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TV - Variedades

BBB 14 – A síndrome do imbecilismo – 1ª parte

BBB 14

A síndrome do imbecilismo 1ª parte

Treze anos se passaram da primeira edição do Big Brother Brasil, isso foi em 2001, quando o primeiro grande vencedor do programa BBB 1 foi Kleber Bambam, com a sua boneca Maria Eugênia, que ganhou notoriedade. A paulista Leka foi destaque por conta da sua bulimia, que a obrigava a forçar o vômito, talvez pelo fato do programa ter sido, e ainda continua sendo, uma tremenda merda, daí se explica a predisposição de Leka à expulsão ativa de conteúdos gástricos pela boca. De lá pra cá, além do público alienado, de péssimo mau gosto e testemunha ocular de horrorosas experiências, praticamente continuar o mesmo, Pedro Bial e a sua inseparável trupe de idiotas colaboradores, que o seguem nessa tarefa destrutiva, pioraram consideravelmente, ou melhor, melhoraram nos quesitos babaquice, imprestabilidade, ilusionismo e idiotização. Os Brothers marcados saem no lucro, quem perde é o Brasil.

No dia 06/02/2012 (dois anos faz exatamente) eu publiquei, aqui no meu Blog, na Categoria TV – Variedades, um artigo sobre o BBB, e dele extraio o seguinte trecho: “Jurei por um bom Deus nunca mais ler, escrever ou comentar sobre o Big Brother Brasil, por questões pessoais, de foro íntimo, não revelável. A intelectualidade quando atinge a um nível mediano, constrói uma barreira de autodefesa contra o bombardeio de boçalidades, chuva de porcarias, festivais lúgubres e cenas de burrice explícita, ações essas provocadas pela mídia comercial. Também se o fizesse, jamais correria com medo de represálias por parte dos Deuses maléficos que habitam o sistema comunicacional. Uma vez plugado, as notícias com revelações explosivas me chegavam com a velocidade da luz. À prova dos episódios marcantes e das informações incontestáveis, não me restou outra escolha senão direcionar a minha postura. Os fatos são substantivos e as circunstâncias adjetivas”.  

Vou repetir mais uma vez: “Já na edição nº III do BBB, em 2003, entre espasmos e vômitos, eu escrevi o que pensava e julgava sobre a sua abjeta produção”. Por ordem e dever de ofício, republicarei o que eu disse naquela altura, em 06 artigos (contando com este), na esperança que os meus atuais 30 leitores divulguem em escala geométrica o seu conteúdo, de modo que, só assim, eu consiga, com esta prestimosa ajuda, despertar consciências por parte de quem não tem a mínima noção.

1º Artigo – FALTA DE RESPEITO

Sou brasileiro, com muito orgulho e com muito amor. Mais do que isso, como tal, sou cria de Deus. Faço parte de uma criação seletiva (ainda mais agora que estão dizendo que Deus é brasileiro), devidamente criado com criatividade, eu me tornei uma criatura criativa. Comecei a criar desde cedo e até hoje não perdi esta mania de dar existência a ideias. Para se ter uma ideia, a sigla “BBB” sugere, com criatividade, algumas criações: Bom, Bonito e Barato”, Besteirol Baseado na Banalidade”, Babaca Bêbado Babando”, Baixaria à Base de Basbaquice”, Bicha Bexiguenta e Baldia”, enfim, qualquer junção de vocábulos – a gosto e a contragosto –, que faça sentido, ou que não faça, dependendo da criatura que os criou (os vocábulos), como cria do criador maior, à luz da fertilidade imaginária; se tiver criatividade.

O que não faz sentido algum é o programa. Produzir um programa nos moldes do Big Brother Brasil, no Brasil avermelhado, ou como os leitores queiram chamá-los (o Brasil e o programa), é uma tremenda falta de respeito ao mui desprezado povo brasileiro, que há muito tempo faz mágica para sobreviver e muitas das vezes não tem o que comer em casa, pelo simples fato da “mídia roxa” se dar o direito de agredir a audiência, afrontar diretamente as regras básicas de comunicação e atentar contra o Estado Democrático de Direito com sutis toques de sadismo e humor negro, num completo desserviço à sociedade, independente de classes (eu também estou dentro). Não me empurre pela goela abaixo o que não quero degustar.

Os “olhos mecânicos”, já conhecidos, permanecem bem arregalados – são as mil câmeras de TV, estrategicamente posicionadas no lado de dentro, que permanecem ligadas durante as vinte e quatro horas do dia para o registro dos inúmeros flagrantes. Bastava apenas dez por cento dessas câmeras, estrategicamente posicionadas no lado de fora, para o registro de flagrantes do cotidiano do nosso povo, protagonista do popular programa “Little Friend Favelado”. A sigla “LFF”, também sugere, com criatividade, algumas criações: Lasque-se, Fodido Favelado”, Latrina pra Freguês da Fome”, Lombriga Fresca e Fofinha”, enfim, vou parar por aqui porque corro o risco de faltar com o devido respeito aos meus princípios de amigo – aos meus, eu disse! Prefiro, honestamente, a expressão “Pequeno Amigo” a “Grande Irmão”. O “Grande Irmão” é falso, assumiu a autoria das três criações criativas para a sigla “LFF” e nem está aí para a hora do Brasil, nem para os nossos “Littles Friends Favelados”. O “Big Brother”, da “Big Rede Globo” e da “Big Audiência Manipulada”. Bam… Bum…

No confronto e contraste diretos das imagens, as câmeras internas mostram ao público a suntuosidade da mansão “BBB” (Condomínio Fechado da Riqueza), com seus inúmeros cômodos, verdes jardins e majestosa piscina; mostram gente inútil, ociosa, fútil, imbecil, não fazendo absolutamente nada, comendo e bebendo do bom e do melhor, dormindo em camas confortáveis, desfrutando das regalias nababescas e das incontáveis mordomias pagas pelos patrocinadores, que são pagos pela audiência consumidora e, como se tudo isso não bastasse, gente que ganha muito dinheiro e prêmios materiais, com impressionante facilidade. Enquanto isso, as virtuais câmeras externas – se instaladas e ligadas fossem – revelariam a fragilidade dos barracos marca “LFF” (que compõem o Condomínio Aberto da Pobreza), feitos de madeira tosca, ou de lixo industrial, com um cômodo apenas, denso matagal e vala aberta; mostrariam gente humilde e muito esquálida, remando contra a maré, desempregada ou trabalhando na informalidade, comendo e bebendo das migalhas deixadas pela sociedade do capital, dormindo sobre papelões, ou ao relento, e gozando da negligência dos poderes públicos, estimulada por interesses escusos. Este quadro de desigualdades é por demais triste – só dá IBOPE em tempos de “Bigs” campanhas político-eleitorais, que elegem “Bigs” Caras-de-pau.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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