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Política

Polítitica – 36ª Crônica

Lula, enfim, posou para a foto presidencial – aquela foto oficial que “decorará” todas as repartições públicas espalhadas pelo Brasil inteiro e todos os diretórios do PT –, mas, sem a faixa que recebeu de Fernando Henrique Cardoso (FFHH). Não porque a esqueceu dentro do armário, mas por vontade própria. Ninguém entendeu absolutamente nada; nem o Bobo da Corte.

Tudo bem que o seu sorriso largo, “Made in Brazil”, o tenha deixado bonito na foto. A questão não é essa. Não me recordo doutro Presidente da República Federativa do Brasil ter feito pose para a foto oficial sem a faixa presidencial – símbolo nacional que dignifica o mais ilustre mandatário do país. Lula levou quase duas décadas para conseguí-la e agora parece desprezá-la. Seria peso da responsabilidade, ou medo que alguém pudesse tomá-la de volta? Seria mera precaução para não pegar os fluidos de FHC x 2, ou pressentimento que alguma coisa venha a acontecer de errado? Isto está parecendo mais uma peça de ficção; uma história da carochinha. Talvez Lula quisesse benzê-la na macumba, antes de usá-la; vá saber.

Deixar de usar a faixa presidencial não o torna mais humilde, igualando-se com a maioria do povo que o elegeu. Lula desconhece – as pessoas mais próximas deveriam lhe falar – que a faixa também pode representar um intervalo entre dois limites: o fracasso e o sucesso. Sair-se malsucedido ou ter bom êxito vai depender, e muito, de “variáveis” que denotem ingerência. A partir daí é que realmente poder-se-á tomar uma decisão entre usá-la com galhardia ou renegá-la para sempre. Com ou sem faixa, de nada adiantará montar bases operacionais nos Estados, conforme vontade do próprio presidente Lula, para tentar fugir das “sombras palacianas” e buscar maior aproximação com o povo, fato este que ninguém pode garantir que aconteça.

Os mais ousados políticos sugeriram que Lula reproduzisse a sua foto oficial, com uma faixa virtual, no tamanho 5×7 e a distribuísse – como santinho – a todos os participantes do Fórum Social Mundial (FSM) de Porto Alegre e do World Economic Fórum, de Davos, na Suíça. Cada ministro de Lula também receberia algumas centenas de milhares de unidades para usá-las na “atual campanha” de reeleição presidencial. Vive-se o clima de 2006. O Programa Fome Zero é a primeira prova disso. Enquanto a vaca tosse, o povo aguarda os novos acontecimentos com uma faixa preta no peito.

Augusto Avlis

Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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