Supremo manicômio – Oitava parte
Hoje, terça-feira, 15 de setembro de 2026, é um dia histórico para o Supremo Tribunal Federal do Brasil. Pela primeira vez em sua história, em sessão plenária extraordinária, os seus ministros analisarão se existem elementos probatórios que justifiquem a abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. Os dados foram extraídos pela Polícia Federal dos celulares do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que continua preso no Complexo Penitenciário da Papuda, conhecido como Papudinha, em Brasília, na Unidade do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).
O rito no Plenário do STF não ficou bem definido pelo presidente Edson Fachin, que tomou para si a relatoria. É um caso de grande repercussão nacional e internacional. O início da sessão está marcado para às 10:00 horas, com verificação e aprovação da ata anterior. Em seguida o Pregão, com a chamada formal do processo pelo número e partes. Fachin fará a leitura do resumo do caso e a definição do objeto de análise. Não sabemos se haverá a fala da Procuradoria-Geral da República (PGR) e sustentações orais. Lembrando que, nessa fase de admissibilidade, abertura de uma investigação, não cabem sustentações orais.
O ministro Alexandre de Moraes é totalmente imprevisível. Estima-se que em determinado momento da sessão ele queira tumultuá-la, assim como os demais ministros cúmplices dos seus atos, que formam a banda podre do Supremo. Fato é que o Brasil está testemunhando um triste episódio da nossa República. Há pouco tempo jamais poderíamos imaginar que tal coisa acontecesse. Um problema que tem que ser resolvido, o quanto antes, caso contrário perderemos a condição de nação confiável aos olhos do mundo; um país tóxico onde o vale-tudo supera as Leis.
O Supremo Tribunal Federal foi instalado no dia 28 de fevereiro de 1891, há 135 anos, com a sua primeira sessão plenária no Rio de Janeiro. Marcos históricos importantes: Em 1808 foi criada a Casa da Suplicação do Brasil (antecessor remoto na Colônia). Entre 1824/1829, ocorreu a previsão na Carta Imperial e instalação do Supremo Tribunal Justiça, no dia 9 de janeiro de 1829. Em 1890, denominação “Supremo Tribunal Federal”, cogitada nos Decretos nº 510 (22 de junho) e nº 848 (11 de outubro). Em 1891 (24 de fevereiro), promulgação da Constituição que consagra o STF. Em 1891 (28 de fevereiro), instalação oficial e primeira sessão da Corte Republicana. Em 1960, ocorreu a transferência da sede para Brasília, na Praça dos Três Poderes, onde funciona até hoje aos trancos e barrancos.
Cabe ao ministro Edson Fachin preservar essa história, ou, na pior das hipóteses, desrespeitá-la, com todo o poder que lhe foi concedido, e ser condecorado como o presidente mais fraco, covarde e desqualificado da Corte Republicana, com os seus 135 anos.
Continua na Nona parte.
Augusto Avlis
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