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Estou amarrado!

Estou amarrado!

Estou amarrado, não consigo sair do lugar. Tenho tanta coisa para fazer que eu não sei por onde começar. Todo mundo já deve ter dito isso algumas vezes na vida, eu, pelo menos, umas centenas de repetições. Na natureza, observando o comportamento dos animais, podemos capturar experiências, catalogar ensinamentos. Os pássaros constroem os seus ninhos, alguns de tamanha complexidade, carregando um fio de palha de cada vez. O importante é começar, tomar a iniciativa. Que tal começar pelas coisas mais simples? Quando você perceber verá que as tarefas mais difíceis estarão concluídas ou em boa fase de realização. O interessante, depois disso tudo, é que chegaremos à conclusão de que não precisamos dispensar tanto esforço assim para atingirmos o objetivo final. O trabalho renova as nossas forças; de maneira contínua ele transmite a ideia de produtividade.

Quais as razões que levam uma pessoa a se tornar apática? Várias. A falta de entusiasmo e motivação são dois fatores. Uma pessoa sem emoção e insensível não consegue perceber o que as situações, a priori, estão demonstrando e as suas consequências resultantes, tanto para ela como para o grupo de convívio. A inércia, o marasmo e a indolência só contribuem para um estado de indiferença a todos e a tudo que a cercam. Uma doença? Depende. Uma pessoa apática geralmente não responde como deveria aos estímulos proporcionados pela vida emocional, social ou física – a psicologia explica isso melhor. Casos de apatia são explicados clinicamente: no nível regular a apatia é considerada como “Depressão”; no nível avançado como “Transtorno Dissociativo de Identidade”. Ambos os diagnósticos somente aos especialistas é dada a prerrogativa da conclusão. Na paralela, a psicossomática pode ajudar nesse processo, de modo que é fundamental o estudo dos efeitos de fatores sociais (influência do meio) e psicológicos (probabilidade de transmissão hereditária). O funcionamento do corpo interfere no funcionamento da mente e vice-versa. A percepção do “bem-estar” só é possível quando a pessoa tem a plena consciência do espaço entre a saúde e o adoecer. Seja como for, há uma preocupação quanto ao indivíduo não ter afetada a sua personalidade a ponto de causar danos.

Uma sensação desagradável se apodera das nossas vontades, os pensamentos ficam deveras embaralhados, as pernas paralisadas, os braços não reagem. A inércia é extremamente terrível para quem dela é acometido, infectado, e mal compreendida por parte de quem a assiste. Por outro lado, observadores se esforçam para identificar e selecionar comportamentos para assim avaliar procedimentos segundo escala de valores, de acordo referência padrão. Variáveis de difícil compreensão, não obstante, fáceis do ponto de vista prático. Vamos imaginar uma dona de casa na sua lide diária, varrer, limpar e arrumar a casa, cuidar dos filhos, lavar e passar as roupas, cozinhar, lavar toda a louça suja, esfregar banheiro e box, levar e buscar os filhos na escola, supermercado, médico, enfim… O marido, este ela deixa de fora por cansaço adquirido. É a famosa mulher-polvo. Comumente, ela diz: “Hoje eu estou com vontade de não fazer nada”. Observe que quando ela diz “Hoje eu estou com vontade…” externa uma determinação positiva, o desejo de agir. E logo conclui: “… de não fazer nada”, e nesse caso ela explicita uma ação reacionária, porém positiva porque tomou uma decisão – ela resiste a uma pretensão, mas acaba fazendo por necessidade implícita. Veja que em ambos os momentos a dona de casa não se demonstrou apática, todavia, se fosse encontrada sentada, resmungando com a vassoura na mão seria qualificada como tal. Essa mulher é um exemplo da falta parcial de incentivo – um convite (do marido) para jantar a faria bem e a se sentir melhor.

No mundo corporativo as atividades não param, podem ser comparadas à rotina fastidiosa, cansativa da dona de casa. Papeis vão chegando, acumulando-se sobre as mesas de trabalho, implorando para serem pegos por alguém que se julgue competente. Atitudes (não precisam necessariamente ser explícitas, podem ser veladas) como “Não gosto de fazer isso”, “Tal coisa não me agrada”, “Não sou obrigado a atender este pedido”, “Não é comigo”, podem denotar certos sinais de desinteresse por parte do dono da mesa e, obviamente, ele dirá com todos os pingos e is: “Estou amarrado, não consigo sair do lugar. Tenho tanta coisa para fazer que eu não sei por onde começar”. Cabe ao seu superior chacoalhá-lo, fazê-lo compreender que a “ordenação lógica das ações” não tem nada a ver com “estabelecer prioridades” e o importante é começar, tomar a iniciativa. Se o cara não for acometido, infectado pela inércia, ao final dos trabalhos muito provavelmente desabafará: “Ufa! Consegui. Amanhã começa tudo de novo, mas, é outro dia”.

Frase do dia:

“Quebrantos são frutos da mente”.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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