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Política

Julgamento do Mensalão – A “Rolada”

PT e aliados: Esta quadrilha é bem formada, é estável e permanente.

PT e aliados: Esta quadrilha é bem formada, é estável e permanente.

O que se depreende ao final do julgamento das fatias da Ação Penal nº 470, fases preliminares da dosimetria, são posições conclusivas que, inevitavelmente, nos remetem a mundos sombrios, aos subterrâneos da política subversiva e abjeta. Restou comprovado que a gestão do ex-presidente-metalúrgico, Luiz Inácio Lula da Silva, comprou votos no Congresso Nacional para a aprovação de projetos de interesse da administração federal. Sendo assim, o governo do petista Lula foi uma tremenda farsa, cuja administração construída sobre bases falsas, nunca existiu do ponto de vista da moralidade e da ética pública. A sustentabilidade do poder comprada com dinheiro do povo. Poderíamos mover uma Ação Pública no sentido de invalidar os seus dois mandatos, não conceitualmente, e sim de fato e de direito – não saberia dizer se o impeachment pode ocorrer depois do fato consumado. O segundo passo seria tirar a sua foto de presidente da galeria do Palácio do Planalto, já que ela não merece estar lá e sim nas delegacias de polícia de todo o país com a expressão “Procura-se, paga-se recompensa”.

Por centenas de vezes eu disse, e fiz questão de escrever para ficar documentado para as próximas gerações, que o Partido dos Trabalhadores nunca teve um projeto de governo, e sim um projeto de poder, e que, para a sua conquista faria de tudo que estivesse ao seu alcance, até matar, se preciso fosse. Essa ação de extermínio também pode ser interpretada saindo um pouco da literalidade e entrando no campo subjetivo, ou seja, matar a esperança, a confiança e o espírito patriótico do povo brasileiro. As mentes diabólicas são privilegiadas, porque acolhem sentimentos de bondade e pureza que fazem as pessoas acreditarem que todos os males cometidos não passam de inverdades. Não foi verdade que a ‘Blitzkrieg‘ de Lula contratou Lobistas venais, loteou o Congresso Nacional com a compra de parlamentares, corrompeu partidos políticos, deu poder absoluto a empresas privadas (Agências de propaganda, Bancos, Construtoras, Financeiras e Corretoras) para saquear as estatais, também não foi verdade que o governo federal arregimentou um verdadeiro exército do crime. Tudo não passou de ilações, um mundo de fantasias, de um mero sonho. Quando acordarmos do pesadelo, o Brasil já terá contabilizado as perdas sem direito a reavê-las, porque ainda haverá gente que jurará que os roubos nunca existiram, que o dinheiro nunca existiu, que essa história toda é invenção da odiosa oposição, um golpe premeditado por ela orquestrado – paralelamente, haverá uma multidão de eleitores frenéticos que acreditarão nisso. Enormes perigos rondam a paz pública e o Estado Democrático de Direito não está a salvo de novos ataques.

Com efeito, na minha modesta percepção, quando o poder constituído desenvolve políticas públicas, sempre o faz com segundas intenções, o que tem se tornado dever de ofício pela prática continuada. Os verdadeiros interesses públicos, por conseguinte, ficam renegados ao segundo plano de convicções. Por conseguinte, quando a atividade privada é convocada a participar da elaboração dos ditos projetos de governo e, sobretudo do fornecimento de bens e serviços, a coisa começa a se complicar pelas razões sobejamente conhecidas. O cobiçado dinheiro, quando entra no palco dos interesses pessoais, assume o papel de ator principal – quando sai de cena, os atores coadjuvantes, conhecidos como “obrigação”, “lealdade”, “responsabilidade”, “honestidade” e “dever de Estado”, não conseguem terminar o espetáculo sozinhos e o sucesso da peça teatral fica sobremaneira comprometido, ainda mais que a bilheteria é controlada por funcionários desonestos. Na troca de favores nem sempre há o equilíbrio na contrapartida, nesse caso, fica difícil responder à pergunta “Quanto ganharei com isso?”. Tal expediente é corriqueiro no convívio entre duas importantes figuras, “o público” e “o privado” – este último personagem acaba se sobressaindo à coisa pública pela desmedida ganância e dela se locupletando com a prestimosa colaboração dos indispensáveis atores corrompidos, vendilhões por natureza assistida. Veja, este é apenas um dos inúmeros cenários subsequentes ao delito maior, explicado nessa sucessão de “quando”. Agora, “quando” esse manancial de corrupção e a farra com dinheiro público vão acabar eu sinceramente não sei.

Enquanto isso, para a distração, ou seja, para o entretenimento dos réus do Mensalão, já condenados pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, eu conto abaixo um fato verídico, acontecido aqui nesse Brasil varonil, valoroso.

Em uma Vara Criminal de Brasília, o Juiz, julgando um processo de estupro, dirige-se a duas moças na Sala de Audiências do Fórum e pergunta:

As senhoras foram arroladas no processo?

Eis que uma delas toma a dianteira e responde:

Doutor, eu sou apenas testemunha, a “rolada” foi só nela.

Suplico perdão ao réu que me interpretar mal, porém, digo que qualquer semelhança é mera coincidência entre os fatos consumados. Quando será a próxima semelhança, ou melhor, a próxima “rolada”, eu também não sei, vai depender de novo estupro. Quando?

Leitura recomendada (clique em): Livro Polítitica

Augusto Avlis

Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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