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Esportes

Copa do Mundo – 12ª parte – O fantasma do Uruguai exorcizado!

1Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro, ano de 1950, 16 de julho, aos 34 minutos do 2º tempo, Ghiggia marca o segundo gol do Uruguai, calando e fazendo chorar a nação brasileira. Quando o juiz da partida, o inglês George Reader, deu o apito final, fechou-se o caixão e jogada a pá de cal sobre as 173.850 pessoas (nº oficial) que lotavam o Maracanã – mas, estimou-se um público superior a 200.000 pessoas presentes àquela sentença de morte. Do lado do Brasil, defenderam a camisa da Seleção: Barbosa, Augusto, Juvenal, Bauer, Danilo, Bigode, Friaça, Zizinho, Ademir, Jair e Chico. O técnico era Flávio Costa. Do lado do Uruguai, jogaram pela Azul-celeste: Máspoli, Matías Gonzalez, Tejera, Gambetta, Varela, Rodríguez Andrade, Ghiggia, Júlio Perez, Miguez, Schiaffino e Morán. O técnico era Juan Lopez. O placar final: Brasil 1 x 2 Uruguai. Gols marcados por Friaça (Brasil), Schiaffino e Ghiggia (Uruguai). A primeira edição da Copa do Mundo FIFA de futebol ocorreu em 1930 no Uruguai, cuja Seleção foi a primeira grande campeã do mundo, levantando a taça Jules Rimet. Duas Copas do Mundo não foram realizadas, 1942 e 1946, em função da Segunda Guerra Mundial.

De volta aos tempos atuais, ou seja, 64 anos depois. No mesmo Brasil de encantos mil, a edição da Copa do Mundo FIFA 2014 está provocando muitas emoções. Leia-se matéria da imprensa comum: O Brasil está definitivamente livre de um de seus novos ‘Maracanazzos’. Nem tanto pelo golpe de sorte que foi a vitória da Seleção brasileira sobre o Chile, mas, muito mais pela comemorada eliminação de um antigo ‘fantasma’, o Uruguai. A Seleção da Colômbia fez o favor de mandar o Uruguai de volta para casa ao vencer o jogo por 2 a 0, neste sábado (28), em pleno Maracanã lotado, na fase das oitavas de final – e agora tem pela frente a missão de ganhar dos pentacampeões nas quartas de final. Artilheiro da Copa do Mundo FIFA 2014 com cinco gols, o atacante James Rodriguez, sorriu, cantou, encantou e dançou no Maracanã”. Maldição. O jogo entre as Seleções do Uruguai e da Colômbia foi o de nº 50 desta Copa do Mundo tupiniquim, e na mesma arena esportiva, o Maracanã, descaracterizado pelas reformas que recebeu. O Brasil deve este favor à Colômbia, porém, do alto da sua hipocrisia, os brasileiros não reconhecem que “estão gozando com o pau dos outros”.

Quem chorou muito foi o Uruguai com a perda do seu atacante Luiz Suárez, suspenso pela FIFA por nove jogos da Seleção Uruguaia, após morder o jogador Chiellini no jogo contra a Itália, na última terça-feira, 24, na fase de Grupos. A FIFA foi extremamente ágil em tomar a decisão, difícil de acreditar no mundo do futebol. Há muitos interesses em jogo, dentro e fora de campo. Por que a FIFA também não procede da mesma forma quando o assunto é erros de arbitragem? Por que não pune os árbitros? A Tecnologia da Informação está aí para facilitar o julgamento e ninguém a usa. Por quê? Humilhado diante de tudo isso e também por não poder jogar, Luiz Suárez foi impedido de permanecer no hotel onde a Seleção do seu país estava concentrada, de modo que a punição que lhe foi imposta o impedia de ficar em “ambientes FIFA” – decisão válida a partir do sábado, 28, justamente no dia do jogo contra a Colômbia. É a Lei da mordaça fazendo-se valer!

A FIFA o considerou um “cão raivoso”, um enorme perigo para os jogadores adversários. Com este significativo desfalque, o Uruguai entrou em campo contra a Colômbia já com a “derrota anunciada”. Aconteceram dois piores momentos: a derrota do Uruguai e a execração de Luiz Suárez, que terá que pagar multa e cumprir 04 meses de afastamento de qualquer atividade ligada ao futebol, sobretudo das partidas disputadas pelo seu atual clube, o Liverpool. Por ser um “cão raivoso” a FIFA o condenou a não ir aos estádios de futebol durante o período em que estiver afastado. Longe dos estádios, Luiz Suárez torceu para que o atacante James Rodriguez, da Colômbia, não mordesse os jogadores uruguaios Arévalo Ríos, Giménez ou Maxi Pereira, e assim permanecer escalado para jogar contra o Brasil nas quartas de final e, quem sabe, sentir o prazer da segunda desclassificação da Seleção brasileira dentro da sua própria casa, ainda que imposta pelo algoz do Uruguai, já que a Seleção Azul-celeste não pode mais promovê-la.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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