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TV - Variedades

BBB 14 – A síndrome do imbecilismo – 3ª parte

BBB 14

A síndrome do imbecilismo 3ª parte

Vou repetir pela décima primeira vez: “Já na edição de nº III do BBB, realizada em 2003, entre espasmos e vômitos, eu escrevi o que pensava e julgava sobre a sua abjeta produção”. Por ordem e dever de ofício, republicarei o que eu disse naquela altura, em 06 artigos (contando com este), na esperança que os meus atuais 32 leitores divulguem em escala geométrica o seu conteúdo, de modo que, só assim, talvez eu consiga, com esta prestimosa colaboração, despertar “consciências pesadas” daquela parte de telespectadores brasileiros que não tem a mínima noção – infelizmente, essa é a grande verdade. Realidade que assusta, um tempo presente que deixa dúvidas para o futuro.

Na visão limitada dos Brothers rola muito dinheiro no “esquema”, porém, muito pouco se comparado ao faturamento da Globo com essa porcaria de programa. O primeiro vencedor do Reality Show, Kleber Bambam, faturou R$ 500 mil. Na edição BBB 5 o valor do prêmio dobrou, passando para R$ 1 milhão. A partir do BBB 10, o prêmio, em dinheiro, pulou para R$ 1,5 milhão, mantendo-se até a atual edição, a de nº 14. Muito provavelmente, se houver a versão BBB 15, a grana poderá chegar a R$ 2 milhões para o Brother vencedor. Serão passados 15 anos e haverá “baile de debutantes” para as participantes do Reality Show que comprovarem a virgindade.

3º Artigo – BURACO DA FECHADURA

Quem nunca espiou pelo buraco da fechadura, que se cale. Quem mente nunca ter feito, condenado será à fogueira. O substantivo feminino brecha quer dizer abertura feita em muralha de fortificação; fenda; ruptura; espaço vazio; lacuna. O verbo “brechar”, muito conjugado na região norte do Brasil, significa bisbilhotar; investigar com curiosidade; levantar suspeitas; examinar; dar uma espiadela; espreitar; enfim, observar escondido e secretamente, mas, sempre de olho na vida alheia como alvo principal. Só não vale pagar na mesma moeda, de modo que quando passamos a ser o objeto de desejo a coisa fica complicada.

Quero saber quem nunca deu uma de espia; espião; vigia; sentinela; agente secreto – é claro, menos aquele “secreto” de nacionalidade portuguesa. Desde crianças, gostávamos – e éramos empurrados pela curiosidade normal – de meter os olhos (primeiro o da direita) nos buracos das fechaduras, sejam das portas dos quartos, ou dos banheiros, enfim, de algum outro cômodo que pudesse revelar, e desnudar, algo de extraordinário, todavia, sempre com a pretensão de flagrar alguém trocando de roupa ou em cenas de sexo explícito. Tudo era válido pela obtenção do prazer proibido. De pênis ereto, a punheta era certa. Siriricas também eram comuns, desde que longe dos meninos de pênis ereto.

Fui condenado a rezar duzentas “Aves Marias” e quatrocentos e trinta e sete “Meu Pai” (Nossos), logo depois que me confessei com o pároco da igreja do meu bairro, Dom Custódio de Oliveira e Silva. As Aves Marias eu rezei contando só os números pares e a oração que o Pai nos ensinou somente os números ímpares. Em seguida, pequei novamente, porque disse à minha mãe que o padre tinha cara de tarado e de pedófilo (Leia-se: A pedofilia, também chamada de paedophilia erotica ou pedosexualidade, é a perversão sexual, na qual a atração sexual de um indivíduo adulto ou adolescente está dirigida primariamente para crianças pré-púberes, ou seja, antes da idade em que a criança entra na puberdade, ou no início da puberdade). Cuidado!

Minha mãe, mesmo me amando muito, me esconjurou. Pecados à parte, aquilo nos estimulava e despertava a libido. Os desejos reprimidos davam lugar às “fantasias reais” e muitas das vezes, é fato, provocávamos orgasmos através de masturbações (punhetas, só com as mãos), pensando nas priminhas ou nas empregadas dos outros – só de imaginar comer uma das próprias irmãs, era o suficiente para despertar a cólera divina, a propósito do estímulo do Diabo encarnado. Sonhos eróticos estavam liberados, desde que não acordássemos os nossos avós.

Com o passar dos anos, algumas pessoas se transformaram em “Voyeur” – ativistas –, com certo destaque pela sua potencialidade. Na realidade, quem já teve o prazer de experimentar o exercício do “Voyeurismo”, dificilmente deixa de fazê-lo, em razão da imensa excitação sexual sentida ao olhar para as “partes”, ou atividades sexuais, dos outros. Neste caso, não se trata, apenas, de gozar com o sexo dos outros. O buraco, ou melhor, os buracos, nunca estão no exato lugar que a gente pensa que estejam quando precisamos deles. De vez em quando o tato pode ajudar a descobri-los. Ninguém liga para os odores. Os produtores do programa “Big Brother Brasil” conhecem muito bem desta matéria. Sabem perfeitamente que explorar este campo reservado da mente humana torna a audiência prisioneira, enquanto sentir clímax continuado, ou de forma sucessiva, e a necessidade claríssima de tornar livres determinadas vontades guardadas no inconsciente. Libertar-se de tabus e dogmas passa a ser o objetivo número um do indivíduo. Esses mesmos produtores nunca se deixam revelar. O instinto sexual como força vital é a peça-chave, ou melhor, é o buraco certo.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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