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Política

Supremo manicômio – Terceira parte

Supremo manicômio – Terceira parte

Ganância, fama, prestígio, aproximação do poder, expectativa de dinheiro fácil, ostentação, segurança da impunidade, certeza da continuidade delitiva. Isso tudo fez com que Daniel Vorcaro se lançasse num voo cego sem mapa de navegação confiável. O acúmulo de riqueza, a qualquer custo, passou a ser necessidade.

Tenho a impressão que ele se deixou seduzir pelo canto da sereia vermelha. O PT atraiu Daniel Vorcaro para o centro do furacão e o usou como boi de piranha, ao tempo que o promoveu a operador financeiro do dinheiro amealhado pela corrupção. O banqueiro, deslumbrado, fascinado, virou presa fácil da máfia petista, do esquema fraudulento orquestrado pelo PT. Um casamento perfeito. Em troca, Vorcaro dele participaria como sócio igualitário. A parceria começou errada, evoluiu sem controle, e deu no que deu.

Comprar a República, para se blindar, foi a parte mais fácil do processo, do plano macabro. Cada político tem o seu preço. Contudo, no primeiro sinal de perigo, os comparsas dão início ao que chamamos de endocanibalismo, ou seja, passam a “comer” membros do próprio grupo. A operação fratricida corre na paralela. No “salve-se quem puder” o vale tudo impera.

O PT da Bahia pariu o Banco Master. As investigações da Polícia Federal apontam que o crescimento do Banco Master, de Daniel Vorcaro, teve como um de seus principais marcos iniciais e operacionais o estado da Bahia, estruturado a partir de decisões tomadas durante a gestão de Rui Costa como governador. Embora as biografias de Daniel Vorcaro indiquem que ele ingressou no mercado financeiro por volta de 2011, em Minas Gerais, a consolidação e a escalada da sua instituição se deram através de negócios fechados em território baiano. O PT tenta negar o fato.

Contexto do caso na Bahia. O CredCesta e os Servidores Estaduais: A base para o crescimento expressivo do grupo deu-se após a privatização da rede de supermercados estatal Ebal, adquirida pelo empresário Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro. O negócio foi utilizado para a criação do CredCesta, um programa de cartão e crédito consignado voltado aos servidores públicos da Bahia. Daí pra frente, as relações espúrias entre o público e o privado só evoluiram. O risco era zero no negócio, na medida em que os descontos dos servidores eram processados diretamente na folha de pagamento. Rui Costa levava a parte dele, como todo bom petista.

Rui Costa foi governador da Bahia em dois mandatos consecutivos: de 01/01/2015 a 31/12/2018, e, de 01/01/2019 a 31/12/2022. Foram 08 (oito) anos de maracutaias. Herdeiro de Jaques Wagner, que também governou a Bahia por dois mandatos: de 01/01/2007 até 31/12/2014, coube a Rui Costa dar sequência ao crime continuado, previsto no Art. 71 do Código Penal. Rui Costa passou o bastão para o atual governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues Souza, que assumiu o cargo em 01/01/2023, e que agora tenta a reeleição pelo mesmo PT que o elegeu. Trio da pesada, presente assíduo na mesa de refeições do Lula. Ninguém larga a mão de ninguém. Tem dinheiro pra todo mundo.

No ano de 2018, no governo de Rui Costa, o empresário Daniel Vorcaro assumiu o controle da instituição financeira, após uma mudança de gestão e reestruturação societária, realizando capitalização no mercado. O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da instituição em 18 de novembro de 2025 (pelos motivos sobejamente conhecidos), no mesmo dia que Daniel Vorcaro foi alvo de prisão preventiva (a primeira), quando tentava deixar o país pelo Aeroporto de Guarulhos (SP) no âmbito da primeira fase da Operação Compliance Zero.

Muita água ainda vai rolar debaixo das pontes da República. Hoje, 7 de setembro de 2026, não temos nada a comemorar! No passado havia orgulho pelo Dia da Independência do Brasil, um sentimento de patriotismo tomava conta de todos nós brasileiros. As novas gerações, amontoados de analfabetos funcionais, não sabem o significado desta data histórica, também não se esforçam para entender. O que me resta é pedir a Deus que a alma de Pedro I fique em paz. Descansar jamais! Em 7 de setembro de 1822, proclamou a Independência do Brasil e foi aclamado imperador no mês seguinte. Talvez tenha se arrependido. Pedro I, cognominado “o Libertador”, “Pai da Pátria” e “o Rei Soldado”, se vivo fosse, o que diria do Brasil atual? O que faria para mudar os rumos da nação? Boas perguntas. As respostas repousam com ele.

Continua na Quarta parte.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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