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Política

República das Bananas.

República das Bananas.

Sexta-feira, 15 de novembro de 1889. Começou aqui o sequestro da história. O Brasil passou a dar sinais da sua graça. A Proclamação da República do Brasil não foi um “Golpe Republicano” tampouco um “Golpe de Estado político-militar”, que instituiu o modelo republicano de governo presidencialista. O grupo interessado na ruptura deu um chute na bunda do imperador D. Pedro II e o mandou para o exílio na Europa. Coitado! Com esta melancólica tomada do Poder estava encerrada a Monarquia Constitucional Parlamentarista do Império. Uma conversa pra boi dormir, na medida em que o monarca D. Pedro II do Brasil, o Magnânimo, já estava cansado de governar o Brasil por longos 58 anos, desde quando tinha, apenas, 05 (cinco) anos! Quer saber mais? Consulte a História do Brasil.

Fato é que D. Pedro II desde cedo conviveu com intrigas palacianas e corriqueiras disputas políticas – naquele tempo já existiam Fake News e outras fofocas. O imperador do Brasil era um homem com forte devoção ao seu país e, sobretudo ao seu povo; nascera na cidade do Rio de Janeiro, em 02 de dezembro de 1825 no Palácio de São Cristóvão. O mais interessante é que D. Pedro II sentia os efeitos da sua condição de monarca, o grande peso que carregava às costas. Provavelmente ele teve o seu tapete (verde) puxado várias vezes; sentia-se sozinho, alvo de traições. Um filme que assistimos repetidas vezes em gerações futuras. Todo o Poder tem o seu preço – tempo de duração e saturação também. O governante ideal não pode gostar do seu povo e ter respeito ao seu país.

A mal contada Proclamação da República “aconteceu” na Praça da Aclamação, atual Praça da República, no Centro do Rio de Janeiro, então capital do Império do Brasil. Com 62 anos, o Marechal Manuel Deodoro da Fonseca, naquela bendita sexta-feira, 15 de novembro de 1889, segundo consta, liderou um grupo de militares do Exército (talvez algumas dezenas) e, sem dar um brado retumbante – como dera D. Pedro I do Brasil, pai do “destituído” D. Pedro II, também do Brasil – assumiu o Poder no Brasil e assim implantou um governo provisório republicano. O alagoano Manuel Deodoro da Fonseca foi o grande culpado pela Primeira República Brasileira. No íntimo ele não queria fazer isso, tinha pretensões mais modestas. O Conde D’Eu e o Visconde de Ouro Preto, na verdade, foram os grandes responsáveis por “fazer a cabeça” de Deodoro. Desde então eles já o traíam pelo fato de que eram declaradamente antimilitares, ou seja, contrários ao espírito e disciplina militares. Além disso, Deodoro da Fonseca também se deixou levar por boatos. Quer saber mais? Consulte a História do Brasil.

Em todo o sistema de governo há conspiradores de plantão. O Brasil é um imenso criador deles. Foi assim que aconteceu, segundo consta. Os conspiradores da época rumaram em direção à casa do Marechal Deodoro da Fonseca (62 anos), que sofria de dispneia (falta de ar ou dificuldade de respirar), e obrigaram-no a cometer aquele ato insano. Vamos deixar claro que ele NÃO foi convencido, ele foi OBRIGADO a liderar o movimento. O Marechal Deodoro da Fonseca foi arrancado da sua cama no meio da noite para proclamar a República. Estava de ceroula quando subiu no cavalo. Quase sem voz, acenou que estava instituída a República no Brasil como forma de libertação do povo. O sáfaro povo sempre usado para justificar atos demagógicos a favor de grupos políticos de interesse. Idoso e sonolento, Deodoro da Fonseca não imaginava que naquele momento quadrilhas já se formavam em torno do erário do extinto Império, da Monarquia. Só havia dois lados, o reinado e os descontentes, uma espécie que deu origem à Esquerda oposicionista, porque era simplesmente contra o regime monárquico. Esse pessoal usava pretextos para esconder os fins que os animavam. Os propósitos foram se adaptando segundo as circunstâncias.

Passaram-se 132 anos e a sanha revolucionária não acabou e que carrega consigo uma gama de contradições de origem. Continua bem vivo um pensamento: “Condenamos tudo aquilo que vocês fazem, na certeza de que faremos tudo igual amanhã”. De forma consciente. Mentiras ditas enfática e sucessivamente deixam algo nas cabeças desmioladas. Sempre foi assim na República das Bananas. A popularidade dos governantes não se mede com falsas estatísticas, mas sim com a régua dos bons serviços prestados ao país. Este infalível medidor deveria estar nas mãos do povo; e não está! Voltando à nossa realidade, vemos hoje uma mídia militante fazendo propaganda nefasta com auto-falantes ligados 24 horas por dia, 365 dias por ano. É uma desgraça anunciada de “deformação intelectual”. A soberania do Brasil é ameaçada diuturnamente. O consórcio de imprensa (velha), junto com partidos políticos de Esquerda e empresariado comunista, está contemporizando a tirania, sem medir e ter a mínima noção das consequências. Esse pessoal parece que não percebe que este “perigoso flerte” pode levá-los a sucumbir no médio prazo. Por sua vez, líderes com pés de barro se desfazem na primeira passagem d’água. Viva a República!

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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