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Política

Supremo manicômio – Quinta parte

Supremo manicômio – Quinta parte

A linha do tempo organiza uma sequência de eventos, em ordem cronológica, do mais antigo acontecimento para o mais recente; facilita a compreensão de períodos históricos, mostrando a relação de causa e efeito entre os fatos. Por isso, é importante exceptuarmos dois desses fatos para compararmos o espaço de tempo (de duração) de cada um. Causas e efeitos em discussão. Um breve e simbólico estudo que explicará o nosso “espanto” quando cruzarmos a linha do tempo.

A Segunda Guerra Mundial começou em 1 de setembro de 1939, com a invasão da Polônia pelas tropas da Alemanha Nazista. O fim da Guerra teve dois momentos: 1º) na Europa, em maio de 1945, com a rendição alemã, e, 2º) fim total, em 2 de setembro de 1945, com a rendição formal do Japão, após os ataques nucleares por parte dos Estados Unidos nas cidades de Hiroshima  e Nagasaki. A Segunda Grande Guerra Mundial teve a duração de 6 (seis) anos e 1 (um) dia. Total de 2.193 dias corridos.

O Inquérito das Fake News foi instaurado de ofício pelo então presidente do STF, ministro Dias Toffoli, em 14 de março de 2019, nomeando como RELATOR, sem sorteio, o Ministro Alexandre de Moraes. O INQUÉRITO 4.781, portanto, tem a duração de 7 (sete) anos, 5 (cinco) meses e 27 (vinte e sete) dias. Total em dias: 2.737 dias até hoje, 10 de setembro de 2026, considerando todas as viradas de ano e meses no período.

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, num momento de lucidez, assumiu nesta quarta-feira (9) a relatoria do inquérito das Fake News. O  escabroso caso estava sob o comando do ministro Alexandre de Moraes. Esperava-se que Fachin enviasse diretamente para arquivo o tal “Inquérito do Fim do Mundo”, mas não o fez, preferindo segurá-lo em suas mãos, talvez para ver o que tem dentro. Todos nós sabemos, menos ele. Vou repetir: Na quarta-feira, dia 9 de setembro de 2026, o ministro Edson Fachin, presidente do STF, arrogou pra si a relatoria do INQUÉRITO 4.781, destituindo o ministro Alexandre de Moraes. Parece mentira que isso aconteceu! Moraes perdeu boa parte do seu poder, mas não a influência.

O Inquérito das Fake News está durando mais do que a Segunda Guerra Mundial; o Ministro Alexandre de Moraes o manteve aberto como se fosse um “caldeirão do Inferno” para colocar dentro dele os desafetos políticos, os inimigos declarados do Sistema reinante, e amedrontar quem se atrevesse a contestá-lo. Via de regra, todo o Inquérito deveria ter um prazo razoável para acabar, o que não se aplicou ao caso em comento. Puro instrumento de perseguição política. Um Brasil que continua com as suas chagas abertas.

O INQUÉRITO 4.781 foi usado como arma de intimidação, para assediar pessoas inocentes de forma reiterada, causando ameaça à integridade física ou psicológica, provocar medo, pânico, para destruir reputações. Um abuso consentido pelo STF; uma guerra aberta que não tinha prazo para acabar, até que o ministro Edson Fachin resolveu agir. Neste caso, a pressão funcionou.

Linha do tempo. Leia, abaixo, o primeiro parágrafo do malfadado Inquérito:

INQUÉRITO 4.781 DISTRITO FEDERAL RELATOR: MIN. ALEXANDRE DE MORAES AUTOR (A/S) (ES): SOB SIGILO ADV. (A/S): SOB SIGILO DECISÃO. Trata-se de inquérito instaurado pela Portaria GP Nº 69, de 14 de março de 2019, do Excelentíssimo Senhor Ministro Presidente, nos termos do art. 43 do Regimento Interno desta CORTE. O objeto deste inquérito, conforme despacho de 19 de março de 2019, é a investigação de notícias fraudulentas (fake news), falsas comunicações de crimes, denunciações caluniosas, ameaças e demais infrações revestidas de animus caluniandi, diffamandi ou injuriandi, que atingem a honorabilidade e a segurança do Supremo Tribunal Federal, de seus membros; bem como de seus familiares, quando houver relação com a dignidade dos Ministros, inclusive o vazamento de informações e documentos sigilosos, com o intuito de atribuir e/ou insinuar a prática de atos ilícitos por membros da Suprema Corte, por parte daqueles que tem o dever legal de preservar o sigilo; e a verificação da existência de esquemas de financiamento e divulgação em massa nas redes sociais, com o intuito de lesar ou expor a perigo de lesão a independência do Poder Judiciário e ao Estado de Direito. In verbis.

O ministro Alexandre de Moraes, ensandecido, fez inúmeras vítimas, diuturnamente, em nome da salvação da Democracia, em razão da preservação do Estado Democrático de Direto. Moraes não se cansava, a sua sanha diabólica ditou regras pessoais, e nunca teve limites, considera-se acima das Leis. O STF não conseguiu freiá-lo, porque a cumplicidade dos seus pares (a maioria) nos “crimes inventados” o autorizava a dobrar a aposta, sempre que admoestado. É inacreditável que as investigações ilegais seguiam um fluxo julgado normal. O STF virou uma espécie de prostíbulo com putas disfarçadas; agora algumas delas querem casar com homens decentes para melhor se apresentarem diante da sociedade.

Continua na Sexta parte.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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