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TV - Variedades

BBB 14 – A síndrome do imbecilismo – 4ª parte

BBB 14

A síndrome do imbecilismo 4ª parte

Vou repetir pela décima segunda vez: “Já na edição de nº III do BBB, realizada em 2003, entre espasmos e vômitos, eu escrevi o que pensava e julgava sobre a sua abjeta produção”. Por ordem e dever de ofício, republicarei o que eu disse naquela altura (há 11 anos), em 06 artigos (contando com este), na esperança que os meus atuais 33 leitores divulguem em escala geométrica o seu conteúdo programático, de modo que, só assim, talvez eu consiga, com este prestimoso auxílio, despertar “consciências pesadas”, sobretudo daquela desinformada parcela de telespectadores brasileiros que não tem a mínima noção (em canais abertos seguramente é a maioria) – infelizmente, essa é a grande verdade. Realidade que assusta, um tempo presente que deixa dúvidas para o futuro. A repetição deste tópico frasal, toda vez que reedito um desses antigos seis artigos sobre o BBB, tem um objetivo: bater na mesma tecla até que o piano quebre, de modo que as pessoas só dão falta da música quando ela para, e quando ela está tocando ninguém presta atenção. A propósito, vocês observaram que o “Castigo do Monstro” está virando moda? Sugiro ao Pedro Bial pentear os meus pentelhos, na medida em que eles ficam embaraçados sempre que o meu saco fica cheio. Estou ao seu (dele) dispor para ir ao programa com o saco de fora – colocá-lo em cima da mesa, jamais!

4º Artigo – ATOR COADJUVANTE

Especialistas que se ocupam dos fenômenos psíquicos e do comportamento humano concordam num ponto: violência, situações que envolvem dinheiro e sexo são os principais ingredientes que estimulam reações, sejam de amor e ódio, paixão, sentimentos de culpa, desejos incontroláveis, por exemplo. Essas mesmas “reações”, uma vez identificadas, ganham a preferência na forma de pensar e interagir das pessoas. Esta tendência leva o indivíduo a valorizar o ridículo em detrimento do sensato. Por tese – simbolicamente –, este pode ser um modo pelo qual a pessoa tenta escapar das agruras da vida; o que seria um “basta virtual” para os seus problemas. Também, de que adiantaria pensar demasiadamente neles, se a sua solução mais depende dos outros do que de si próprio, sobretudo quando se trata de desemprego, falta de oportunidade, descaso dos poderes públicos, violência, fome, frio? Portanto, esses gritos “não conscientes” de Chega!”, “Não quero mais!”, “Estou fora!”, não são indicativos de cessação de situações ou questões difíceis e embaraçosas, mas podem, mais do que perfeitamente, ser sintomáticos, ou seja, podem revelar a existência da “necessidade inconsciente da substituição”. É como se abríssemos a porta do nosso cérebro e deixássemos entrar pensamentos mais tênues, os quais tomariam o lugar dos problemas – fariam às vezes de. Saca? Este processo é o que faz uma pessoa deixar de pensar numa determinada coisa e, imediatamente, sem que perceba, está pensando em outra, completamente diferente. Algumas pessoas até parecem se comportar de maneira estranha, levando as outras, que as cercam, a deduzirem que estão “navegando na maionese”, desligadas, enfim, coisa que o valha.

O povo se considera um mestre na arte da “navegação na maionese” e no “Processo de Substituição”. Prova disso, é que ele, o povo, por opção e não vocação, é “explicitamente voyeur”. Veja os candidatos que elegeu nas últimas eleições de outubro de 2002, desde Deputados Estaduais, Federais, Senadores, Governadores, até o nosso mais novo Robin Hood de Brasília, o não reconhecido petista Lulalá (porque trocou o PT, Partido dos Trabalhadores, pelo novo partido TP, “To Perdido”). Vão gostar de assistir às putarias dos políticos na ‘PQP’. Agora, Lulacolá assiste, também na primeira fila, a sacanagens explícitas feitas por políticos devassos e por seus asseclas despudorados – se Lula chega ao orgasmo, isso eu não sei.O corpo do Estado, aqui e lá, está com câncer generalizado, totalmente enraizado – vide o exemplo do escândalo no Rio de Janeiro, conhecido como Propinoduto, envolvendo fiscais de renda na remessa ilegal de quase quatro dezenas de milhões de dólares para a Suíça sob as “vistas grossas” dos médio e alto escalões da “área”. Todo dia, nos meios e veículos de comunicação, pipocam noticiários por todos os lados trazendo à opinião pública (que opinião?) novos casos de corrupção, desvios de verbas públicas, roubos comprovados, mutretas (eu prefiro mutreta a motreta), enfim, toda a sorte de falcatruas. Não há mais espaço na mídia para notícias boas. O povo, no seu mais completo e eficaz exercício da “Substituição”, está se satisfazendo com outros tipos de sacanagem, na medida em que já se auto-convidou para participar, como ator coadjuvante, do Big Brother Brasil. Falta atitude; sem precisar expor o sexo – ou se deliciar com o sexo dos outros.

Prestígio, minutos de fama, contratos de publicidade à vista, sair do anonimato, muito dinheiro em jogo, exposição na mídia, são fatores que compõem o quadro geral de interesses que leva milhares de pessoas a se inscreverem, segundo dados levantados, no primeiro estágio do “BBB”, que é o de seleção e classificação dos candidatos, para, então, terem uma chance de participação efetiva no programa. É um Deus nos acuda. Vale tudo. As cartas estão marcadas. Os eleitos participantes, “tolos” – iluminados pelo ocultismo –, terão que trocar de máscara na porta de entrada da casa “BBB”. Uma vez lá dentro, espontaneamente, farão três promessas: primeira, comprometem-se (tudo previamente combinado entre as partes) a mostrar os seus corpos em total ou parcial nudez – na verdade, é como se fosse um prévio ensaio, um teste mesmo, para futuros contratos com revistas especializadas; segunda promessa, concordam em encenar momentos de intensa sexualidade, de falsas intimidades, de transas simuladas, de brigas, reconciliações, de conchavos, complôs e traições, de risos brancos ou coloridos e choros compulsivos; terceira e, por enquanto, última promessa, aceitam pôr em cena exemplos de relacionamentos norteados pela hipocrisia, por “reais” sentimentos dissimulados e “falsas” falsidades desmedidas – cobras engolindo cobras num jogo desleal de interesses; num perfeito disse-que-disse e perigosas “relações conectivas”; contatos simplesmente corporais. Por fim, chega-se à conclusão que as pessoas só querem se promover. Uns fingem de um lado, outros do outro. Ninguém tenta comer o cu daqueles que se fingem de mortos porque o Pedro Bial não deixa. Quem se finge de morto na hora errada não come nada cozido ou assado – ainda corre o risco de ser enterrado antes do tempo.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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