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Política

Supremo manicômio – Vigésima sétima parte

Supremo manicômio – Vigésima sétima parte

O que estamos vendo é um verdadeiro festival de macabrismos, que nos tem provocado indignação e repulsa. O STF se meteu numa encrenca danada. Há muito tempo o PT faz “terrorismo eleitoral”, isso não é novidade pra ninguém. Só que metade do Supremo Tribunal Federal entrou nessa onda, agravando ainda mais a situação. Dos atuais dez ministros, cinco, de forma deliberada, na maior cara de pau, têm interferido diretamente no processo eleitoral alijando as prerrogativas do TSE – Tribunal Superior Eleitoral. O pior é que tudo isso está acontecendo sob o olhar complacente do ministro presidente do STF, Luiz Edson Fachin. Não é à toa que ele é chamado (por amigos carinhosos) de “Fraquin” (Fraquinho), por agir com pouca energia, ou quase nenhuma, e não honrar a calça que veste. Kassio Nunes Marques, então presidente do TSE, tem reagido como pode, mas, de mãos postas como se estivesse rezando pra santo não identificado. Ademais, as suas atitudes têm sido tênues. Será proposital? Acho que sim.

O STF tem que voltar a ser uma Corte Constitucional, e parar de uma vez por todas com o desrespeito às Leis. A volta à normalidade é simples, basta o Supremo aplicar o que manda a Constituição. Ministros que têm o rei na barriga, acham-se no direito de meter o bedelho onde não foram chamados. Vossas Excelências fazem por merecer a “repulsa coletiva” da população (80% dos entrevistados). A credibilidade e a confiança outrora depositadas no STF perderam-se no tempo. Hoje, se alguém requalificar a Corte como “Supremo Tribunal de Fanfarrões” estará correto. Ações jactanciosas não saem do cardápio diário, degustado com requintes de sadismo. Estamos colecionando crônicas do absurdo. Tem gente imbecil que ainda aplaude esses horrores.

Torna-se premente uma reforma do Sistema de Justiça, sobretudo para tirar do STF os superpoderes, que alguns ministros acham e insistem que possuem, por isso, os conflitos de interesses são alimentados em escala geométrica. A capacidade de agir com imparcialidade, e no cumprimento de seus deveres, foi substituída pela intenção de tirar proveito pessoal das situações criadas.

Mudar os destinos da Nação. Esta é a tônica. Não é aceitável que escritórios de advocacia comandados por parentes de ministros do STF captem processos que serão julgados de forma direcionada na Corte. Na verdade, essas relações espúrias e, portanto, ilegítimas, jamais deveriam existir. Depois da casa arrombada de nada adianta buscar explicações.

O ministro Gilmar Mendes, decano do STF, durante a sessão extraordinária e tensa do plenário, em 15/09/2026, declarou a seguinte frase: “Até a máfia tem ética”. Numa hora dessa era preferível ser surdo. Naquela sessão estava sendo discutida e avaliada a possibilidade de se abrir investigações envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, a sua relação com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Segundo o que foi apurado, Gilmar Mendes “empregou a expressão para argumentar sobre regras internas, lealdade e pactos de preservação mútua entre integrantes de um grupo, criticando a exposição pública ou o que considerava a quebra de códigos de conduta interna entre os pares”. Gilmar Mendes poderia ter aproveitado para soltar outra frase: “Quem se junta com porcos, farelo come!”. Dentro da linha de raciocínio, é bom lembrar ao decano Gilmar Mendes que a Máfia, quando percebe que um dos seus membros traiu o pacto, decreta a sentença de morte, cuja execução é efetivada com grosso calibre. Esta é a ética da Máfia.

Daqui pra frente veremos ações fratricidas. É provável que, pelo menos, três ministros optarão pelo canibalismo. Cuspir no próprio prato que comeu passou a ser comportamento aceitável nos restaurantes da pouca vergonha. O ditado popular “Ou calça de veludo ou bunda de fora” também pode ser aplicado ao caso concreto. Basta ver que determinados ministros partiram para o “Tudo ou nada“. A escolha entre os extremos do luxo (combinado com impunidade) e a total escassez (atrás das grades) está ficando cada vez mais difícil. A realidade hoje é outra. A Justiça se fará presente.

Os abusos estavam sendo cometidos diuturnamente pelos ministros da “banda podre” do Tribunal, e eles se sentiam à vontade para assim proceder. A cumplicidade funciona até o ponto que uma das partes saia prejudicada, daí nasce a vingança. A intimidade não garante a criação de um espaço seguro sem julgamentos. A resistência da corrente é medida pelo seu elo mais fraco. O jogo do “salve-se quem puder” ainda não começou.

O apóstolo Pedro negou a Cristo 3 vezes. Segundo a Bíbliaon (Bíblia Sagrada ON LINE), com a revisão do pastor e teólogo Rodrigo Guerra: “A negação de Jesus por Pedro três vezes é um dos episódios mais marcantes da trajetória dos discípulos. Esse acontecimento, registrado nos quatro Evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João), revela a tensão emocional, o medo e a fragilidade humana diante da perseguição. Embora fosse um dos seguidores mais próximos de Cristo, Pedro sucumbiu à pressão e negou conhecer o seu Mestre em um momento decisivo. […] Era a última noite de Jesus com os seus discípulos. Pedro e todos os outros já tinham tido os seus pés lavados pelo Mestre; também já haviam partilhado da Última Ceia. Jesus deu um bonito discurso de encorajamento e despedida. Após a ceia, eles cantaram um hino e saíram para o monte das Oliveiras, onde passariam um tempo em oração. Mal sabiam os discípulos que, em instantes, aconteceriam a prisão e o julgamento de Jesus. No caminho para o jardim do Getsêmani, Jesus revelou que Pedro O negaria três vezes antes de o galo cantar. Jesus previu também que todos O abandonariam, mas Pedro afirmou a sua lealdade, prometendo nunca fazê-lo (Mateus 26:35, Lucas 22:33). Jesus confirmou a advertência, mas Pedro insistiu que, mesmo que tivesse que morrer, jamais O negaria (Marcos 14:31). […] 1ª negação de Pedro. Enquanto Jesus era investigado, Pedro entrou no pátio do sumo sacerdote e, ali, do lado de fora, assentou-se com os guardas para se aquecer junto ao fogo. Uma das criadas do sumo sacerdote, vendo-o ali, disse que ele era um dos que andava com Jesus. Pedro negou e saiu (Mateus 26:69-70, Marcos 14:66-68, Lucas 22:54-57 e João 18:16-18). 2ª negação de Pedro. Pedro foi caminhando em direção ao alpendre. Ali, perguntaram-lhe novamente se ele também não era um dos discípulos de Jesus. Pedro negou novamente (João 18:25). Havia um burburinho no meio dos presentes. O evangelista Marcos diz que a mulher que o viu continuou a dizer aos que estavam próximos que ele era um dos que andavam com Jesus (Marcos 14:69-70). Mateus diz que outra empregada também o reconheceu (Mateus 26:71-72). O Evangelho de Lucas diz que um homem o reconheceu, mas Pedro negou novamente (Lucas 22:58). 3ª negação de Pedro. Um pouco mais tarde, alguns que estavam por lá confrontaram Pedro: ‘Você deve ser um deles, por ser galileu’ (Marcos 14:70-72). Mas Pedro começou a maldizer e jurou que não conhecia aquele Homem, de quem eles falavam. Neste mesmo instante, o galo cantou. E Pedro lembrou-se do que Jesus tinha lhe dito e começou a chorar”.

Lula pode ser considerado o discípulo de Alexandre de Moraes do Século XXI? Sim, pode. A traição do Lula: Ele está golpeando os ministros do STF com punhaladas nas costas, justamente eles que o tiraram da cadeia para ganhar as Eleições e sentar na cadeira de presidente da República em janeiro de 2023. De acordo a CNN Brasil, “O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou em 5 de outubro de 2026, durante reunião com aliados após o primeiro turno das eleições, que está carregando nas costas a promiscuidade que ficou estabelecida no Supremo Tribunal Federal (STF)”. In verbis. Está caracterizada a 1ª negação de Lula. O número de “negações” vai aumentar até o dia 31 de dezembro. Adendo: Pelo amor de Deus, não vamos comparar os ministros do STF com Jesus Cristo.

A propósito, Lula abriu a temporada de matança de galos.

Continua na Vigésima oitava parte.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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