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Polícia e Segurança Pública

Más lembranças III – “Plantadores de flores”

Más lembranças III – “Plantadores de flores”

Segundo especialistas, a criminalidade tem origem patogênica ou congênita (inato; de nascimento). A patogenia é a parte da patologia que se ocupa da origem das doenças. A patologia é o ramo da medicina que estuda a origem, a natureza e os sintomas das doenças, portanto, conclui-se que, por origem, por natureza e pelos sintomas, a criminalidade pode ser qualificada como uma perturbação mais ou menos grave da saúde, como uma moléstia, como uma enfermidade – hipóteses que eximem o autor da responsabilidade criminal. Com muito respeito aos conhecedores da matéria, as vítimas da criminalidade não estão nem um pouco preocupadas com heranças genéticas, com distúrbios de comportamento e suas variáveis influenciadoras – simplesmente elas querem justiça, e pro Inferno aqueles que se apresentam com todo esse papo furado.

Um patologista nordestino, de plantão no semi-árido, tem pronto um estudo de base sugerindo às autoridades do Rio de Janeiro a concessão de indulto ao traficante Fernandinho Beira-Mar, mas com algumas exigências: primeira, que a prisão de segurança máxima seja trocada pela “liberdade com segurança mínima”; segunda, que o traficante se torne um homem comum, como suas vítimas, e se misture na massa, simples mortal pegando um ônibus que seria incendiado pelos seus comparsas (agora ex) e seu corpo queimado literalmente; terceira, que experimente ser vítima de bala perdida, seja na rua, em casa, no trabalho, enfim, em alguma universidade e que fique tetraplégico, e sua família lute cinquenta anos na Justiça para receber do Estado a indenização devida; quarta, que o traficante sinta o prazer de vestir o uniforme da PM, e como soldado raso da Polícia Militar, suba os morros do Rio de Janeiro atrás dos mercadores de drogas e, por extensão, da desgraça alheia; quinta, que por falta de opção, se submeta a uma cirurgia plástica para mudar aquela cara feia e depois se lançar como testa-de-ferro de políticos corruptos, cuja escolha não será difícil; sexta, que por falta de opção da opção, aceite o convite do Governo federal para ser líder nas negociações do “MercoSUS”, ou, se preferir, deve aguardar a sua nomeação para o 40º ministério do “Lulaéreo” – “Ministério do Fumo” –, tão logo ocorra uma nova reforma ministerial.

Soube mais tarde, que um ex-detento do Hospital Psiquiátrico de Brasília, também encaminharia um tratado – só que ao Ministro da Justiça –, quando tomou conhecimento da iniciativa do patologista nordestino, e, no meio de devaneios, cita o seguinte: “Quando nasce capim no nosso jardim, o que é que a gente faz? Arranca, mata e queima, não é mesmo? Com bandido na sociedade deveria acontecer a mesma coisa. Só assim ele deixaria de ser enjeitado pelos plantadores de flores”. Moral da história: “Bandido bom é bandido morto, e bem morto! Portanto, não se deve perder tempo com ele”. Escrevi este artigo há mais de 10 anos.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

Discussão

2 comentários sobre “Más lembranças III – “Plantadores de flores”

  1. Procurava por plantadores de flores, com outro objetivo, e me caiu seu artigo, muito bem colocado, muito razoável, e claro que vem de acordo com o que penso. Não chego a tanto, que seja morto, e até nem quero que seja, mas que recebam pena mais cedo. Não se espere que aprendam na rua, ou façam maioridade. Estou de cara com as coisas que vem acontecendo, inclusive a não taxação mais dos transgênicos. Como eu vou poder escolher o que comer? Estão determinando tudo em nossa vida, e estamos engolindo guela abaixo. Não acredito mais que estamos evoluindo em nossas conquistas. Vejo que estamos perdendo cada dia mais um pouco de floresta. Desculpe-me o abrir de torneiras em seu artigo. Parabens.

    Publicado por Vânia Menghi | 30/04/2015, 09:52
    • Vânia, grato pelo seu oportuno comentário. Na verdade, sou eu que lhe devo os parabéns pela visão de mundo. Com otimismo, continuo acreditando na mudança que traga benefícios para a sociedade. Acesse o meu Blog opiniaosemfronteiras.com.br outras vezes e curta a leitura de vários artigos sob diferentes temas.

      Forte abraço,

      Augusto Avlis

      Publicado por augustoavlis | 30/04/2015, 10:04

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