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Política

Polítitica – 48ª Crônica

O idiota tem razão. Quantas Prefeituras Municipais o PT pretende conquistar nas eleições de 2004? O Programa “Fome Zero” pode ser usado pelo governo para fins eleitoreiros. Há este risco, segundo o que se comenta nos porões da oposição. Será mesmo que cada cartão do Programa “Fome Zero” pode representar um voto garantido nas urnas para o Partido dos Trabalhadores? Nem quero imaginar no seu efeito multiplicador. Sendo assim, se as eleições acontecessem em outubro de 2003, o PT já sairia na frente com alguns milhões de votos, uma vez que cerca de 3,5 milhões de cartões já foram distribuídos, o que equivale, este número, ao total de famílias beneficiadas. Quantos cartões mais serão distribuídos até outubro de 2004; oito, dezesseis, vinte e quatro milhões? Só a máquina montada do PT, com a “maquinação” do Duda Mendonça, pode, de fato, responder. Vai que a bola é tua, maluco. “Isto é uma vergonha!”, diria o Boris Casoy.

O certo é que cada cartão entregue vem obrigatoriamente acompanhado de uma mensagem subliminar extraordinariamente convincente. Um idiota veio me sugerir o seguinte: “Quem estiver cadastrado no Programa Fome Zero, como dependente, não vota”. Riam. Pelo visto, este indivíduo não é tão débil mental como parece, provavelmente ele deve ter se baseado na frase de Bonhoeffer: “O mundo toma logo outro aspecto quando o estômago está satisfeito”. Mas, não vamos nos deixar iludir porque as crises intestinais persistirão, com ou sem gases.

Inspetor de polícia. Uma novidade nas eleições de 2004 para as Câmaras Municipais. Será exigida dos pré-candidatos a Vereador a formação em Inspetor de Polícia, uma vez que experiências têm demonstrado que os parlamentares ficam envolvidos com CPIs praticamente toda a sua legislatura. Seria uma boa estendermos esta exigência para todos os Deputados e Senadores da República, porquanto conseguiram transformar as Assembleias Legislativas e o Congresso Nacional em sede própria das Comissões Parlamentares de Inquéritos e se especializaram nesta matéria. Não se faz outra coisa a não ser inquirir, pesquisar e promover sindicância durante o exercício dos seus mandatos.

São ratos do mesmo bueiro; sofrem de insônia; entreolham-se seguidamente e quando um rato come o queijo sozinho é julgado pela corte de roedores. Felizmente, ou infelizmente, os elegemos para legislar, nada mais do que isso. Entretanto, eles ainda não aprenderam o verdadeiro sentido do verbo legislar (Emitir; estabelecer; fazer leis). São simples legisladores por título e carteirinha – e polpudo contracheque. Parlamentares que investigam, na maioria das vezes, estão mais sujos do que pau de galinheiro. Há quem os compare às meretrizes, com o devido respeito às galinhas.

Augusto Avlis

Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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