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Política

Polítitica – 49ª Crônica

Vou trabalhar no varejo daqui pra frente e colocar dentro dela, a arca, matérias a retalho. Assim como na verdadeira arca faltaram alguns bichos de estimação de Noé, provavelmente eu me esqueça de citar determinadas informações. Acho melhor assim, porque elas não teriam chance de desembarcar no porto Brasil (Ilha da Fantasia) e ficariam à deriva, contra a vontade do comandante da arca.

Uma pergunta fica no ar: “Por que Lula não retornou imediatamente para a sua terra natal, Caetés, na época distrito de Garanhuns, quando descobriu a sua vocação política e não começou a caminhada rumo à Presidência da República a partir de lá?”. Há várias formas de se encher o saco dos outros. Uma delas é falar de política. Falando nisso, a cada eleição comprovo que existe um pacto entre os políticos que estão no poder e aqueles que querem chegar lá. Os que estão se candidatando metem o cacete o tempo todo no governo, na situação. Os que saem fazem a mesma coisa quando querem se reeleger. O povo, quem vota, cai na deles. Farinha do mesmo saco, cheio ou vazio.

Lula tem se mostrado um doidivanas no trato de questões que envolvem a ALCA – Área de Livre Comércio das Américas, que já está se tornando Área de Livre Conflito Americano. O “Robin Hood” de Brasília precisa entender que ninguém está interessado em importar ignorância, analfabetismo, violência, corrupção, impunidade, prostituição infantil e outros produtos; embora com a marca “Made in Brazil”, são exclusivamente consumidos no mercado interno brasileiro e gozando de incentivos fiscais, perdão, políticos. A declarada incompetência de Lula na questão da diplomacia comercial – e seus asseclas da área seguem este mesmo modelo – é o principal obstáculo nas negociações da ALCA. Pelo visto, os impasses continuarão à moda tropical: Lula deve assumir o papel da mula, enquanto os Estados Unidos o do matuto. A mula está na fila para entrar na arca.     

Foi justamente em Pernambuco, Estado natal de Lula, que nasceu a “Lei do Impasse”. Certa mula não podia ver o caipira que logo levantava o rabo, acostumada a ser levada por ele para um barranco, onde lá, pelo menos duas vezes por semana, era devidamente enrabada. Numa dessas vezes, o dito caipira estava com o cacete ajumentado – motivado pela raiva que sentia pelo MST – e, aproveitando o fato da mula nem ter se tocado, tratou logo de introduzi-lo, o cacete, na pobre coitada da mula. Moral da história: quando o matuto já tinha enfiado a metade da peia, a bendita mula trancou o rabo e pensou: “Como não vou aguentar tudo, fecho a entrada, o caipira cansa e tira o cacete de dentro de mim”. E aí chegou a vez do matuto raciocinar: “Eu mantenho a pica lá dentro; a mula cansa, relaxa e em seguida empurro o resto”.

Nascia, assim, a “Lei do Impasse”. Qualquer semelhança nas relações do Executivo com o Legislativo é mera coincidência. Ou melhor, é falta de cuspe e jeito.

Augusto Avlis

Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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