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Política

Greve Geral, ou quase.

1O Brasil é um país continental. Com uma área total de 8.515.767 Km2, uma população de 193.946.886 pessoas (estimativa de 2012) e com grandes diferenças regionais, a meu sentir, a total adesão à Greve Geral confirmada pelas Centrais Sindicais para a próxima quinta-feira, 11/07, é uma incógnita, ainda que muitas particularidades tenham sido consideradas na logística territorial. Não é tarefa fácil mobilizar o país e conduzi-lo nessa direção, de sorte que o governo federal já deve ter tomado algumas providências no sentido de coibir excessos. Os limites comuns devem ser preservados e a ordem pública sob vigilância. O estouro da boiada acontecerá em atos e com números parciais de cabeças. O setor industrial, por exemplo, se posicionou contrário às manifestações. No liquidificador das reivindicações misturam-se componentes heterogêneos e o resultado final desagradará a todos. Cada grupo de interesse puxará a brasa para a sua sardinha em detrimento da unidade nacional. No braseiro maior pactos federativos passaram do ponto pela elevada temperatura.

2O sentimento que toma conta das ruas e que dará o tom da Greve Geral prevista para o nosso auriverde 11/07, Dia Nacional de Lutas, é de uma guerra aberta de cegos munidos de fuzis automáticos em pleno campo minado. A falta de lideranças carismáticas deixará os grevistas, manifestantes por excelência, em completo estado de abandono e o “Salve-se quem puder” será o grito de guerra; cada um por si no meio do fogo cruzado. É evidente que partidos políticos procurarão tirar o maior proveito das situações, o que já vem acontecendo desde os dias negros de junho. Diversas categorias prometeram aderir à Greve Geral que apresenta contornos delineados. O estado de letargia foi detectado inúmeras vezes nas esferas de governo, e nada foi feito para mudar esse quadro, que, aliás, se agravou a ponto de chegar aonde chegou. As paralisações podem acontecer em efeito cascata, mas isso não será de um dia para o outro. Cruzar os braços, a universalidade dos setores produtivos com certeza não fechou questão. O governo federal já sinalizou temer que as obras do Programa de Aceleração do Crescimento sejam afetadas pela paralisação da construção pesada. O PAC é uma das principais fontes de desvios de verbas públicas, carinhosamente chamado de “Pacto de Aceleração da Corrupção”. Grandes concentrações de trabalhadores deverão ocorrer em todos os Estados do país, e que a paz reine para o bem de todos e a felicidade geral da nação.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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