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Polícia e Segurança Pública

Estradas quase vazias

Estradas quase vazias

Nota de cabeçalho: O governo já está derrubado, só Michel Temer é que não sabe, ou faz de conta – um cara que já morreu e esqueceu-se de deitar. Desde que assumiu a presidência da República, em 31/08/2016, pós Impeachment de Dilma Rousseff, Temer não avaliou o tamanho do abacaxi que poria as mãos, acabou não suportando o peso da “fruta” e ainda espetou os dedos nas folhas espinhudas modeladoras da coroa. Um pensamento: As eleições de 2018 estão ameaçadas e correm iminente risco de não acontecerem. Algo de muito grave está por vir. Tem cheiro estranho no ar. A imprensa internacional está apreensiva com relação a uma eventual intervenção militar no Brasil, algo descartado, por enquanto – por conta disso, vem fazendo constantes questionamentos junto ao governo. Para que os militares pensem em tomar alguma providência intervencionista é preciso que o Brasil chegue num ponto de grave insurgência e de instabilidade generalizada pondo em risco a segurança nacional. Até agora nada a temer – só medo do Temer, daquilo que não fará para a volta da normalidade. O Brasil está necessitando urgente de uma intervenção política.

Na matéria anterior, de título “Lock-out”, publicada aqui no meu Blog, eu disse claramente: A Polícia Federal desde a semana passada está investigando dezenas de empresas da área de transportes por suspeitas da prática de “Locaute” (forma aportuguesada da expressão). Há fortes indícios de uma “aliança” firmada entre as empresas transportadoras e os caminhoneiros autônomos com o objetivo de forçar o governo federal a diminuir o preço do óleo diesel. A PF informou, em nota, “que já está investigando a associação para prática de crimes contra a organização do trabalho, a segurança dos meios de transporte e outros serviços públicos”. Na verdade, alguém tem que ser diretamente responsabilizado pelos danos causados à população e ao país de um modo geral. Quero saber quem vai investigar os partidos políticos infiltrados nos movimentos de paralisação dos caminhoneiros com a intenção de derrubar o atual governo e quebrar o país – dane-se o povo e às favas os menos favorecidos.

Continuam passando pela minha cabeça cenas de filmes de terror e quero compartilhá-las com os meus amigos leitores. Dormindo ou acordado eu sou obrigado a assisti-las. Com base no que eu disse acima, pode estar nascendo uma célula que dará corpo a rebeliões incontroláveis. Escutei atentamente o que disse ontem, segunda-feira, 28, numa entrevista, José da Fonseca Lopes, presidente da ABCAM – Associação Brasileira dos Caminhoneiros:

“A paralisação não é mais dos caminhoneiros, mas de pessoas que querem derrubar o governo. […] Faltam deixar a paralisação cerca de 250 mil caminhões. O cenário está bem encaminhado para que a situação volte ao normal na terça-feira (29). Não é o caminhoneiro mais que está fazendo greve. Tem um grupo muito forte de intervencionistas nisso aí. Eles estão prendendo caminhão em tudo que é lugar. […] São pessoas que querem derrubar o governo. Eu não tenho nada que ver com essas pessoas, nem nosso caminhoneiro autônomo tem. Eles estão sendo usados por isso. […] Os caminhoneiros estão sendo ameaçados de forma violenta para manter a paralisação, por pessoas que se dizem lideranças e que estão envolvidas com partidos políticos. Para mim, nenhuma empresa veio pedir pra suspender uma greve. Nenhuma empresa veio pedir para fazer uma greve. Isso aconteceu de forma natural. Em determinado momento, fechou todas as rodovias, então as empresas não tinham como colocar caminhão na rua. As empresas pararam, todo mundo junto. Isso ajudou? Ajudou, mas eu, em nenhum momento, tive qualquer conversa em relação a isso”.

É motivo para preocupação. Sim, é. No passado recente não se deu muita importância a fatos cruciais e as consequências da omissão coletiva foram dramáticas. O comportamento do povo brasileiro tem sido de “observadores” da crise, mas, desde o momento que faltar comida na mesa, aí a coisa muda de figura. É bom o governo estar preparado pra isso. Se não estiver com as soluções nas mãos é melhor deixar que “forças maiores” tomem a frente da batalha – essas “forças maiores” não têm medo do tamanho, do peso e dos espinhos do abacaxi.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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