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Polícia e Segurança Pública

Drogas, epidemia mortal – 1ª parte

Drogas, epidemia mortal – 1ª parte

O consumo de drogas no país vem crescendo vertiginosamente, uma dura realidade que temos que conviver e enfrentar diuturnamente. Embora não existam dados precisos sobre o número de usuários de entorpecentes no Brasil, o fato causa preocupação e hoje é o principal ingrediente para o aumento da violência, que não escolhe lugar, dia e hora para acontecer. As drogas possuem um tremendo poder e capacidade de devastação e, por conta disso, sempre foram um problema social que está longe de acabar. Segundo o IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o Brasil tem hoje mais de 1 milhão de usuários habituais de drogas pesadas como crack e cocaína, sem contar com pessoas que ingressam no submundo do vício atraídas pela sedução e pela necessidade da experimentação e que estão fora das estatísticas oficiais, por enquanto. De cada dez cidades brasileiras, nove são alvo direto do tráfico e consumo de crack, uma posição alarmante. As políticas públicas voltadas ao combate às drogas são frágeis, os governos incapazes e ausentes, os projetos concretos que levem ao resgate desse exército de viciados praticamente inexistem. Não há muito que fazer. As feridas sociais não cicatrizam.

“Entorpecentes que causam doença contagiosa, que atingem rapidamente muitas pessoas de uma região, sujeitas a morrer, por consequência”. Tal conceito fora atribuído a um drogado “antes de ir dum lugar a outro, mais ou menos afastado”. Quem quiser se aventurar nessa viagem alucinógena saiba antes que o mapa de vôo tem seus procedimentos, seus códigos e seu destino certo. Os riscos, cada um assume ao seu modo e não há seguro de vida, seja qual for o nível da insanidade do viajante. A vida passa a não ter definição, ou sentido. Ponto.

Às vezes, fico imaginando como a questão das drogas atingiu tamanha proporção no planeta, se transformou numa coisa de difícil solução, ou explicação, e conquistou milhões de adeptos espalhados por todos os continentes, e ainda vem conquistando, exatamente num momento em que a humanidade deveria estar mais preocupada com os problemas cruciais pelos quais passa, sobretudo no que diz respeito à sobrevivência das novas gerações, que nascerão sem garantia de paz e qualidade de vida – a essa altura incertas, vagas, indeterminadas.

Encontrei um tempo – e isso é raro – para refletir mais a rigor sobre este tema que envolve toda a sociedade, nos seus diferentes níveis, e que não pode ficar de fora do cardápio diário de discussões. Um filme me passa pela cabeça e sou obrigado a juntar certas recordações para formar o quadro. A sociedade do capital – pode se dizer, com segurança, que teve uma grande influência no começo do problema por estas bandas –, lá por volta do fim dos anos 60, e início dos 70, quando boa parte dos seus ilustres membros promovia festinhas particulares, e os convidados que quisessem participar delas, ativa ou passivamente, de antemão, sabiam que drogas pesadas, como LSD, seriam oferecidas em bandejas de prata, enquanto os festins licenciosos (bacanais) corriam livremente, até com a presença de gente famosa da televisão. Eu mesmo cheguei a ser convidado por figurões da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro a participar delas, bem no início da década de 70, na época em que lá trabalhei. Aqueles que me convidaram, bem, estão todos mortos – a causa, com certeza, não foi a velhice. A elite insiste em se eximir de culpa, mas não mede esforços para encontrar um bode expiatório; ou mais, se necessário for.

Naquele período, os olhos daquela “especial” parcela da elite já eram omissos. Seu farto dinheiro alimentava a máquina do tráfico e, por conseqüência, o comércio prosperou como qualquer outro que não paga impostos ou que não se preocupa com o bem-estar social. Na alta sociedade, consumir drogas era o mesmo que ratificar o seu status, simplesmente. Fumar um baseado era coisa ainda restrita aos marginais das favelas ou de bairros periféricos. O mercado comprador de drogas aumentou e as estruturas de vendas evoluíram com ele, atingindo mais tarde um nível consideravelmente sofisticado. O capital que comprava as drogas – para o seu consumo próprio – passou a investir no tráfico como empresa extremamente rentável, com retorno certo. Compara-se esta prática, apenas na imoralidade, àquelas empresas que no auge da inflação investiram no mercado de papéis de ganho fácil e deixaram de modernizar o parque industrial, abandonaram os investimentos na produção de bens de consumo com qualidade de ponta e negligenciaram a qualificação da mão-de-obra; limitaram-se a dizer: “danem-se os funcionários e todo o resto”.

Há pouco mais de três décadas, verificava-se que os traficantes eram pessoas mais velhas, pais de família, não consumiam drogas para não dilapidarem o seu capital de giro, eram filhos da comunidade onde “trabalhavam” para a compra do pão diário e, sobretudo, trocavam a violência pela boa negociação de base, até então. As drogas eram importadas por “agentes comerciais especializados”. A sua circulação era tão discreta como a comercialização de revistinhas de sacanagem, desenhadas pelo Carlos Zéfiro. Lembro que colegas de mesma idade, que não faziam nem uma coisa nem outra, preferiam soltar pipas. Hoje, isso seria impossível.

A polícia estava muito mais preocupada em combater o “Jogo do Bicho”, considerado contravenção, ou seja, uma transgressão, uma infração de leis, de princípios e regulamentos e também porque movimentava uma soma incalculável de dinheiro, superior, portanto, ao arrecadado pelo tráfico de drogas. Esta situação veio a se inverter no futuro, sobretudo pela “fusão conveniente” dos dois negócios desonestos, fraudulentos e igualmente imorais. O que podemos supor é que a necessidade da diversificação dos negócios acabou fortalecendo os dois comércios do mal e enfraquecendo o lado do bem.

O tráfico de drogas, no seu começo, não era “qualificado devidamente” como crime, como uma violação culpável da lei penal; como delito. Faltou repressão adequada. Provavelmente esta, entre outras, deve ter sido uma das causas da sua proliferação por todo o tecido social, como a corrosão toma conta da lataria de um automóvel – nos dois casos, silenciosamente. Até as Forças Armadas nos anos 70 andaram combatendo discretamente o tráfico de drogas, entendendo que poderia (eu disse poderia) estar subsidiando o “terrorismo comunista”. Este modesto escritor, enquanto PA (Polícia da Aeronáutica), baseado, perdão, servindo no 3º Comando Aéreo, subiu alguns morros do Rio de Janeiro para incursões de rotina – e só. Não torturei, nem matei ninguém. Apenas cumpri o meu período obrigatório – sem traumas.

O que leva ou o que motiva um indivíduo comum a se tornar dependente das drogas, a ficar refém da dependência, da subordinação aos seus efeitos? Para quem está de fora do processo fica um pouco complicado determinar a ou as causas, entretanto, não existe nada que impeça de arriscar alguns palpites: falta de atenção da família; más companhias; influência de grupo; para ganhar coragem; para fugir da realidade; não querer assumir responsabilidades; por covardia de encarar a vida como ela é; para ser diferente; querer aparecer; para não querer enfrentar os problemas de frente; afrontar os pais e o grupo social; por rebeldia; para protestar contra a política do governo; por ideologia barata; enfim, por má formação e educação. Estes são argumentos que se transformam em álibis. A bem da verdade podemos enumerar uma infinidade de outras causas sem medo de errarmos, porém, existem dois motivos da maior importância: primeiro, a impunidade, que torna o indivíduo impune e que o faz escapar da punição; segundo, a liberalidade, onde os seus conceitos são absolutamente contrários à imposição de limites, de regras de conduta, de valores éticos e morais – o indivíduo faz o que muito bem quer e quando quer. Todas as outras ações são circunstanciais.

Uma vez perguntei ao meu filho: Você acha que os pais têm como impedir que os filhos se envolvam com drogas? Ele respondeu: “Tudo é um processo. Eu tenho 20 anos, 14 dos quais vivi dentro dos padrões de uma família de classe média alta e, há seis anos, o nosso padrão de vida teve uma queda brusca com a aposentadoria do meu pai, que hoje nos mantém com uma renda de apenas 10% do seu último salário. Terminei o ensino médio em escola pública e fui forçado a abrir mão da matrícula na UVV (Universidade de Vila Velha/ES) por falta de dinheiro. Atualmente estou desempregado. Outras desventuras ajudaram a pintar o quadro do meu status quo. Motivos suficientes não me faltam para me qualificar um jovem revoltado e, quem sabe, mais um candidato em potencial para ingresso no funesto clube dos consumidores de drogas. Cada vez mais difícil está se tornando viver com responsabilidade porque somos cercados de maus exemplos, quer sejam do grupo de convívio, da sociedade, das empresas, da política, enfim, do Governo. Vejo gente consumindo drogas na minha frente por razões que a própria razão desconhece, e confesso que nunca me senti atraído a entrar nessa onda, até porque não preciso construir uma falsa e efêmera realidade”.

O desânimo e a descrença geral têm levado muitos jovens a mergulhar num processo de substituição, onde aflora a necessidade do preenchimento de um vazio interior e essa sensação de que falta alguma coisa os obriga a buscar alternativas para a satisfação do seu “real imaginário”. A acessibilidade ao cardápio das drogas é um fato. Eu noto que a “pressão positiva” que os pais dos nossos pais exerciam sobre eles não é a mesma exercida pelos pais da maioria dos jovens de hoje. A figura participativa do pai é indispensavelmente agregadora, a da mãe, contemplativa. O que falo em casa tem ressonância, não preciso de alto-falante nas ruas. Talvez, o que esteja faltando aos jovens é um ombro fraterno, amigo, ouvidos para ouvi-los, bocas para aconselhá-los no momento certo, braços abertos para recebê-los com carinho e, sobretudo, a declaração “Meu filho, eu amo você”.

Waldir Paiva Mesquita disse: “É importante comentar e debater as drogas. Não podemos fazer de conta que elas estão fora de casa”. É hipocrisia achar que jamais o problema das drogas atingirá um membro da nossa família, e que tudo de ruim só acontece com os outros. Porém, essa situação embaraçosa pode ser evitada, basta que os adolescentes não se sintam órfãos de pais vivos e que a troca de informações não seja interrompida pela falta de diálogo. Os pais têm como impedir que os seus filhos se envolvam com drogas, desde que assumam os seus papéis de fato e de direito, porque outros males maiores os aguardam: o tráfico, por decorrência, e a overdose, por prazer consumado.

O vício é um mau hábito, um costume pernicioso e condenável, a exemplo, um apego extremo a tóxicos e a outras substâncias que provocam alucinações. Saiba o viciado que só há um caminho: o da destruição, seja dele próprio, como de todas as pessoas que o cercam, de alguma forma. Na busca inglória da alucinação, tanto a ação como os efeitos são catastróficos, depressivos e funestos; a percepção sensorial é falsa; a ilusão um devaneio; a alienação, em regra, passageira. O viciado conhece bem os procedimentos do consumidor. Para se tornar um traficante, por excelência, só precisa dar um segundo passo, apenas. Para se tornar um cadáver basta aumentar a dose, ou melhor, provocar uma overdose. É a manifestação demoníaca da droga das drogas.

Há de se levar em conta uma reavaliação, com mais profundidade, de todo o processo. Os maus exemplos vindos de cima – sobretudo da política –, todo mundo se dando bem, levando a melhor, sem a menor admoestação, e, na contrapartida, os flagelados culturalmente, além de excluídos da sociedade de consumo, têm que amargar ou sofrer as consequências do mundo do crime, ao qual estão subjugados, por falta de opção. Seja qual for a participação naquele submundo, como agentes diretos ou simples objetos, todos, circunstancialmente, são vítimas dele, independente do credo seguido ou faixa etária. Neste paralelo comparativo, uma coisa não justifica outra – aquilo que impunemente se opõe ao bem, não deve servir de pretexto para a prática do condenável, ou simplesmente de desculpa dada para ocultar a realidade. E ela está bem perto de nós.

Nasce uma nova consciência na comunidade favelada, que começa a denunciar o tráfico de drogas através de canais específicos (Disque-Denúncia), no entanto, muitos moradores se calam, porque não confiam o bastante na polícia, e desconhecem os mecanismos e os procedimentos que se seguem ao seu ato. É sabido que o pacto de silêncio – outrora “assinado” pelos traficantes e pela população dos morros, cuja convenção bilateral era facilitada pela prática assistencialista dos chefões das drogas –, hoje vem sendo quebrado, ainda que discretamente, pelas famílias que já foram vítimas do tráfico, perdendo para ele entes queridos, e por aquelas famílias que temem que aconteça o mesmo com elas, a qualquer momento. Desta feita, o tráfico nas favelas vem perdendo, aos poucos, o apoio da sua população e tenta recuperá-lo de alguma forma, mesmo que para isto tenha que substituir, no “contrato”, a assinatura de um morador comum pela de um policial corrupto.

Para não perderem o poder, como primeira tentativa, os traficantes fazem uso da violência armada e sentenciam dois milhões de moradores – só nas favelas do Rio de Janeiro (capital) – a permanecerem reféns do medo, por tempo indeterminado. Ao mínimo sintoma de quebra do silêncio, famílias suspeitas são expulsas dos seus casebres toscamente construídos, deixando para trás o sonho de justiça e o direito de viverem livremente, ainda que num universo de privações. Quem ousar desafiar os comandantes do tráfico corre perigo muito provável de engrossar as estatísticas de desaparecidos, que a cada dia apresentam novos números, sempre crescentes. Sequestros; julgamentos sem júri; torturas; sentenças de penas de morte; execuções sumárias; esquartejamento dos corpos; incineração dos pedaços; tudo isso é cometido a todo o instante, com requintes de crueldade – verdadeiro culto à barbárie –, sob os olhos fechados das autoridades e da sociedade do capital, que se limitam a pronunciar a expressão “coitados”, e também, sob a total inércia dos órgãos de repressão mantidos pelo Estado, que utiliza mal o nosso dinheiro, enquanto os políticos ficam discutindo o sexo dos anjos e, na paralela, as autoridades continuam pintando o caos com as cores da normalidade.

A habilitação para se conseguir o salvo-conduto do crime, entre outras facilidades, não exige mais a maioridade. Cada vez mais jovens, que mal entraram na puberdade, se envolvem com drogas – aprendem rapidamente a consumi-las, seja qual for a sua natureza –, se tornam traficantes mirins, chefiam bocas-de-fumo, usam normalmente de constrangimentos físicos e morais como “argumentos” de coação e intimidação por simples necessidade de auto-afirmação perante o grupo e, na linha direta, se tornam homicidas em potencialidade máxima, por mero gesto explícito de heroísmo, igualzinho àquele do mocinho quando mata o inimigo num filme americano, ou numa novela transmitida pela televisão brasileira em horário nobre. Em ambos os casos, atingir bons níveis de audiência no IBOPE se constitui também necessidade básica, alimentadora do imaginário – produto acabado da ignorância assistida.

No tempo presente, a disputa acirrada pelo território das drogas tem provocado a quebra dos “ajustes” estabelecidos no passado pela velha-guarda do tráfico, conforme já mencionamos anteriormente, e que vale repetirmos o assunto tantas vezes quantas forem necessárias pela importância da ênfase. Essa mesma velha-guarda está assustada com a impetuosidade, com a falta de respeito, com o destemor e com a demonstração de ódio desta nova “geração do mal”, que não se dá conta que está sendo usada pelo mal – literalmente.

O poder de fogo desses novos bandos sediciosos avassala fronteiras, estabelece domínios e empossa novas cabeças de comando nas favelas e afins, numa operação terrorista de dar inveja a Al-Qaeda. As bocas-de-fumo são vicinais umas das outras, portanto, este passa a ser o grande problema. Estes garotos – muitos, talvez, nem sequer chutaram uma bola de futebol – não nasceram, e tampouco foram criados nas áreas onde atuam, e podem perfeitamente ser considerados “invasores”, por estado natural. Seja em que local estiver plantado o seu “QG”, no alto dos morros, na periferia das cidades, em bairros pobres, ou mesmo numa cobertura de Copacabana, essa escória também comanda outros crimes, para a complementação do faturamento e reforço do fluxo de caixa, como roubos a bancos, roubos de carros, sequestros relâmpagos ou demorados (com a devida acomodação das vítimas em confortáveis cativeiros), assaltos generalizados, enfim, toda a sorte de delitos, que nessa última década tanto têm aterrorizado a sociedade do bem, seja ela do asfalto ou do barro.

Um fato marcante: traficar drogas é um negócio que já se tornou comum e rotineiro na nossa sociedade. Há muito tempo deixou de ser atividade privilegiada dos marginais. Hoje, este comércio ilegal é praticado por gente de toda a espécie, não importando o nível social ou cultural, não interessando o local da transação (escolas, pontos de ônibus, clubes, casas noturnas, bares, metrôs, cinemas, nas esquinas, nas casas de orações, enfim, em qualquer outro lugar onde haja concentração de pessoas) e, sobretudo, não fazendo diferença alguma se é feito no varejo ou no atacado. Prepostos são nomeados – logisticamente organizados – e surge uma nova figura neste contexto: o “vendedor domiciliar de drogas”; geralmente algum viciado com residência fixa, que conheça os trâmites da operação no seu quadrilátero de movimentação e, principalmente, que saiba mapear o mercado comprador e que tenha habilidade para desenvolver um serviço “porta-a-porta”, em razão da sua total facilidade em penetrar nos ambientes familiares. Bocas-de-fumo têm endereços definidos, de conhecimento da polícia, que só vai lá quando convidada, para cobrar o “arrego do mês”, ou quando o comando “cobra serviço”.

O sistema é hipócrita, quando sugere que combater simplesmente os traficantes de linhagem impura – os que estão na base da pirâmide operacional – vai resolver, em definitivo, o problema das drogas neste país. Interesses escusos criam essa expectativa como primeiro sinal de autodefesa e insinuam que a “raia miúda” deva assumir a culpa sozinha. A própria estrutura do poder se encarrega da tarefa de esconder os peixes grandes na profundidade da conveniência.

Augusto Avlis

Leia Drogas, epidemia mortal – 2ª parte

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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