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Os desafios da Educação

Os desafios da Educação

O tema Educação está em evidência. Virou mote político. Daqui a 11 dias a matéria divulgada abaixo, de minha autoria, fará 6 anos. Impressionante como o enredo está tão atual. A realidade que se desenhou neste período é triste, lamentavelmente desalentadora. Nada mudou, nenhum avanço significativo que justifique as bravatas governamentais. Um fato da maior importância: A maioria dos alunos que frequentavam os bancos escolares em 2006 votará nas eleições de 2012. O currículo escolar os preparou para o exercício da cidadania? Esses alunos detêm as informações necessárias e o conhecimento político que validem o seu voto e tornem legítimas as suas opções de candidatos e partidos?

Abaixo, Artigo de minha autoria publicado no jornal A GAZETA – Vitória, Espírito Santo, segunda-feira, 29 de maio de 2006.

Os desafios da Educação

Os 5 desafios da Educação: 1º) Qualificar os professores; 2º) Pagar melhores salários; 3º) Aumentar o tempo dos alunos na escola; 4º) Dar mais dinheiro para escola pública; 5º) Trazer o ensino para a realidade dos alunos. Esta chamada de primeira página do jornal A GAZETA, domingo, 7 de maio de 2006, nos remete à necessidade de uma profunda reflexão. Segundo o educador, e entrevistado, Fernando Hernandez, “É necessário formar pessoas com criatividade. Senão, só restará ao país o papel de produtor de manufaturados, distante da inovação”.

Vou mais longe: O Brasil continuará sendo um grande produtor de mão-de-obra versátil, mecânica e, sobretudo barata, para o resto do mundo. A Educação no Brasil, há décadas, convive com problemas estruturais. No meu entender, enumerar os desafios, segundo o que foi apresentado, é o mesmo que colocar o carro à frente dos bois. Não se constrói uma casa sem o terreno, e sem alicerce ela não se sustenta. Temos que analisar todas as pontas do processo educacional. Sobram alunos e faltam vagas – muitas famílias penam porque não conseguem matricular os seus filhos. Temos escolas localizadas em perímetros urbanos que não atendem à demanda da população – há problemas de logística.

Fato é que as escolas públicas se transformaram em restaurantes populares (quando tem comida) e em creches semi-abertas, fugindo da sua missão essencial. As escolas particulares viraram ponto de comércio, onde os alunos são mercadoria nobre e fonte exclusiva de lucro. O desinteresse dos alunos pela escola é também resultante do flagelo familiar – pais sem perspectiva contribuem diretamente para o agravamento do problema. Também não adianta importar modelos estrangeiros de educação, porque a nossa realidade é bem diferente. Fazer comparações estatísticas só fazem confundir cabeças, nada mais.

Está faltando vontade política e ação. O Governo não precisa inventar, basta fazer direitinho o feijão com arroz: lugar de aluno é na escola; com transporte assegurado; uniformizado; alimentado; com todo o material escolar disponível; currículo escolar adequado; com acompanhamento e cobrança constantes; enfim, estabelecer um plano de cargos e salários para os professores em geral, com base na real produtividade e na avaliação de desempenho; priorizar o ensino e direcionar investimentos; estreitar os laços com a comunidade, buscando, sobretudo, a integração e a participação dos pais dos alunos. Funcionava assim no passado. Agora, como queremos ter a tão discutida qualidade no ensino – em destaque o fundamental –, se não estamos, ao menos, conseguindo solucionar as questões básicas? A Educação no Brasil não consegue sobreviver só com o voluntariado. Algo precisa ser feito, e que seja urgente.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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