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Educação, Fatos em Foco, TV - Variedades

Claro – TV SEX

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Segundo Maurício Stycer, colunista do Portal UOL (O UOL é o maior provedor de acesso à Internet do Brasil. É também o maior provedor de conteúdo em língua portuguesa do mundo), quem sintonizou a Claro TV (TV por Assinatura) no horário de 09h30min da última quinta-feira, 31 de janeiro de 2013, ao invés de assistir a um programa infantil no Disney Channel, acabou vendo um filme de sexo explícito, cenas totalmente impróprias para aquele tipo de canal, caracterizando o cometimento de um erro gravíssimo por parte da operadora.

A informação dá conta que uma menina de oito anos e um garoto de quatro anos foram flagrados pela sua mãe, Paula de Toledo Piza, assistindo ao referido filme de sexo, no lugar do desenho animado “Phineas and FERB”. “A família registrou um Boletim de Ocorrência (BO) e pretende cancelar a assinatura com a Claro TV”, comentou Maurício Stycer. A operadora, por meio de nota à imprensa, afirmou que realmente detectou a “troca” na programação dos canais, mas que a devida correção foi feita imediatamente, ou seja, em 08 segundos. A origem da alteração indevida dos canais está sendo analisada pela operadora Claro TV, de acordo posicionamento de um funcionário.

Obviamente que o resultado dessa investigação interna, se o caso, corrigirá futuros erros, portanto, o vazamento da “programação imprópria” pelas vias impróprias já aconteceu. Agora, como a Inês é morta, também acho impossível medir as consequências disso. Por outro lado, se a operadora admite a troca na programação dos canais é porque ela também exibe filmes de sexo, fato comum entre todas as demais operadoras de celulares ou coisas que o valha. O desqualificado programa BBB, da Rede GLOBO de Televisão, é um produto maciçamente divulgado e nele você vê de tudo o que possa imaginar, e o que não imagina também. É um erro admitir que as crianças não tenham acesso aos programas, digamos, “proibidos”, porque os recursos que os dispositivos de comunicação oferecem permitem gravá-los e transmiti-los a tempo e a hora, e, ainda mais, o “tecnólogo infantil” transfere o conteúdo do seu celular para o do coleguinha, e assim por diante. Vivemos em tempos de Internet, onde as informações ocorrem na velocidade da luz e manipuladas por públicos de todas as idades. Na paralela, a despeito dos avisos proibitivos colocados em rodapé nas programações veiculadas nos canais abertos de televisão, estabelecendo limites de idade nas audiências, percebe-se que de nada valem pelo fato dos pais, ou responsáveis pelos menores, não se preocuparem com isso, não darem a mínima para o problema.

Acredito que a mãe daquelas crianças deva ter ficado mais abalada e preocupada do que elas próprias, guardadas as devidas proporções de responsabilidade. No meu tempo de criança, tinha os buracos das fechaduras para o meu deleite, tinha as revistinhas de sacanagem do Carlos Zéfiro, desenhadas à mão, que o meu avô ‘Manel’ comprava escondido dos meus pais, tinha as priminhas e as filhas dos vizinhos que brincavam de médico comigo, tinha as pernas das tias e das amigas da minha mãe para me dar tesão, perdão, excitação – quem tinha tesão naquela época era gente grande, porque gozava, enquanto eu tinha “aflição em gotas” por não gozar normalmente. Enfim, seja como for, os tempos estão mudados.

Por isso, pedindo vênia à senhora Paula de Toledo, respeitosamente, digo que o episódio da Claro TV ter exibido por engano sexo explícito em canal infantil, deveria ter sido aproveitado como tema para uma boa conversa com as crianças, com a didática apropriada, realimentando o processo educacional. O que tenho presenciado, infelizmente, é a triste realidade de crianças “órfãs de pais vivos”, independente de classes sociais, que buscam companhia na Internet por se considerarem abandonadas no absolutismo do concreto e perdidas na solidão do lar. O assunto deveria ter ficado no fórum doméstico.

Diante do exposto, vamos desde agora desencadear uma operação moralista no sentido de tirar definitivamente do ar os sites pornográficos, a exemplo do PORNOTUBE, acessado indiscriminadamente. A essa altura os donos de bancas de revistas, através do seu Sindicato de Classe, já devem ter contratado advogado para garantir-lhes o direito de expor e vender revistas de sexo. No mais, resta outra saída no caso da Claro TV: Processá-la por Bullying sexual, ainda que virtualmente, por nossa inteira culpa, porque disponibilizamos as facilidades e não acompanhamos procedimentos.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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