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TV - Variedades

BBB 14 – A síndrome do imbecilismo – 6ª parte

BBB 14

A síndrome do imbecilismo 6ª parte

Vou repetir pela décima quarta vez: “Já na edição de nº III do BBB, realizada em 2003, entre espasmos e vômitos, eu escrevi o que pensava e julgava sobre a sua abjeta produção”. Por ordem e dever de ofício, republicarei o que eu disse naquela altura (há 11 anos), em 06 artigos (contando com este último), na esperança que os meus atuais 35 leitores divulguem em escala geométrica o seu conteúdo programático, de modo que, só assim, talvez eu consiga, com este indispensável empurrãozinho, despertar “consciências pesadas”, sobretudo daquela desinformada parcela de telespectadores brasileiros que não tem a mínima noção (em canais abertos seguramente é a maioria) – infelizmente, essa é a grande verdade. Realidade que assusta, um tempo presente que deixa dúvidas para o futuro. A repetição deste tópico frasal, toda vez que reedito um desses antigos seis artigos sobre o BBB, tem um objetivo: bater na mesma tecla até que o piano quebre, de modo que as pessoas só dão falta da música quando ela para totalmente de tocar, e, quando ela está tocando naturalmente, ninguém presta atenção. Mas, quando o assunto é sacanagem, tá todo mundo ligado, independente se os participantes da putaria fazem barulho ou ficam em completo silêncio.

Não tenho a mínima aptidão para bajulador, aliás, nunca fui, de modo que não preciso e nunca precisei utilizar esse artifício para me promover ou conseguir alguma vantagem. No caso de Pedro Bial, cabem algumas palavras: Carioca, nasceu no Rio de Janeiro em 1958. Jornalista (PUC), escritor, diretor de cinema e apresentador de TV. Começou a sua carreira na TV Globo na década de 80, no Jornal Hoje; depois veio o Globo Repórter. Foi apresentador do Fantástico por 11 anos, de 1996 até 2007. Como jornalista, o seu currículo é razoável, foi correspondente internacional da TV Globo, quando teve a oportunidade de cobrir a queda do muro de Berlim, em 1990, e a guerra do Golfo, em 1991. Escreveu a biografia autorizada de Roberto Marinho. Bial, um conselho: volta a apresentar o programa “Na Moral”, porque ele é “menos pior” do que o Big Brother Brasil. Nenhum dinheiro justifica você ficar na merda, queimando a sua imagem, hoje tão associada ao BBB. Você está velho demais pra ficar dando uma de bobalhão, conversando com os Brothers inúteis como se você fosse idiota, retardado, aloprado, besta quadrada. Vá pedir emprego ao Silvio Santos, ele emprega você no SBT, mas não faça o que o Sérgio Chapelin fez.     

6º Artigo – FATO APOCALÍPTICO

O cidadão de bem, se considerado como tal, tem coisas mais importantes pra fazer e não é difícil tarefa citarmos alguns bons exemplos: dar plantão num hospital de cancerosos, ou de aidéticos, ou num asilo, ou num orfanato. Quem sabe até numa unidade prisional. Quem sabe limpar a cidade que ele mesmo ajudou a sujar naquele momento de falta de lucidez. Quem sabe convencer os bandidos e marginais a largarem a vida de crimes. Quem sabe dar aulas de honestidade aos políticos. Quem sabe dar o ombro para os favelados, os pobres e os desafortunados se confortarem; enfim, fazer algo de proveitoso, em prol de toda uma comunidade carente de recursos e, sobretudo, de esperança. A prática da putaria explícita não pode ser mais importante do que isso. Implementadas estas ações, aí sim, seriam, de fato, exemplos de bons serviços prestados ao próximo e à sociedade como um todo. Vamos sugerir que a produção – caríssima, por sinal, pra vender o que se propõe – dos próximos (eventuais) programas com o título “Big Brother”, se espelhe nestes exemplos para justificar a junção do nome Brasil àquela terminologia inglesa, repito, “Big Brother”, que de Big não tem absolutamente nada. O programa Big Brother Brasil – não importa em que versão – traz consigo uma tremenda carga de mensagens subliminares, que não passam do limiar da consciência. Influências de época causam traumas de infância, resultando abalo mental (emoção violenta) que pode levar a uma neurose. A geração que se inicia, desprotegida, está sujeita a isto, invariavelmente. Urge a necessidade da revisão de valores intrínsecos ao processo de comunicação. Mas, a necessidade do domínio da massa… Completo a frase: é imperativa para salvaguardar grandes interesses, fortalecer sistemas de poder e preservar reserva de mercado da burrice imposta.

O mundo caminha para a globalização, não no sentido da união dos povos, mas, sobretudo, com a finalidade de “juntar riquezas” para dividi-las com os poucos países dominadores, que certamente mostrarão aos demais, no tempo hábil, o seu grande poder de intimidação pela força bélica – única e exclusivamente. Temos que pensar muito sobre esta possibilidade real, não imaginária. Não podemos ressuscitar os “Três Patetas”, nem o cinema mudo (sinto saudades), mas, somos obrigados a tomar conhecimento de que Michael Jackson gostava de dormir com crianças, não para atacá-las sexualmente – segundo ele –, mas para liberar o seu instinto materno.

Pode até haver confronto de opiniões, porém, podemos chamar tudo isso de modernidade e de evolução? O que não diriam os mais conservadores, tamanha a blasfêmia? E a Igreja, como se posiciona? Liberdade de expressão não é isso. A que ponto a moral e os bons costumes chegaram. A valorização exacerbada do podre e do supérfluo – sem exagero – cresce na medida e na proporção em que se estimula o “gosto pra tudo” e se desenvolve produtos ruins para satisfazê-lo (o gosto); ainda que duvidoso.

Faltam redatores de humorismo e humoristas também são escassos. Não podemos só contar com o Palácio da Alvorada e com o Ceará. Como será no futuro que não tarda? Com certeza, as emissoras de televisão já estão preparando, com todo o requinte de uma produção nababesca – servem também os estilos de Pompéia, Sodoma e Gomorra –, cenas domésticas de sexo explícito, assim como implícito, selecionadas por uma audiência interativa (por espectadores interagentes). Tornar-se-ão líderes de audiência; sem dúvida alguma. Que as trepadas sejam de “galo” ou de “coelho”, porque a casa Big Brother Brasil, Global, onde acontecerem essas cenas de sexo ao vivo e a cores, pode estar perfeita e estrategicamente localizada no ponto de impacto de uma nova e gigantesca onda TSUNAMI. Este sim, seria um fato apocalíptico – inesquecível para aqueles que sobreviverem –, não as trepadas de galo. Os coelhos já terão fugido.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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