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Política

Polítitica – 2ª Crônica

Quem disse que “A política brasileira é uma grande merda e os políticos que nela atuam fedem” foi o João da Silva, eleitor inveterado, desabafando com seu amigo José de Deus, após se desiludir com um vereador, em quem votou, e que não cumpriu promessas de campanha. Mas, em toda a regra há exceção. Tornar geral um conceito particular; atribuir a muitos ou a todos as atitudes ou qualidades de um ou alguns, por princípio básico, é ato de generalização. Cada qual se posiciona no lado que melhor lhe convém – vai depender fundamentalmente do tamanho exato da vantagem proposta pelo lado interessado. Fim de papo mole.

Tal preceito faz-me lembrar duma historinha: Certa vez entrou um tresloucado no ônibus e gritou: “Todo mundo aqui, além de veado, é corno. Quem for veado fica no meu lado direito e quem for corno passa para o lado esquerdo”. Um exaltado passageiro não se conteve: “Fique sabendo que eu não sou veado não!”. E o desvairado mandou essa: “Então, pode permanecer sentado no lado esquerdo, lugar reservado para os cornos”. Qualquer semelhança com o “Bonde Brasília” é mera coincidência. Depois que a “Esquerda Encarnada” ascendeu ao poder, só tem entrado corno no governo – e continuará entrando. O voto só ratifica o passe livre.

Mais tarde, o trocador do ônibus descobriu que o passageiro exaltado era ex-candidato a Vereador e um jornalista de plantão também descobriu que aquele pretendente a cargo eletivo ficou reprovado na prova de conhecimentos gerais promovida pelo TRE. Todos nós sentimos muito… É menos um corno roubando verba pública e fodendo a vida dos pobres. Infelizmente, o legislativo municipal continuará fedendo, assim como os outros órgãos de representação política! Que o Diabo o carregue para bem longe. Mas é bom não contarmos muito com essa possibilidade, porque o Diabo também é encarnado e cúmplice manifesto do PT. A verdade é a seguinte: “Se você não quiser sentir mau cheiro, então, fique bem longe dos políticos, ou carregue um bom estoque de aerosol mata ratos”.

Nossa “Ordem” desemboca na displicência dos governantes e o “Progresso” é filho varão de uma lesma paralítica. Viva o Brasil! Viva! De cabo a rabo temos problemas dos mais variados e absurdos possíveis, decorrentes do descaso, da malversação dos recursos públicos, do roubo, da improbidade administrativa, sobretudo, da corrupção crescente e generalizada. Fatos horrendos sucedem-se com tamanha intensidade que são capazes de fazer-nos esquecer dos anteriores – na mesma velocidade. O Brasil está de pernas pro ar.

Em tempos de eleições eu sou o verdadeiro paradoxo, quando afirmo que ninguém sabe votar; só eu. Esta opinião parece contrária ao “senso idiota comum”. Temos cabeça para separar as orelhas e cérebro para ocupá-lo com coisas de relevada importância como Big Brother Brasil, novelas, manicure, pet shop, shoppings, samba, cachaça, futebol, etc. Pobre não abre mão de nenhum desses direitos adquiridos. Enquanto isso, a ocupação desordenada da terra corre solta; a emissão de esgotos a céu aberto uma triste realidade; desmatamentos administrados internacionalmente; assoreamento dos rios e desvios do seu rumo; impermeabilização do solo (depois não reclamem das enchentes). Conclusão: a doença da Terra é o homem! Que nada, deixemos tudo isso pra lá! Não temos garantias de certificações; somos ninguém de verdade, somos um país pirata – O problema do Brasil não é o sufixo, e sim o prefixo. Cantemos:

Brasil!
Meu Brasil Brasileiro
Mulato inzoneiro
Vou cantar-te nos meus versos
Brasil, samba que dá
Bamboleio, que faz gingar
O Brasil do meu amor
Terra de Nosso Senhor…

“Aquarela do Brasil” é uma das mais populares canções brasileiras de todos os tempos, escrita pelo compositor mineiro Ary Barroso em 1939.

O nosso Ary Barroso está nos fazendo muita falta! O Brasil era, indiscutivelmente, muito melhor naquela época. Quem viveu nela foi imensamente feliz. Resta-nos chorar ambas as ausências!

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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