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Esportes

Copa do Mundo – 10ª parte – Ronaldo, o “Felomenal”

1Ronaldo Luís Nazário de Lima – Ronaldo, Ronaldo Fenômeno ou ainda Ronaldinho – é um ex-atacante de futebol e agora atua como “Atacante Político”. Em evento realizado no mês passado, e depois na imprensa, Ronaldo incorporou Giovanni Improtta, o “Felomenal”, reafirmando com todos os “pingos” e “is” que sente vergonha do Brasil e que a Copa do Mundo é vítima do governo federal. Demorou. De todo ele não está errado, de modo que não podemos culpá-lo e crucificá-lo pelo que declarou. Costumo dizer que Deus, na sua infinita misericórdia, deu a burrice ao homem totalmente indolor, porque, meus amigos leitores, se a burrice doesse, o Brasil não dormia, tamanha a gritaria. Ronaldinho é a cópia fiel do apolítico brasileiro que se mete na política para se dar bem, seja garimpando reconhecimento, seja colhendo falsos elogios, seja formando grupos de amigos hipócritas, seja corrompendo-se em nome do governo, ainda que não receba em espécie. O mais novo Giovanni Improtta, o “Felomenal”, que, por merecimento, é (ou foi) membro do Comitê Organizador Local (COL) responsável pelos preparativos para a Copa do Mundo FIFA 2014. O “Felomenal” é a cara do Brasil, a cara de Brasília, cagado e cuspido político brasileiro, que não faz porra nenhuma e ainda fala merda com a maior desenvoltura – foda-se se vai comprometer alguém.

Disse ele:

“Eu sinalizei principalmente as obras de infraestrutura e não exatamente os estádios, quis dizer as obras que ficariam de legado para a população. Os estádios eram exigência principal da FIFA para fazer a Copa. Os estádios estão quase todos terminados, mal ou bem, vão estar prontos. Como eu disse para a Reuters, a minha vergonha é pela população que esperava realmente esses grandes investimentos, esse grande legado de Copa do Mundo para eles mesmos, para população, reformas de aeroportos, mobilidade urbana. Tudo que foi prometido e não foi entregue. Tem estatística, é noticiado, 30% só vão ser entregues para a Copa do Mundo, essa é minha preocupação, minha vergonha. Maior prejudicado é a população. […] Não podemos esquecer do país em que vivemos. O brasileiro também tem memória curta. Parece que antes da Copa do Mundo, a saúde, educação, segurança eram perfeitas. A Copa do Mundo é uma grande vítima disso tudo. A grande pena é que tudo que foi prometido antes da Copa do Mundo não será entregue. […] Os protestos são sempre válidos. Os protestantes que vão às ruas exigir as coisas que a população tem direito. Mas no momento que tem vândalos mascarados, a polícia tem que conter. Acho que o povo brasileiro está em um momento de exigir coisas em diversos setores. Só que parece que acordou todo mundo e tem muitas opiniões soltas e um pega do outro e ninguém sabe para onde ir. […] Sobre os vândalos, acho que tem que baixar o cacete neles, tirar da rua. […] Acho que os protestantes não violentos vão assistir à Copa. Quem aqui quer perder a oportunidade. ‘Ninguém’ aqui vai estar vivo quando tiver outra Copa no Brasil? E acho que não vai ter, pois a FIFA vai ficar muito traumatizada”.

Eu pretendo estar vivo na próxima Copa do Mundo, não importa em que local aconteça. A FIFA não ficará traumatizada com o Brasil, isso eu garanto, porque o dela já está garantido pelo governo federal. A FIFA ficará traumatizada se o seu ex-dirigente, Mohamed Bin Hammam, acusado de pagar US$ 5 milhões na compra de votos das federações para eleger o Catar como país-sede da Copa do Mundo de 2022, na verdade pagou US$ 10 milhões, embolsando a diferença. Tem gente traindo a pátria e cuspindo no prato que come, tudo em nome do maldito dinheiro. O que está dito está dito, fim de papo.

Nota de rodapé: O Catar, ou Qatar, é um país árabe, um emirado do Oriente Médio, que ocupa a pequena Península do Catar na costa nordeste da Península Arábica.

Augusto Avlis

Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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