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Esportes

Copa do Mundo – 2ª parte – Estádios

1O dia, a hora e o local da tão esperada festa já estão marcados, quinta-feira, 12 de junho de 2014, 17h00min, Arena de São Paulo, Estádio do Corinthians, Itaquerão. O espetáculo maior ficará por conta do jogo Brasil x Croácia. Ninguém fala sobre a festa menor de abertura da Copa do Mundo. Será surpresa. Desagradável ou não também ninguém sabe. Há quem arrisque um palpite: desfile dos políticos brasileiros ao som da marchinha de Carnaval “Me Dá Um Dinheiro Aí”. No carro “Abre Alas” a presidente Dilma Rousseff ao lado do seu cúmplice e padrinho político Lula, o presidente da FIFA Joseph Blatter ao lado do presidente da CBF José Maria Marin. Disputam as poucas vagas nesse carro o contador de dinheiro Ricardo Teixeira, o secretário-geral da FIFA Jérôme Valcke e o ministro dos esportes José Aldo Rebelo Figueiredo (PC do B). Confetes e serpentinas serão jogados ao ar em meio à poluição paulistana.

Na última sexta-feira, 09, Jérôme Valcke mandou um recado aos torcedores estrangeiros: “Não apareçam no Brasil achando que é a Alemanha”. Hoje, essa “puta de ocasião” mudou o tom e disse que “Os torcedores podem esperar um grande torneio”. Jérôme Valcke ressaltou a expressiva quantidade de ingressos vendidos, falou sobre a necessidade do término das obras no entorno dos estádios e fez um alerta sobre a falta de segurança no país. De tudo ele não está errado. A 30 dias da abertura da Copa do Mundo tem gente trabalhando nos canteiros de obras e o maior evento esportivo do planeta deixa muitas dúvidas. Reformar e/ou construir 12 estádios de futebol padrão FIFA não seria tarefa fácil por conta da ganância das empreiteiras, por conta da incompetência administrativa das entidades envolvidas, por conta da corrupção estimulada pelo governo federal. Todos nós sabíamos disso, exceto os cegos, mudos e surdos. É assim mesmo, os brasileiros estão acostumados a deixar tudo para a última hora, gostam de viver com emoção, na corda bamba, no fio da navalha. Por falar no entorno dos estádios, os entulhos acumulados no entorno do Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre/RS, ainda estão sem solução, pelo menos até a publicação deste artigo aqui no meu Blog. O impasse entre o prefeito da cidade, José Fortunati, e a empreiteira Brio, deverá acabar com a interferência do Ministério Público, que resolveu botar a mão na massa. Por outro lado, caso a empreiteira “Brio” considere que o sentimento da própria dignidade e o seu amor próprio foram afetados, há o risco desse entulho todo ir parar dentro do Lago Guaíba.

Como chamar o Brasil de “gigante emergente”, quando, na realidade, não passa de “eterno país do futuro” – que se arrasta no presente e tem vergonha do seu passado. A meu sentir, essa Copa do Mundo já ficou estigmatizada como a Copa da corrupção, e dificilmente perderá esse título. Quanto o Brasil gastou de fato na organização do mundial, R$ 20 bilhões, R$ 30 bilhões, R$ 50 bilhões? Ninguém fala, mostra os comprovantes ou abre a contabilidade oficial. Os cofres públicos foram assaltados em nome do esporte, para satisfazer a vaidade de políticos malucos, como o Lula e seus asseclas. Dinheiro tirado da mesa dos trabalhadores, dinheiro tirado dos hospitais, das escolas, da infraestrutura de base, do saneamento básico. A arrecadação de impostos e contribuições federais no Brasil não para de bater recordes; no 1º trimestre deste ano somou R$ 293,43 bilhões, recorde histórico para o período, significando uma alta real de 2,08% em relação ao mesmo trimestre de 2013. Os dados são da Receita Federal do Brasil. Cadê o dinheiro? Uma coisa é certa, não voltou para a população em forma de serviços essenciais.

Além dos quatro estádios ainda se encontrarem em obras, Itaquerão de São Paulo, a Arena da Baixada de Curitiba, o Estádio Beira-Rio de Porto Alegre e a Arena Pantanal de Cuiabá, o governo federal afirmou que a metade das cidades-sede não terá o serviço 4G por conta do mau funcionamento do Wi-Fi nos estádios – e os usuários do sistema que se danem de verde e amarelo. Nessa perspectiva, como funcionarão os aeroportos, como será a prestação de serviços fora dos estádios, e os transportes, e a segurança pública? O governo federal teve tempo suficiente para resolver essas questões e só fez debochar da nossa cara e prometer vela boa a defunto ruim. Protestos e ondas de violência não estão no cardápio presidencial, aliás, serão documentados pelas câmeras dos turistas, assim como fazem quando sobem as favelas da Rocinha e do Vidigal, no Rio de Janeiro. Cenas de guerrilhas urbanas serão confundidas com brincadeiras de pique-esconde. Mas, tudo bem! Tudo bem coisa nenhuma, em 2008, 79% dos brasileiros concordavam com a realização da Copa do Mundo aqui no Brasil, e hoje não passam de 48%, segundo medição de abril último. Recomendo que esses 48% fiquem em casa assistindo aos jogos pela televisão, comendo torresmo e bebendo a péssima cerveja Proibida.

“Vivemos um Inferno no Brasil. […] No Brasil, há alguns políticos que se opõem à Copa do Mundo, e nós vivemos um Inferno, principalmente porque no país existem três níveis políticos que passaram por mudanças por causa de eleições, fazendo que não conversássemos necessariamente com as mesmas pessoas. Era complicado ter de repetir toda vez a mesma coisa”. Por esta declaração, acho que Jérôme Valcke não tomará a desejada caipirinha Made in Brazil porque um membro do PT colocará veneno nela, da mesma forma como ameaçou de morte pelas redes sociais o presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa. Leia-se: “Polícia Federal identifica e investiga um dos autores de ameaças de morte a Joaquim Barbosa no Facebook – Homem que desejava atentar contra a vida do presidente do STF é um integrante da Comissão de Ética do PT”.

No inquérito de investigação a Polícia Federal apurou que Sérvolo de Oliveira e Silva, secretário de organização do diretório do Partido dos Trabalhadores na capital Natal e também membro da Comissão de Ética do PT no Estado do Rio Grande do Norte, é uma das pessoas que ameaçaram de morte Joaquim Barbosa através de perfil no Facebook. O pedido de investigação partiu do Supremo Tribunal Federal. O petista postou o seguinte texto: “Contra Joaquim Barbosa toda a violência é permitida, porque não se trata de um ser humano, mas de um monstro e de uma aberração moral das mais pavorosas. Que Deus abençoe Genoino, mas se algo acontecer com ele em virtude do seu estado de saúde e das condições precárias em que se encontra no presídio da Papuda, Joaquim Barbosa deve ser morto. Ponto final. Estou ameaçando a um monstro que é uma ameaça ao meu país. Joaquim Barbosa é um monstro e como monstro deve ser tratado”. Quem está por trás disso querendo impor um clima de terror? Isto está me cheirando “Nota Oficial”.

E agora José? E agora é que o Partido dos Trabalhadores tem que se explicar, e muito bem explicado. O que vai dizer sobre o caso Rui Falcão, deputado estadual de São Paulo / PT e presidente nacional do Partido dos Trabalhadores? Talvez não diga nada e ainda recomende que os internautas petistas, criminosos virtuais, assumam sozinhos a bronca, sob pena de sofrerem “maiores punições internas”. Vamos ver se desta vez o ex-presidente Lula mostrará a cara, ou se esconderá como fez no caso Celso Augusto Daniel (PT) – assassinado em 2002 quando era prefeito da cidade de Santo André, Estado de São Paulo. Entre os suspeitos do bárbaro crime encontram-se criminosos comuns e políticos não comuns, que desejavam a sua morte o quanto antes. Sabe-se que Celso Daniel contrariava interesses do próprio PT, de modo que para quem sabe ler um pingo é letra. Não há dúvida de que se tratou de um crime político encomendado – até hoje não esclarecido totalmente. A mídia se calou. As autoridades deram o caso como encerrado. Ponto final – como disse Sérvolo de Oliveira e Silva em sua ameaça.

Na eventualidade do PT perder a presidência da República nas próximas eleições de outubro, o Brasil pode esperar o pior. A militância do Partido dos Trabalhadores já deve estar preparada para ações truculentas com alvos definidos – certamente esses alvos não serão os estádios onde aconteceram os jogos da Copa do Mundo. Melhor assim, porque não quererão destruir os símbolos nacionais da corrupção. Algum petista sugerirá a colocação de uma torre de petróleo na frente de cada um deles.

Augusto Avlis

Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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