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Política

Supremo manicômio – Quarta parte

Supremo manicômio – Quarta parte

  1. André Mendonça afasta Andrei Rodrigues da Direção-geral da Polícia Federal. Ministro afirma que há mais de 30 dias tem sido monitorado pela PF. A decisão também afasta o chefe da Inteligência e suspende relatórios sobre atos praticados por integrantes do Supremo , da AGU e da própria PF. O Ministro André Mendonça, do STF, determinou nesta terça-feira, 8, o afastamento preventivo da direção-geral da Polícia Federal e de Leandro Almada da Costa da Diretoria de Inteligência Policial da corporação. Mendonça também determinou que a Corregedoria da PF abra investigações de natureza penal e administrativo-disciplinar para apurar a produção de relatórios de inteligência que, segundo o ministro, envolveram monitoramento de sua atuação e da do advogado-geral da União, Jorge Messias, além de análises sobre o trabalho de integrantes da própria Polícia Federal. […] Fonte: Migalhas – Da redação, terça-feira, 8 de setembro de 2026. Atualizado às 09:53.
  2. Dino determina reintegração de Andrei Rodrigues no comando da PF. O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta quarta-feira, 9, a reintegração de Andrei Rodrigues como Diretor-geral da Polícia Federal (PF). O delegado foi afastado do cargo na terça-feira (8) por decisão do também ministro André Mendonça. A maioria dos ministros da Segunda Turma do STF acompanhou a decisão de Mendonça, mas o julgamento foi interrompido após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. Dino atendeu a pedido formulado pelo próprio Andrei Rodrigues. Em sua determinação, Dino mencionou “atropelos processuais” para afirmar a nulidade do afastamento, entre os quais ilegitimidade do Partido NOVO para pedir o afastamento de autoridade pública em um processo de natureza criminal. […]. Fonte: Felipe Pontes – Repórter da Agência BRASIL, em 09/09/2026.
  3. Manchete: Oposição pressiona Senado após decisão de Dino.
  4. Manchete: Mendonça cobra posição de Fachin após decisão de Dino.
  5. Manchete: O ministro Edson Fachin avalia tirar de André Mendonça casos do Banco Master e do INSS. Presidente do STF pode assumir as investigações.

Minha opinião. O Ministro André Mendonça não é relator dos casos Master e INSS segundo a sua vontade. O é, de fato e de direito, por sorteio, conforme regra do Supremo. Aos olhos do Sistema, os dois pecados capitais são: 1º. O caso do Banco Master revelou o envolvimento direto de ministros do STF com o banqueiro Daniel Vorcaro; 2º. O caso do INSS provou que o filho do presidente Lula, o Lulinha, está envolvido até o pescoço com os roubos das aposentadorias e pensões de pessoas vulneráveis. Em ambos os casos, a CORRUPÇÃO pegou em cheio o governo, com reflexos extremamente negativos nas Eleições de 4 de outubro. O impacto é determinante e fatal. O PT e o Lula foram fisgados com bom anzol e isca de qualidade.

A crise está definitivamente instalada no Supremo Tribunal Federal. Ninguém está se entendendo; ministros se escondendo atrás das suas togas; outros se fingindo de mortos!  Uma crise institucional que veio escalando sob os olhos omissos e complacentes do Congresso Nacional, da Procuradoria Geral da República e afins. A decisão de hoje do ministro Flávio Dino tem contornos, cheiro de “Golpe Branco”, uma forma de tomada ou subversão do poder político sem o uso de força militar ou violência direta, utilizando-se de mecanismos legais, institucionais ou parciais da Lei para desestabilizar e derrubar os opositores políticos. Nesse caso, com o apoio do presidente da República, suposto mandante de Dino.

Agora, vamos aguardar os próximos acontecimentos. Fato é que Flávio Dino passou por cima de uma decisão da Segunda Turma, quando já havia maioria para a manutenção do afastamento de Andrei Rodrigues e de Leandro Almada da Costa. Flávio Dino não tomou essa decisão sozinho, sem ter uma retaguarda de proteção. Uma coisa é certa: a máfia petista não quer largar o Poder, ainda que o STF perca a sua legitimidade como Instituição, em decorrência do suporte jurídico ilegal dado ao Sistema. Os comunistas togados de plantão se revelaram e não têm vergonha de agirem à luz do dia.

O que acontecerá de fato? O tempo não tem mais tempo! Urge uma resposta por parte de quem de direito. Edson Fachin está encurralado feito uma criança que teve o pirulito roubado. Cabe ao presidente do STF reagir, não se sentir um animal cercado em um lugar sem saída, preso em uma situação difícil e sem solução. Se ele concordar com a decisão do Flávio Dino vai comprar briga com o próprio André Mendonça, assim como com Luiz Fux e Nunes Marques; a maioria da Segunda Turma. O precedente não pode ser aberto. A decisão de Flávio Dino tem que ser anulada.

O pior aconteceu! Nesse momento em que estou fechando a matéria, Edson Fachin acabou de anular as duas decisões, a de André Mendonça e a de Flávio Dino. Quem sai ganhando com isso? Andrei Rodrigues e Leandro Almada da Costa. A meu juízo está no radar alguma ação promovida pelo Sistema para interromper o processo democrático levando ao cancelamento das Eleições. O jogo é bruto, pesado e sujo!

O aliado de Lula, o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, declarou em julho de 2026 que o país não realizará mais eleições durante as celebrações do aniversário da Revolução Sandinista. Ortega, amigo do Lula, afirmou abertamente que não haverá novos pleitos no país! O perigo nos ronda. Ainda mais que o principal opositor de Lula, Flávio Bolsonaro, aparece liderando algumas pesquisas, no 1º e no 2º turnos. Lula pode querer imitar Daniel Ortega. Não está longe disso.

Não esperemos ajuda de fora, a solução está dentro de casa. O remédio pode parecer amargo, mas, necessário para salvar o paciente moribundo, agonizante; a Democracia. Verdade que Lula já tem pronto, desenhado um “esquema” para não perder as Eleições; se vai conseguir implementá-lo são outros quinhentos. Por outro lado, o governo já colapsou faz tempo, só falta um empurraõzinho para cair de vez.

Um passarinho azul me soprou nos ouvidos: Edson Fachin vai renunciar e passar o bastão para Alexandre de Moraes!

Continua na Quinta parte.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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