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Política

Julgamento do Mensalão – Os crimes, os réus e as defesas – 7ª parte

Mesmo sem barba, Lula ainda não tirou o embuço da cara. Cobre o rosto com a capa ardilosa, coloca o capote do fingimento, usa o manto da dissimulação. Na virtualidade desses disfarces uma revelação: um brasileiro que falta com a verdade e que não aprendeu até hoje a lidar com ela. Chamá-lo de mentiroso eu deixo para a oposição cambaleante. Exímio articulador quando o assunto é fazer pactos políticos; de modo que se tiver que vender a própria alma ao Diabo não pensa duas vezes, tanto que o fez com Paulo Salim Maluf. Ao justificar os acordos em seu governo, Lula disse com embuço: “Se Jesus Cristo viesse para cá, e Judas tivesse a votação num partido qualquer, Jesus teria de chamar Judas para fazer coalizão”. Por isso, já em 2002, Lula e seus czares de estimação chamaram o Judas Marcos Valério para que intermediasse as coalizões na Câmara dos Deputados, imediatamente a sua posse em janeiro de 2003. A gente sabe que as tais “Alianças táticas entre Partidos Políticos” tratavam-se do Mensalão. Ora, se um presidente da República, à época do brado retumbante, envolveu Jesus Cristo com Judas com segundas e terceiras intenções, o que mais esperar deste líder tresloucado, desassisado? Jesus Cristo veio pra cá por aclamação do povo sofrido, viu Lula um segundo Rabi, e preferiu deixá-lo cego a conceder-lhe o milagre da visão; os pecados que se manifestariam através dele no decorrer dos oito anos de governo jamais o habilitariam às obras de Deus. O comentarista Paulo Francis o chamou de “Ralé”, “Besta quadrada” e disse que se ele chegasse ao poder, o país viraria uma “grande bosta”, e virou, conforme resta comprovado. Por sua vez, sabiamente, Caetano Veloso asseverou: “Marina Silva é Lula e é Obama ao mesmo tempo. Ela é meio preta, é cabocla, é inteligente como o Obama, não é analfabeta como o Lula, que não sabe falar, é cafona falando, grosseiro. Ela fala bem”. O presidente dos ‘frascos e dos comprimidos’ não poderia deixar por menos e vociferou: “Tem gente que acha que a inteligência está ligada à quantidade de anos de escolaridade que você tem. Não tem nada mais burro do que isso”. Lula não estava no seu juízo perfeito (nunca esteve) quando pronunciou colericamente aquela aberração. Desta feita, basta vermos como anda a Educação no Brasil para constatarmos que a proposta do seu governo (e continua com Dilma Rousseff) era a de manter o povo “Burro” e sáfaro, para assim aplaudir coisas como essa e manter os “inteligentes burros” no Poder. Além de “Burro inteligente”, Lula deu provas cabais de que abusa de autoridade atribuída, de sorte que em maio de 2004 (o Mensalão correndo solto) chegou a pensar em expulsar do Brasil o jornalista americano Larry Rohter (The New York Times) por escrever uma reportagem sobre a tendência de Lula a beber – fica melhor “encher a cara” como todos os brasileiros sabem disso.

O Caixa do PT foi de R$ 350.000.000,00 (Trezentos e cinquenta milhões de Reais), segundo o que foi dito por uma pessoa próxima de Marcos Valério; porque ele mesmo teve vergonha em confessar tamanha soma, face ao que foi movimentado pelas suas Agências de Propaganda SMP&B e DNA, ou seja, a insignificante quantia de R$ 55.000.000,00 (Cinquenta e cinco milhões de Reais); dinheiro lavado com óleo celestial na pia batismal. Leia-se: “Marcos Valério diz que pelas arcas do esquema passaram pelo menos 350 milhões de reais. O caixa do PT foi de 350 milhões de reais, com dinheiro de outras empresas. Operações tão heterodoxas quanto os empréstimos fictícios tomados por suas empresas para pagar políticos aliados do PT. Havia doações diretas diante da perspectiva de obter facilidades no governo. Muitas empresas davam dinheiro via empréstimos, outras não. O fiador dessas operações, garante Valério, era o próprio presidente da República”. Uma coisa me obriga a refletir profundamente; a revista Veja teve muita coragem, digamos assim, em publicar esta matéria, na medida em que fica evidente aos olhos abertos daqueles que não são “Burros inteligentes”, mas que são inteligentes pelo acúmulo de cultura, que o sistema que reina nestas terras de Cabral é a “Ditadura Branca”, que por várias ocasiões tentou calar a imprensa para que não denunciasse as mazelas do governo e apenas publicasse imagens positivas, chegando mesmo a cogitar a “compra do silêncio” – quem milita nos bastidores da informação sabe disso. Na “Ditadura Repressiva”, onde os direitos básicos dos cidadãos são tolhidos pelo sistema ditatorial, os procedimentos são mais claros e a contraofensiva facilitada. Já a “Ditadura Branca” tenta reeditar os conceitos escritos entre 1964 a 1985 pela Ação Popular Marxista-Leninista (AP-ML). O perigo ronda. Leia-se: “O CHEFE: Segredos guardados por Valério põem o ex-presidente Lula no centro do esquema do Mensalão. Lula teria se empenhado pessoalmente na coleta de dinheiro para a engrenagem clandestina, cujos contribuintes tinham algum interesse no governo federal. Dirceu era o braço direito do Lula, um braço que comandava”. Nessa altura do campeonato eu fico com pena dos coitados do Collor e do PC Farias, ambos colocados impiedosamente no “Olho do Furacão”, pela irritante e descontente oposição, por coisa muito menor. Até a vovó, que já morreu, sabia que a Esquerda quando assumisse o poder se vingaria, não matando os seus perseguidores, mas, roubando o erário como forma de indenização por danos morais e pelas feridas corporais. A intolerância política tem aberto chagas profundas no Estado Democrático de Direito.

Continuando o “Parágrafo Único” sobre o Mensalão…

Um cidadão padecia de uma diarreia crônica, situação que o deixava irritado, muito nervoso e revoltado. Foi à farmácia próxima e pediu um remédio para curá-la. O farmacêutico prescreveu-lhe um determinado medicamento e, na pressa, o balconista trocou a embalagem entregando-lhe a de outro cliente. De volta à sua casa, incontinentemente, tomou o remédio sem antes ler a bula. Resumo da ópera: tomara um calmante. Minutos depois recebe a visita de um parente que o encontra todo cagado sentado numa cadeira de balanço em meio à varanda. Indignado com aquela cena bizarra, pergunta-lhe o que tinha acontecido e obteve como resposta: “Isso é merda, e muita merda, mas não se preocupe porque eu tomei calmante e estou tranquilo, quanto ao mau cheiro é uma questão de se acostumar”. Fato é que São Judas Tadeu está reclamando! José Dirceu deve estar na mesma situação do “cagão”, porquanto na próxima semana o seu destino deverá ser traçado pelos Ministros do Supremo Tribunal Federal, quando os políticos do PT (Pode Tudo), réus do Mensalão, serão julgados, com bunda suja ou quase. Recomendo que recorram ao vaso sanitário, lugar perfeito para dejeções, lugar onde os covardes fazem força e os valentes se cagam. No organograma da quadrilha do Mensalão, alguns quadros deixaram de ser preenchidos (nomes e funções) pelos Procuradores-gerais da República, Roberto Monteiro Gurgel Santos (atual) e Antonio Fernando de Souza (antecessor), sobretudo aqueles ilustres bandidos posicionados acima de José Dirceu. Devidamente posicionados na sentina, há réus que ainda sonham em destruir com razões incontestáveis as afirmações da acusação – refutar a lógica da condenação passa a ser a tônica dos que padecem, além de caganeira, de insônia. Ilações que devem descer ao esgoto central pela ação da descarga. Os retrovisores do STF não têm o que chamamos de “ponto cego”, todos os Autos da AP 470 serão observados para a formação de juízo de valor, por este ou por aquele Ministro. “Fantasmas invisíveis” só no Palácio do Planalto – almas ou espíritos de pessoas falecidas que frequentemente aparecem para os “políticos vivos”, de maneira visível, reclamando o seu quinhão nas falcatruas. Lula, a pedido da presidente Dilma Rousseff, fez convite formal à Mãe Diná para exorcizá-los para todo o sempre. Amém. Com suas tradicionais expressões metafóricas, barbaridades gramaticais, com suas falas inconsistentes, genéricas e desconexas, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Padim Ciço do terceiro milênio, jamais conseguirá afugentá-los e devolvê-los a outros governos. A raposa entra sorrateiramente no galinheiro e não consegue comer todas as galinhas na primeira investida; logicamente algumas aves mais espertas conseguem escapar, contudo, a raposa sabe que as fujonas retornarão aos poleiros e se tornarão refeição futura. Com efeito, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, longe de serem mamíferos onívoros pertencentes à família Canidae, estão numa sinuca de bico, e não gostaria de estar na pele de nenhum dos 10 atuantes, mas, há explícito movimento nos bastidores do Palácio do Planalto no sentido de que o 11º Ministro, Teori Albino Zavascki, entre logo no jogo da Suprema Corte para engrossar a “bancada das absolvições”. A oposição sinalizou que vai melar a instrução da técnica Dilma Rousseff. Tudo isso é um grande imbróglio tão usual nas tratativas do PT, Partido das Trapalhadas. Nesse caso, o governo quer que o 11º Ministro faça às vezes de cavalo e vá para frente da carroça. Os cocheiros negam-se a segurar as rédeas. Enquanto isso, o balaio de gatos enche-se de gatos e nenhum quer sair de lá. Por enquanto os ratos se mantêm longe das ratoeiras, mesmo que nelas iscas de boa qualidade são colocadas, queijo de boa safra. Dependendo do tempo de duração do julgamento da AP 470, como nenhuma ratazana política dará a cara, perdão, o focinho, o queijo apodrecerá. O momento é de espera; aguardar que algum pescador jogue pelo estibordo as sardinhas descartadas. Surge o dilema da duplicidade de verdades. Com o julgamento do item 06 da peça da denúncia (fatiado) ficará comprovada a existência do indecente Mensalão, ou não. Na verdade, para alguns especialistas em doutrinas jurídicas, o julgamento da AP 470 começa com este item, quando será traçado um juízo de valor mais concreto. Seria como o adúltero tentar explicar e/ou negar o batom na cueca. Evidentemente que a “mediocridade dos detalhes” será descartada; assim como a revogação da “teoria da relatividade”. A exordial acusatória é um mosaico de fatos e circunstâncias persuasivos. Os preceitos constitucionais serão de sorte respeitados e dispostos acima de quaisquer pressões políticas, civis, espirituais ou religiosas que por ventura possam surgir. Entrementes, o Ministro revisor Ricardo Lewandowski baterá tambor na discussão do delito de Lavagem de Dinheiro (ponto central), criando um verdadeiro salseiro na Corte. Sinto vergonha de vê-lo Ministro do STF, faz um desserviço à nação. O contexto fático jogado à baila, onde a conduta material do agente descaracteriza o dolo. Data maxima venia, os políticos corruptos que receberam diretamente o dinheiro, ou por interpostas pessoas, não perguntaram donde ele veio, daí, é de se concluir que a sujeira das notas era tanta que alguns canalhas e filhos da puta que o receberam usaram luvas descartáveis. Espero que a impessoalidade, que o distanciamento crítico, que as diretrizes jurisprudicionais da Suprema Corte sejam respeitados pelos eminentes Ministros a bem do Estado Democrático de Direito. Enquanto o ex-presidente Lula estiver rondando as cercanias do STF, não permitamos que Judas beije Jesus Cristo novamente – deixemos que o próprio Lula o faça, ainda que com a boca suja. Com efeito, mais uma deplorável, digna de pena, de compaixão, lamentável e lastimável a sessão do Supremo Tribunal Federal desta quarta-feira, dia 26 de setembro de 2012. Sinto-me agredido como cidadão tanta a baixaria no Plenário – é uma situação em que os limites éticos, morais ou estéticos são sobremaneira desrespeitados. Gostaria de estar pessoalmente naquela Suprema Corte para pedir uma Questão de Ordem. Não é possível, que os Ministros Ricardo Lewandowski e Joaquim Barbosa continuem batendo boca, ao vivo e a cores, em tempo real, sobre pontos de vista discordantes tendo por objeto a Ação Penal nº 470 – Processo do Mensalão. Tem algo de muito errado e comprometedor no Parque Neverland. Ricardo Lewandowski, rogando a “Relatividade das provas”, fica enchendo linguiça com relatos que nada contribuem para o esclarecimento dos fatos e embasar o seu voto. Rotineiramente tropeça nas próprias pernas e nos passa insegurança nas sustentações. Sublinho, está clara a sua propositura em jogar poucos grãos de milho a milhares de pombos. Não é admissível tanta cara de pau. Como advogado de defesa dos 37 réus do Mensalão (dos 40 réus citados na Exordial, 02 foram absolvidos logo no início do julgamento e 01 morreu, provavelmente deve estar respondendo no Limbo). Ricardo Lewandowski deixa muito a desejar. Repito, sinto imensa vergonha. O Brasil não merece isso. A Justiça continua com a venda nos olhos. O dever processual foi jogado literalmente no lixo, mas há material reciclável nele. Continua…

Leitura recomendada (clique em): Livro Polítitica

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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