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Política

Dilma caiu!

Dilma caiu

Com cara de poucos amigos, Dilma Rousseff sofreu uma queda de 08 degraus, perdão, de 08 pontos percentuais na pesquisa de popularidade realizada pelo Datafolha nos dias 06 e 07 deste mês, quinta-feira e sexta-feira passadas, e divulgada no sábado, 08, na edição on-line do jornal Folha de São Paulo. Os brasileiros rebaixaram a nota da herdeira política de Lula quando avaliaram o desempenho do seu governo, passando de 65% na pesquisa de março para 57% na pesquisa de junho. Em 03 meses a sua performance no quesito “ótimo ou bom” decresceu  exatos 08 pontos, pela primeira vez, desde o início do seu mandato (01/01/2011), há dois anos e meio praticamente. Se formos avaliar com mais profundidade, o que aconteceu de efetiva relevância durante esse período no governo Dilma? Nada que a credenciasse “salvadora da pátria”, muito pelo contrário, o que se viu foi a prática descarada do continuísmo.

Sinal amarelo para a aprovação da presidente Dilma, uma vez que a pesquisa revelou um dado preocupante: a perda de popularidade ocorreu entre homens e mulheres, em todas as classes sociais, em todas as faixas de renda, em todas as faixas etárias, em todas as regiões do país. Nos 180 municípios pesquisados, 3.758 pessoas foram entrevistadas, universo considerável no tamanho da amostra. Ainda não é motivo para arrancar os cabelos ou arranhar a cara com as unhas, porque 33% que responderam à pesquisa consideraram o governo Dilma regular, portanto, nada como um bom Marketing político, direcionado, para reverter o quadro. Apenas 9% deram a pior nota, ou seja, ruim ou péssimo, e insignificante 1% disse “não saber” – os omissos são fieis nas respostas.

É evidente que a presidente Dilma Rousseff terá que arrancar algumas pedras preciosas da sua coroa para dá-las ao clero político, na tentativa de reunir forças para sair do caldeirão das bruxas, caso contrário será impiedosamente cozida ao molho recessivo, com direito a ciclos de contrações. Segundo o Instituto de Pesquisa Datafolha, a acentuada deterioração da imagem da presidente Dilma Rousseff deva-se ao fato do crescente pessimismo da população em razão dos rumos da economia do país, que não se sabe aonde vai parar. A inflação teima em bater à nossa porta, sentar no sofá da sala para uma longa visita e anunciar que teremos diminuído o nosso poder aquisitivo e aumentada a insegurança. A citada pesquisa apontou que 51% do universo pesquisado acham que a inflação vai continuar subindo nos próximos meses. Para se ter uma ideia, na pesquisa anterior, março, este índice era de 45%, provando, assim, que + 6% da população, por tendência estatística, estão apreensivos e já não mais conseguem enxergar o cenário econômico, segundo o matiz dantes imposto pelo governo federal. O mar de rosas prometido na campanha de 2010 foi transformado em maremoto em noites de trevas.

Na percepção dos entrevistados, também eleitores, mesmo com a queda de popularidade de Dilma Rousseff, a presidente da “massa falida” continua com grandes possibilidades de se reeleger em 2014, tanto que a pesquisa Datafolha dá para ela 51% das intenções de voto. Mas, se o Brasil perder a Copa das Confederações, a Copa do Mundo e ficar provado o desvio de dinheiro público nas obras de reformas dos estádios de futebol, Dilma será uma carta fora do baralho na próxima disputa presidencial. Os seus prováveis adversários políticos, a ex-senadora Marina Silva (Rede), o senador Aécio Neves (PSDB) e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), torcem para que isto aconteça. Entretanto, Dilma Rousseff pode desde agora procurar a oposição porque ela sabe fazer acordos inimagináveis. É o preço que o governo petista tem a pagar se quiser permanecer no poder por mais 04 anos. Pra frente Brasil, salve a Seleção!

O governo deixa de trabalhar para fazer fisiologismos no Congresso Nacional, que legisla em favor dos seus próprios interesses, e que mais parece um cachorro faminto à espera de um pedaço de salsicha Pif Paf. Acredito que Dilma Rousseff nem de longe cogita na possibilidade de o ex-presidente Lula tomar o seu lugar como candidato nas eleições de 2014, caso fique em baixa o seu índice de popularidade de tal modo que comprometa a sua reeleição. Lula de novo em 2014 seria um grande desastre, um duro golpe no Estado Democrático de Direito e nas Instituições brasileiras por tudo aquilo que ficou demonstrado quando do julgamento da Ação Penal nº 470 – Processo do Mensalão e nas demais ações judiciais correlatas. Como no exercício da política tudo é possível, aguardemos a próxima pesquisa de popularidade. Está faltando ventilador para tanta “M” que está a caminho. O Brasil sofre com a fedentina da “Polítitica”.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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