Supremo manicômio – Sexta parte
A linha do tempo organiza uma sequência de eventos, mas que agora desafia a lógica da cronologia. A raposa entrou literalmente no galinheiro do Supremo Tribunal Federal. Instalou-se um clima de caos total e alvoroço geral; penas voando para todos os lados. Os ministros estão batendo cabeças, bateu o desespero. Danem-se. O Brasil precisa de respostas.
A cada hora uma notícia nova, que nos pega de surpresa, sem tempo suficiente para destrinchá-la. Definitivamente, não dá para acompanhar detalhadamente o que está acontecendo dentro do STF, nas sombras projetadas pelas colunas do palácio de vidro. Na última quinta-feira, 10 de setembro de 2026, Fachin solicitou ao ministro André Mendonça que levantasse o sigilo do caso Master, tornando os procedimentos públicos. As exceções serão apenas para diligências em andamento, cujo sigilo seja “imprescindível” para preservar as investigações. Contudo, uma ala radical da Corte pede que todos tirem as calças e mostrem as suas bundas sujas.
O pau vai cantar para todos os lados, de modo que eu vou assistir de camarote o circo pegar fogo. O “Dia D” é amanhã, terça-feira, 15/09/2026. Edson Fachin, presidente da Corte, demorou para tomar esta atitude, mas isso não importa no momento, porque ainda dá tempo para os eleitores tomarem conhecimento das patifarias praticadas pelos agentes públicos, sobretudo políticos que estão implorando votos com cara de ovelha depois da tosquia. Será que alguns animais lanígeros irão se salvar?
Continua na Sétima parte.
Augusto Avlis
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