória e a injustiça da derrota, ou vice-versa, são aplicadas segundo “conveniência circunstancial”.

Por outro lado, a mídia especializada (aquela que dá palpites errados) precisa mudar desde já a sua postura. O que se espera de um profissional de comunicação, em primeiro lugar, é isenção, imparcialidade, atuar sem paixões; em segundo lugar, é respeito aos “consumidores de informações” – os leitores, os ouvintes e os telespectadores. Lemos, ouvimos e vemos muita merda! Infelizmente, a formação da opinião popular se fundamenta em bases e critérios errados, ou certos, do ponto de vista da robotização, idiotização e dominação de massa. O uso excessivo, pela mídia esportiva, de adjetivos para qualificar os jogadores da vez, aqueles “escolhidos”, é um procedimento extremamente desagradável: “O Fenômeno”, “O Magnífico”, “O Imperador”, “O Fantástico”, “O Cara da Pedalada”, “O Driblador”, “O Gladiador”, entre tantas outras expressões características. De uma vez por todas, a mídia esportiva precisa parar de criar ídolos de barro, evitando decepções futuras quando estes se quebrarem no chão ao caírem da prateleira da “falsa fama”. Nessa Copa do Mundo vimos repórteres entrevistando parentes de jogadores em suas cidades de origem e contando historinhas comoventes – até plantações de melão foram mostradas na Bahia, notícias inúteis que não acrescentaram absolutamente nada ao espírito da Copa. Para esse tipo de reportagem existe o programa jornalístico semanal brasileiro chamado Globo Repórter. A prática continuada da informação de má qualidade ultimamente tem sido dever de ofício da mídia, da “Indústria Cultural” que mais deforma o caráter do cidadão do que o esclarece quanto aos fatos. Esse é um legado nocivo, porém premeditado.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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