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Sexo

Sexo. De novo?

Sexo. De novo?

É uma merda. Sempre que conectados à Internet ficamos expostos à ação dos “Spammers”. Como eles atuam? Antes de qualquer coisa, devemos considerá-los uma verdadeira praga virtual, mas que causa danos reais, que precisa ser devidamente combatida com as técnicas e os cuidados necessários. Os “Spammers” colocam, sem escrúpulos, o seu lixo eletrônico na nossa Caixa Postal e na maioria das vezes inserem scripts para capturar dados importantes. Com a ajuda do Diabo, especialista em informática não ética, os “Spammers” conseguem obter as listas de endereços de suas vítimas. Todo o cuidado é pouco.

O babaca aqui, seduzido pelo tema “sacanagem” abriu um desses tais “Spam” e o liberou para leitura. Sorte minha que o bendito “Spammer” era um igualmente babaca que se identificou, o que afastou temporariamente qualquer perigo cibernético. A mensagem contida, ou melhor, a piada era a seguinte:

O golpe do ano

Acompanhado de uma belíssima mulher, um sujeito entrou na joalheria e mandou que ela escolhesse a joia que quisesse, sem se preocupar com o preço. Examina daqui, examina dali, experimenta uma, depois outra, enfim, até que a bela mulher decide por um colar de ouro com diamantes e rubis. Preço: US$ 500 mil. O cavalheiro imediatamente solicita ao vendedor da loja para embrulhá-lo especialmente para presente. Saca do bolso um talão de cheques e começa a preenchê-lo com o valor estipulado. Assina o cheque, destaca-o do talão e ao entregá-lo ao vendedor percebe que a sua fisionomia era de alguém um tanto quanto constrangido e a certo ponto com um ar de preocupação, ao examinar atentamente aquele cheque. Então, o cliente, com sua peculiar postura de bom negociador e demonstrando compreender a atitude do vendedor, toma a iniciativa e diz:

Vejo que o senhor deve estar pensando que o cheque pode não ter fundos para a sua cobertura. Isso é natural, eu também desconfiaria; afinal, trata-se de uma quantia muito representativa, de modo que pode ficar tranquilo. Da minha parte tudo bem. Façamos o seguinte, como hoje é sexta-feira, final de expediente, e o banco naturalmente já deve ter fechado, você fica com o cheque e com a joia. Na segunda-feira, a joalheria deposita o cheque, e após a compensação, solicito a gentileza de providenciar a entrega do colar na casa dela.

Cheio de mesuras, ou seja, reverência, cortesia e cerimônia, o vendedor encaminha o casal até a saída da joalheria, agradecendo pela compreensão e desejando um excelente final de semana. Conforme o combinado, na segunda-feira, a joalheria depositou o cheque e na terça-feira pela manhã veio a má notícia: o cheque foi devolvido. O vendedor liga imediatamente para o cliente para dizer-lhe que, infelizmente, deve ter havido algum equívoco do banco vez que o cheque não foi compensado porque não tinha fundos. Do outro lado da linha, uma voz ainda meio sonolenta:

Meu amigo gentil vendedor, não tem problema, faz-me um grande favor, rasgue o cheque porque eu já comi a mulher.

Sexo é uma necessidade fisiológica, quando satisfeita faz bem para o corpo e para a alma. Assemelha-se à vontade de comer e de beber líquidos. Por que se fala tanto em sexo hoje em dia? Assim como a fome e a sede são intermináveis no decorrer da vida, o sexo também é uma atividade constante, tratado como os variados pratos em livros de receitas culinárias. Dá-se o tempero de acordo gostos, o tempo de preparo depende do cozinheiro e dos equipamentos disponíveis na cozinha. O uso dos talheres certos aprimora os métodos. Mas, PQP, o homem não precisa usar de determinados expedientes para transar, fazer amor, ou possuir uma mulher que lhe agrade. E elas, as mulheres, como ficam nessa história toda? Depois do gozo será que tudo volta ao normal, ou as peças humanas são descartáveis? Não existe mulher difícil, existe mulher mal cantada; será que esta máxima ainda está prevalecendo?

Enquanto isso, o descuidado aqui abriu outro “Spam”, via e-mail, que trazia uma mensagem de alento:

Antigamente as mulheres cozinhavam igual à mãe…

Hoje, estão bebendo igual ao pai!

Antigamente as bundas vinham dentro das calcinhas…

Hoje em dia, as calcinhas vêm dentro das bundas!

Moral da história: Não queira defender nenhuma parte nem outra; quando um não quer, dois não brigam; quando os dois querem, sai debaixo. O importante é viver, aproveitar os melhores momentos; a vida é um sopro. Porém, sejamos responsáveis, amigos, respeitemos uns aos outros, o direito de ir e vir das pessoas. Lembre-se que o sexo é uma via de duas mãos. Sexo por sexo acaba se tornando fútil, frívolo, e quando praticado com segundas intenções provoca um vazio danado! Beijos.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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