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Política

O mundo está ficando perigoso demais.

O mundo está ficando perigoso demais.

Tenho que concordar com esta afirmativa. A linha do horizonte está ficando tênue, dificultando enxergar além. A imprensa comunista-impositiva de hoje acabou de vez com a proposta da imprensa alternativa de outrora. No passado a “imprensa alternativa” (jornais e revistas), pura na sua essência, cumpriu um papel importante por criticar o regime, por divulgar denúncias, e, sobretudo por promover debates entre as organizações com viés de Esquerda. Ela tinha foco e uma forma peculiar de fazer jornalismo, que, à época, se exigia jogo de cintura, sagacidade e inteligência aguçada para driblar a prévia censura – burra em muitos casos pela incapacidade interpretativa e analítica. O humor foi empregado por esses veículos alternativos com o objetivo de levar as informações aos seus leitores – até mesmo subliminarmente – e assim formar um juízo crítico sobre o conjunto político brasileiro atuante. Importante ressaltar que todos os veículos alternativos (mídia/média) faziam um trabalho de oposição e resistência ao regime sem mudar uma linha editorial sequer, que era contra-hegemônica. O Pasquim foi um jornal que desafiou o regime e um excelente exemplo de “imprensa alternativa humorística”. Tal cultura acabou no nosso país.

O que nós estamos vendo hoje? Só para complementar o pensamento anterior. A considerada “imprensa alternativa” andava num trilho paralelo ao trilho usado pela “imprensa tradicional” – não necessariamente no mesmo sentido. Esta imprensa tradicional era formada por grandes veículos impressos (jornais e revistas) como O Globo, Jornal do Brasil, O Dia, Última Hora, A Noite, Correio da Manhã, Diário Carioca, Diário de Notícias, Diário da Noite, O Estado de S. Paulo, Fatos & Fotos, O Cruzeiro, etc. É aquela ideia de cada macaco no seu galho. Fica na sua que eu fico na minha. Essas duas escolas jornalísticas, alternativa e tradicional, tinham espaço próprio e se respeitavam. A imprensa tradicional (a grande mídia) apoiava o regime por vários motivos, sobrevivência, interesses econômicos, etc; enquanto a imprensa alternativa o combatia dentro das suas limitações. O que nós estamos vendo hoje é uma completa inversão de valores.

A imprensa tradicional de ontem, a chamada grande mídia, hoje faz constantes movimentos para desestabilizar o governo, para provocar rupturas institucionais e para forçar a deposição do atual presidente da República, Jair Bolsonaro. Isso tudo com o declarado apoio do STF e de boa parte do Congresso Nacional, e com o firme propósito de “fazer presidente do Brasil”, pela terceira vez, um fantoche de Esquerda para, através dele, se locupletar. Estou falando do Lula, o ladravaz. A ética que o Pasquim tinha no seu tempo, a grande imprensa da atualidade não conseguiu herdá-la, muito pelo contrário, faz oposição ao governo empregando jogo sujo, mentindo, distorcendo fatos e narrativas, destruindo mentes através da catarse coletiva.

A imprensa alternativa de hoje defende, como pode, o governo legalmente constituído. Não fossem as mídias sociais provavelmente não mais existisse, mesmo assim alguns canais estão sendo fechados, outros perseguidos pela Justiça parcial sob o manto preto do cerceamento à liberdade de expressão. O jornalista Allan dos Santos e o seu programa Terça Livre são vítimas desta Ditadura branca que se instalou no Brasil. Anteontem, segunda-feira, 08/11/2021, Allan dos Santos, através de mensagem compartilhada pelo Telegram, comparou o ministro Alexandre de Moraes com ESTUPRADOR, após Moraes revogar a prisão inconstitucional e arbitrária do deputado Daniel Silveira.

“Imagine um estuprador dizendo que parará de estuprar a sua vítima diariamente e que dará uma condição para isso: continuará a aliciar a vítima sem penetração e para isso pede o SILÊNCIO dela. O que você acha dessa questão hipotética?”, escreveu Allan dos Santos.

Aos olhos da população, mais esclarecida, as cores da Ditadura mudaram. O mundo está ficando perigoso demais. A imprensa comunista-impositiva quer se sobrepor à razão. Isso não pode acabar bem. Quando só um lado se propõe a sequestrar as “verdades” dos fatos, todas as teorias perdem o sentido. A Democracia brasileira está de corpo presente na Missa de Réquiem; justa missa para os fieis defuntos, onde se pede, também, o repouso das almas da Liberdade e da Justiça.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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