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Política

Governabilidade.

Governabilidade.

Palavra imponente, de sete sílabas, mas que perdeu o seu sentido desde 2019 aqui no Brasil. O exercício de governar necessita de condições básicas; sem meios e conjuntura tornar-se-á frágil e inoperante. Conhecemos a forma do atual governo; as relações entre os Três Poderes da República revelam o Executivo se distanciando de dois Gigolôs; o sistema partidário está corrompido nas bases; não há equilíbrio entre as forças políticas de Situação e de Oposição – esta última defende a teoria do “Quanto pior, melhor”. É notório que a governabilidade é proveniente da legitimidade concedida pelos eleitores ao presidente da República, que não governa sozinho, que depende do Legislativo, que tudo judicializa. Como governar o Brasil dessa maneira? Aos trancos e barrancos; diria a minha avó portuguesa Thomázia de Jesus Ferreira. Eu acrescentaria: com a ajuda de Deus e apoio do povo.

Nos governos anteriores era mais fácil governar? O PT conseguiu ficar no poder por quase 14 anos (Lula, de 01/01/2003 a 31/12/2010 e Dilma Rousseff, de 01/01/2011 a 31/08/2016) porque trocou o “Governo de coalizão” pelo “Governo de cooptação”, com o loteamento da máquina pública, com a abertura dos cofres às mãos amigas, com o aparelhamento do Estado, com a associação criminosa – sobretudo com a Câmara dos Deputados e o Senado Federal –, com a implantação da corrupção sistêmica e endêmica como modus operandi, fazendo com que os políticos inescrupulosos comungassem dos mesmos hábitos. Foi isso que aconteceu em nome da “governabilidade petista”, que mirava na perpetuação no poder – seu projeto maior.

Com o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), o vice Michel Temer (MDB) assumiu o cargo, permanecendo na Presidência da República até 31/12/2018. Nas Eleições deste ano, o candidato Jair Bolsonaro (PSL) saiu vitorioso das urnas no segundo turno e, a partir do primeiro dia do seu governo, vem tentando implementar uma espécie de “novo normal político” depois da pandemia de corrupção. A resistência por parte da turma da gatunagem se mostrou grande demais para um enfrentamento direto, o que obrigou o Palácio do Planalto a adotar uma estratégia que lhe permitisse “coordenar” as ações econômicas, políticas e morais dentro de um suposto cenário de normalidade. No entanto, os dois Gigolôs, mais a velha imprensa, abjeta e travestida de Cafetina, montaram vigília no submundo da República e assumiram a condução de conflitos arranjados – jogaram pimenta nos olhos dos cães, forjaram fake news, rasgaram a Constituição, dejetaram na Justiça, pisaram no povo e brincaram de Deus.

Não há coisa pior do que isso. Tudo de errado que acontece no país é culpa do Bolsonaro. É batendo insistentemente nesta tecla que se criam opiniões negativas. É assim, eu insisto em dizer. Como nos querem fazer acreditar que Lula não é ladrão, não vendeu o Estado brasileiro, é inocente, a máxima expressão da pureza, a reencarnação de Padim Ciço. É lastimável que diante dos fatos juristas de renome, de bom conceito, famosos de reputação ilibada, célebres pelos feitos, não venham a público contestar os desmandos, as injustiças, as decisões arbitrárias do STF e do TSE, e assim por diante. Onde estão os ministros aposentados do Supremo? Estão cumprindo quarentena com os seus gordos salários? Cadê você Celso de Mello? Cadê você Marco Aurélio Mello? Joaquim Barbosa, Antonio Cezar Peluso, Carlos Augusto Ayres de Freitas Britto, onde estão vocês? Silêncio sepulcral. O esconderijo é a melhor opção para aqueles que preferem ficar omissos, que não querem se manifestar.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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