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Esportes

Copa do Mundo – 9ª parte – Jogo político

1Um grande mistério encobre a construção da Arena de São Paulo – nome provisório Arena Corinthians, popularmente Itaquerão, por conta do estádio de futebol estar localizado no distrito de Itaquera, zona leste do município de São Paulo (capital). O ex-presidente Lula, políticos e a empreiteira Odebrecht têm muito que explicar. Por que a abertura da Copa do Mundo, 12/06, não foi programada para outra cidade, como Rio de Janeiro ou Belo Horizonte? Até o final da construção da Arena o Corinthians desembolsará mais R$ 1,3 bilhão. Será? Foi uma decisão política a escolha de São Paulo. O PT quer o governo do Estado de São Paulo a todo custo, acabando com o monopólio do PSDB, seu maior rival político. Trazer a abertura da Copa do Mundo para São Paulo é uma jogada de Marketing. Outras ações estão sendo orquestradas pelo Partido dos Trabalhadores.

O prefeito da cidade de São Paulo, Fernando Haddad (PT) vem negociando com o governo federal o início imediato da construção de moradias populares na área de 150 mil m² ocupada pelo MTST localizada a apenas 04 km da Arena Corinthians (Itaquerão), na zona leste. Haddad tentará classificar a área ocupada como Zona Especial de Interesse Social (ZEIS). Leia-se: “As Zonas Especiais de Interesse Social (ZEIS) são áreas demarcadas no perímetro de uma cidade, destinadas a assentamentos habitacionais de população de baixa renda. Essas áreas devem estar previstas no Plano Diretor e mensuradas na Lei de Zoneamento. Podem ser áreas já ocupadas por assentamentos precários, e também podem ser demarcadas sobre terrenos vazios. No primeiro caso, visam flexibilizar as normas e padrões urbanísticos para, através de um plano específico de urbanização, regularizar o assentamento. No segundo caso, sobre terrenos vazios, o objetivo é aumentar a oferta de terrenos para habitação de real interesse social e reduzir o seu custo”. A ocupação foi chamada pelo MTST como “A Copa do Povo”. O futuro daquela área (ZEIS) a gente pode prever, se transformará num favelão talvez maior do que Paraisópolis (SP) com 42.826 habitantes, segundo dados do Censo Demográfico 2010. A favela de Paraisópolis é a 8ª no ranking dos maiores aglomerados subnormais do Brasil, e não resta dúvida que será um importante reduto de votos. O Itaquerão é detalhe.

As invasões promovidas pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) – movimento social, político e popular criado em 1997 que defende a reforma urbana e o direito à moradia – às vésperas do início da Copa do Mundo fizeram com que o clima ficasse tenso na capital paulista. O desafio do PT é fazer com que a situação não se transforme em uma grave crise em ano eleitoral. Segundo os dirigentes do Partido dos Trabalhadores, o prefeito Fernando Haddad tem se saído bem na condução do problema, frente à onda de manifestações. É evidente que a sua atuação influenciará diretamente na campanha de Alexandre Padilha (PT, ex-ministro da Saúde no governo Dilma Rousseff) ao governo do Estado de São Paulo, e, sobretudo, os resultados práticos da sua interferência. Mas, tem o queridinho e preferido da Dilma Rousseff, o pré-candidato Paulo Antônio Skaf, empresário e político brasileiro, filiado ao PMDB de São Paulo, presidente da FIESP – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo. Por outro lado, o PT adotará uma postura defensiva e minimizará os efeitos dos protestos em todo o Brasil – se sair bem na foto é a proposta do PT e para isso vem maquiando os atores políticos e preparando os cenários nos moldes e ao estilo de Hollywood. Conforme disse, o Partido dos Trabalhadores consegue tomar refresco de groselha geladinho no meio do Inferno escaldante, abraçado com Satanás.

“Temos duas candidaturas, uma que é a do ex-ministro Alexandre Padilha (PT), e o Paulo Skaf (PMDB). Acredito que é essa a fórmula do segundo turno. Então quero enfatizar esse fato, a gente não pode ser ingênua e não perceber o que significa uma derrota dos tucanos em São Paulo, sendo bem clara”.

Dilma Rousseff em jantar fechado com a cúpula e congressistas do PMDB, na noite da terça-feira, 27/05/2014.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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