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Política

Maldito pesadelo! Outra vez não.

Maldito pesadelo! Outra vez não.

Vez ou outra encontro-me envolvido com sonhos desagradáveis. No dia 10/01/2013 postei aqui no meu Blog um artigo contando um desses pesadelos (). É só clicar no link ao lado e embarcar na viagem. “As cinquenta e três sessões do Supremo Tribunal Federal, dedicadas ao julgamento da Ação Penal nº 470, processo do Mensalão, definitivamente não me fizeram bem. O fato de tê-las acompanhado como as carolas acompanham uma novena trouxe-me diversos distúrbios psicossomáticos, para os quais o tratamento se dá em longo prazo”. Continua…

Falei demais sobre a crise da Petrobras nos últimos dias que acabei sonhando de novo. Se desejar ler os 04 artigos basta navegar na Home Page (Posts Recentes ou Categoria Política) e clicar no título Ouro Negro, , e partes. Mesmo dormindo a nossa mente não para de trabalhar. Na madrugada deste domingo, 24/02/2013, o meu subconsciente foi buscar um assunto que foi objeto de uma crônica, também de minha autoria, de título “Maluco sim, burro não!“, escrita num sábado, dia 6 de maio de 2006. Veja como tudo fica guardado no “HD virtual”, mental, espiritual, ou coisa que o valha. O fato é que os pesadelos não se afastam de mim e acontecem numa atmosfera de intensa realidade. Leia abaixo.

Maluco sim, burro não!

Todo o indivíduo é meio adoidado, um pouco sem juízo. Já cometemos inúmeras maluquices, sob diferentes formas, e em graus diversos de insanidade, porque temos esse direito. Pensamos besteiras o tempo todo, algumas muito próximas da realidade, mas, com certeza, em se tratando do atual Governo, não podem jamais ser consideradas blasfêmias, ainda mais que nele estão alojados seres com cabeça de pouco alcance, gente estúpida, tida como estunta – por isso, não há riscos maiores caso essas asneiras forem divulgadas por alguém inteligente. Na verdade, essa mais recente embrulhada latino-americana começou com os dólares de Cuba que financiaram boa parte da campanha de Lula em 2002. Assim sendo, Lula e o PT tornaram-se devedores de Fidel Castro, que negociou a duplicata com uma Factoring venezuelana, que vem cobrando o título de crédito com juros achacantes. Hugo Chávez, ditador espertalhão, sabia, de antemão, que Lula e o PT desobrigar-se-iam do pagamento da dívida no prazo marcado – até porque grande parcela do dinheiro público (nosso) já estava comprometida com o esquema do Valerioduto, e se houvesse desvio do desvio, daria muito na pinta, e também os corruptos iriam berrar. Hugo Chávez, de olho no petróleo e nas reservas de gás natural da Bolívia, procurou o recém-empossado presidente boliviano Evo Morales – de origem indígena, cocaleiro, e outro porco chauvinista tresloucado –, e lhe propôs uma ‘triangulação comercial’ com o claro objetivo de arrancar os olhos da cara do Brasil e ter o seu rico dinheirinho de volta, é óbvio, acrescido de polpudos rendimentos. A proposta de Hugo Chávez consistia no seguinte: “Vamos expropriar os ativos das empresas estrangeiras, sobretudo da Petrobras, decretando-se a nacionalização das riquezas do subsolo”.

Evo Morales topou. Tinha tanta grana no jogo que dava pra fazer uma farra danada, inclusive pra molhar a mão dos companheiros. Foi aí que a Petrobras entrou no negócio como moeda forte, e a Lula e ao seu grupo petista, foi prometida uma participação acionária na estatal venezuelana de petróleo, que voltava a monopolizar a exploração do petróleo e do gás bolivianos, caso os hermanos brasileiros concordassem com o esquema firmado: “doação da Petrobras boliviana para os bolivianos”. Os encontros de Lula com Fidel Castro, Hugo Chávez e Evo Morales, nunca foram furtivos, muito pelo contrário, sempre ocorreram numa atmosfera de total transparência, confiantes na ignorância dos seus povos que ainda acreditam na promessa de integração da América Latina para trazer desenvolvimento sustentável, economia forte e distribuição de renda. Lula e a máfia petista participaram da pirotecnia promovida pelos hermanos, à distância, doidos para saberem qual fatia lhes caberia no rateio do produto do saque autorizado. O que explica perfeitamente a conivência, a inércia, o descaso e a falta de patriotismo de Lula no trato dessa gravíssima questão.

Alguma coisa havia por detrás disso tudo: interesses pessoais dos traidores da pátria e vendedores do país. Pensando bem, quem de fato tomou de assalto as instalações da Petrobras na Bolívia, e ajudou a rasgar os contratos, não foi Evo Morales, nem tampouco Hugo Chávez, foi Lula e seus quarenta ladrões, para depois vendê-las, ou, numa outra hipótese, trocá-las por novos financiamentos internacionais das campanhas eleitorais e posterior compra de 300 políticos picaretas na gestão de 2007, caso reeleito, até porque o esquema do Valerioduto de arrecadar R$ 1 bilhão para o Partido dos Trabalhadores foi por água abaixo. Com essa negociação amistosa, Lula garantiria um futuro brilhante, não só para ele, mas como para todos os políticos petistas e seus aliados, cassados e/ou não reeleitos no pleito de outubro próximo. Dirceu e Palocci já têm emprego garantido. O publicitário Duda Mendonça estuda contrato para fazer a publicidade da nova empresa, e exige cláusula que permita lavar o dinheiro em paraísos fiscais. Desta vez Marcos Valério ficará de fora, porque alguém tem que servir de boi-de-piranha no Brasil. Sílvio Pereira e Delúbio Soares se candidatam a bode expiatório.

Como estamos vivendo numa “plena democracia”, ninguém precisa pedir asilo político a Cuba, basta pedir a emissão de passagens na mais nova estatal brasileira VARIG, com destino à Bolívia, ou quem preferir, à Venezuela. Os agentes secretos de Cuba mandam avisar que o país já está lotado de trapalhões – não há mais vagas disponíveis. O decrépito, e também velhaco, do Fidel Castro, a tudo assistiu, com aquela cara de cachorro atropelado e impávida tranquilidade, rezando para toda a trama dar certo, porque deixaria na América do Sul herdeiros confiáveis da sua política fratricida. Na percepção do povo ignorante, se Lula não for reeleito, pelo menos não ficará de mãos e bolsos vazios, e será um prêmio por ter enfrentado as elites brasileiras – só precisa falar mal o espanhol no mesmo nível do seu péssimo português, e implorar à primeira-dama das maracutaias que continue calada e cuidando da horta de alfafa. Um idiota no poder é infinitamente mais útil para os espertos, mas, fora dele, também o é, dependendo do seu saldo bancário e da sua infuência no novo Governo. Puta merda! Que viagem… Sábado, 6 de maio de 2006.

 Augusto Avlis

Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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