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Política

Supremo manicômio – Nona parte

Supremo manicômio – Nona parte

Terça-feira, 15 de setembro de 2026. Guardem bem esta data. Sem dúvida, um dia triste para as pessoas de bem, que entrou para a história do Supremo Tribunal Federal do Brasil, pela exposição do seu lado negativo, sombrio, pela perda de sua identidade perante a nação. Um dia para jamais ser esquecido pelos brasileiros, que esperavam o correto desempenho dos seus ministros. A liturgia do cargo foi jogada às ravinas. Um dia marcado pela desonra e pela desfaçatez explícita.

A falta de vergonha, a falta de pudor, a insolência, o descaramento, o atrevimento e o cinismo, demonstrados pela banda podre do STF nos seus discursos, causaram revolta, nojo e sensação de impotência. Definitivamente, o STF perdeu a decência. A mais alta Corte do nosso país acabou na data de ontem. A Instituição Supremo Tribunal Federal apodreceu junto com a Constituição. A Justiça aguarda sepultamento. 

Seria pedir demais que todos os magistrados, funcionários públicos muito bem pagos com o suor do nosso trabalho, pensassem da mesma forma, fossem unânimes nas suas decisões. Não era isso que nós esperávamos, não, não era. Era o necessário respeito na colocação das divergências, a busca pelo mínimo de consenso, face à gravidade do tema que estava sendo colocado naquela sessão do dia 15/09/2026.

A mídia já se encarregou de opinar a respeito dos lamentáveis fatos ocorridos. Não vale a pena provocar cansaço mental tentando repetir o que foi publicado de ontem para hoje, inclusive no exterior. Eu gostaria de produzir um texto com duros recados, em forma de desabafo, gostaria de ir além do raciocínio lógico. Todavia, um pouco de prudência faz bem nesse momento. Preferi esperar passar as primeiras 24 horas. Foi melhor assim, ainda que não tenha dormido bem a noite.

Pela primeira vez, em toda a sua história, o Supremo Tribunal Federal teve a oportunidade de analisar se existiam elementos suficientes que justificassem a abertura de uma investigação contra um membro da Corte, nesse caso, o ministro Alexandre de Moraes. Perdeu-se um precioso tempo para discutir uma questão de ordem apresentada pelo ministro Gilmar Mendes, que propôs a unificação e a análise conjunta dos procedimentos de investigação envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. 

Principais pontos da questão de ordem: 1º) Análise conjunta. Reunir o julgamento sobre a conduta de Alexandre de Moraes (relativo a mensagens com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro) com o caso que aponta supostas irregularidades na atuação de André Mendonça; este último motivado por ação do próprio Moraes, que se valeu de um relatório apócrifo encomendado à Polícia Federal “particular do governo”; 2º) Redistribuição. Solicitar a revisão dos ritos e a redistribuição da relatoria do caso; 3º) Suspensão temporária. Adiar o andamento imediato até que os pedidos fossem avaliados em conjunto pelo plenário. Sejam como forem os procedimentos, os dois casos darão muito pano pra manga.

A sessão extraordinária do STF foi suspensa após um pedido de vista do ministro Flávio Dino. Antes da interrupção, o placar estava em 4 votos a 3 para rejeitar o pedido de Gilmar Mendes. Votos contrários (separação dos casos): Edson Fachin, André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia. Votos favoráveis (união dos processos): Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes (o voto de Flávio Dino acabou não contabilizado em definitivo devido ao seu pedido de vista.”.

Edson Fachin não preservou a sua biografia, desrespeitou a Corte, com todo o poder que lhe foi concedido, e foi condecorado pela banda podre do Supremo como o presidente mais fraco, covarde e desqualificado da sua história.

Continua na Décima e última parte.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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