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Política

Eu posso falar o que eu acho?

Eu posso falar o que eu acho?

Mas fala baixo, em um tom moderado de voz, caso contrário sofrerá as consequências. Hoje em dia externar opiniões passou a ser uma atividade de risco, sobretudo quando intocáveis autoridades da República são alvo dos mexericos – comentários intrigantes são sempre estimulantes. Penso que “não gritar” ou “falar calmamente” nem sempre funciona dependendo das situações. Sem fofocas a vida ficaria sem graça – vivemos disso. Provocar alguém, irritar pessoas, é um esporte que aprendemos na infância; trouxemos esta prática para a fase adulta. Uma coisa ficou estabelecida: as verdades machucam mais do que as mentiras.

O presidente Jair Bolsonaro assumiu o governo em 01 de janeiro de 2019 com duas missões fundamentais: a primeira, ser liberal na economia; a segunda, ser conservador nos costumes. Arrumou briga com setores que pensam exatamente o contrário, acostumados com a economia voltada para os amigos do rei e com os costumes deformados para facilitar o processo de dominação das massas desinformadas e pouco esclarecidas. O povo – base da pirâmide social –, como joguete nas mãos dos políticos oportunistas, não entende o que está acontecendo a sua volta, portanto, não sabe se defender e fica refém do acaso. Infelizmente, essa “massa quantitativa” define eleições.

A República se transformou num teatro de horrores; no palco, shows de aberrações, onde artífices da democracia representam seus atos intermináveis. Políticos dotados de algum tipo de anomalia não conseguem fazer bilheteria, mas causam mutações na Ordem jurídica, social e moral. A oposição, travestida de anti-establishment, ou seja, contra a Ordem estabelecida, ao mesmo tempo quer se vestir com roupas do “sexo oposto” para exercer influência, poder, autoridade e controle. Na verdade, são velhos grupos sócio-políticos que defendem seus privilégios. Os disfarces são inúmeros no circo dos horrores.

Não existe Democracia sem o aperfeiçoamento das Instituições. Concordo em parte. Porém, não haverá Democracia consolidada sem a politização do povo, para que tenha a capacidade de identificar a verdadeira importância da ação política e dos seus agentes, de reconhecer o valor da liberdade de pensamento. Em sentido contrário, o que se vê é o componente político extremamente desastroso se fortalecendo na Praça dos Três Poderes.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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