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Política

Julgamento do Mensalão – O Ladrão de Galinhas de raça – O Retorno

Imagem da Internet

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PENSADOR.INFO – Às vésperas das eleições municipais, mais precisamente no sábado, dia 06/10/2012, para descontrair, sem muito pensar, acessei o site/sítio pensador.uol.com.br/ em referência, coisa que faço com pouca frequência, até porque o tempo de que disponho não me permite muitas manobras literárias, senão, procurar ser o mais autêntico possível dentro do “real imaginário” produzido no mundo das letras e das criações filosóficas. Foi assim que localizei a origem do texto “O ladrão de galinhas” – Posted by augustoavlis ⋅ 24/02/2012 –, na Categoria Política. Segundo o pensador.uol.com.br/ trata-se nada mais, ou nada menos, do que Luís Fernando Veríssimo o seu “autor original”. Para que não haja dúvida a respeito, abaixo, eu tomo o cuidado de reproduzir fidedignamente o texto escrito pelo autor citado, com muito mais leitores do que os meus humildes 18.

Ao FDP do meu amigo amazonense faço relembrar: O meu amigo amazonense de Manaus (Manauara) – um dia qualquer, todos os meus leitores saberão o seu verdadeiro nome –, sempre me surpreendendo com suas pérolas. Hoje estava curtindo um daqueles dias FDP; enxaqueca, mau humor, enfim, vocês sabem melhor do que eu, e aí que me telefona e pede para que ligue imediatamente o computador e leia um texto, de autor desconhecido, sob o título O BRASIL EXPLICADO EM GALINHAS!’. Fiquei dando gargalhadas por minutos e em seguida fui acometido de profunda tristeza; lembrei que estamos em ano eleitoral. Qualquer semelhança entre os protagonistas da estória com os reais personagens da vida política brasileira é mera coincidência. Caso apareça o verdadeiro autor do texto, informo que o adaptei e dividirei os louros literários, já que os lucros eu deixo para o ladrão de galinhas”.

Acho melhor, por enquanto, não revelar o nome deste filho da puta que ainda considero amigo, mas prometo que o pegarei mais adiante com a boca na botija. Isso é que dá ficar encaminhando aos outros, inadvertidamente, textos dos mais variados sem que ao menos o internauta se preocupe com as suas autorias. Dou por corrigido o pequeno deslize. Mas, digo eu, em ratificação: “Caso apareça o verdadeiro autor do texto, informo que o adaptei e dividirei os louros literários, já que os lucros eu deixo para o ladrão de galinhas”. Ficou muito bom esse meu fechamento, porque prova a minha honestidade, não roubei os direitos autorais de ninguém. Solicito ao escritor Luís Fernando Veríssimo que, se gostar do meu texto, que fale comigo e logo após o divulgue; caso não goste, que me denuncie ao mesmo delegado que interrogou o ladrão de galinhas. Clique aqui.

Post-scriptum: Recomendemos o delegado que inquiriu o ladrão de galinhas ao julgamento da Ação Penal nº 470, Processo do Mensalão. Que o Supremo Tribunal Federal acolha-o, como fará com o novo Ministro Teori Albino Zavascki, que disse conhecer o ex-marido de Dilma Rousseff, Carlos Araújo, mas não a presidente. Com o discurso de que “Não se pode confundir ilegalidade com improbidade”, Teori Albino Zavascki absolveu Antonio Palocci no processo por improbidade administrativa, no qual era relator em 2010. Enquanto prefeito da cidade de Ribeirão Preto, São Paulo, Antonio Palocci acumulou suspeitas no que tange à sua gestão, que não transcorria, digamos, com total transparência. Mas, fazer o quê, coitado do Palocci, se ele não é o único apontado como ladrão, digo, mau gestor? Meu Brasil, meu Brasil brasileiro… Absolvido, por unanimidade, daquele infeliz processo, Palocci tornou-se Ministro da Casa Civil no começo do governo Dilma Rousseff. Eles se merecem, ou se mereciam. A interligação dos fatos faz com que pulgas voltem a habitar atrás das nossas orelhas, enquanto que a ignorância absoluta faz tempo que reside na mente do povo, considerado apto a responder pesquisas encomendadas pelo governo federal.

Leitura recomendada (clique em): Livro Polítitica

Augusto Avlis

Luís Fernando Veríssimo: E POR FALAR EM LADRÃO DE GALINHAS…

“Pegaram o cara em flagrante roubando galinhas de um galinheiro e
levaram para a delegacia.
– Que vida mansa, heim, vagabundo? Roubando galinha para ter o que
comer sem precisar trabalhar. Vai para cadeia!
– Não era para mim não. Era para vender.
– Pior. Venda de artigo roubado. Concorrência desleal com o comércio
estabelecido. Sem-vergonha!
– Mas eu vendia mais caro.
– Mais caro?
– Espalhei o boato que as galinhas do galinheiro eram bichadas e as
minhas não. E que as do galinheiro botavam ovos brancos enquanto as
minhas botavam ovos marrons.
– Mas eram as mesmas galinhas, safado.
– Os ovos das minhas eu pintava.
– Que grande pilantra…
Mas já havia um certo respeito no tom do delegado.
– Ainda bem que tu vai preso. Se o dono do galinheiro te pega…
– Já me pegou. Fiz um acerto com ele. Me comprometi a não espalhar mais
boato sobre as galinhas dele, e ele se comprometeu a aumentar os preços
dos produtos dele para ficarem iguais aos meus. Convidamos outros donos
de galinheiro a entrar no nosso esquema. Formamos um oligopólio.
Ou, no caso, um ovigopólio.
– E o que você faz com o lucro do seu negócio?
– Especulo com dólar. Invisto alguma coisa no tráfico de drogas. Comprei
alguns deputados. Dois ou três ministros. Consegui exclusividade no
suprimento de galinhas e ovos para programas de alimentação do governo e
superfaturo os preços.
O delegado mandou pedir um cafezinho para o preso e perguntou se a
cadeira estava confortável, se ele não queria uma almofada. Depois
perguntou:
– Doutor, não me leve a mal, mas com tudo isso, o senhor não está
milionário?
– Trilionário. Sem contar o que eu sonego de Imposto de Renda e o que
tenho depositado ilegalmente no exterior.
– E, com tudo isso, o senhor continua roubando galinhas?
– Às vezes. Sabe como é.
– Não sei não, excelência. Me explique.
– É que, em todas essas minhas atividades, eu sinto falta de uma coisa.
Do risco, entende? Daquela sensação de perigo, de estar fazendo uma
coisa proibida, da iminência do castigo. Só roubando galinhas eu me
sinto realmente um ladrão, e isso é excitante. Como agora. Fui preso,
finalmente. Vou para a cadeia. É uma experiência nova.
– O que e isso, excelência? O senhor não vai ser preso não.
– Mas fui pego em flagrante pulando a cerca do galinheiro!
– Sim. Mas primário, e com esses antecedentes…”.

Luís Fernando Veríssimo

Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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