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Política

O cu e as calças

O cu e as calças

O que é que tem a ver o cu com as calças? Esta pergunta eu responderei no final.

Eu faço outras perguntas:

O que aconteceria com o Brasil se a chapa Dilma-Temer fosse cassada por abuso de poder político e econômico na campanha presidencial?

Para entender a resposta voltamos à história. A maioria dos ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – placar de 04 votos a 03 – rejeitou a cassação da chapa Dilma-Temer por “excesso de provas” contra ela, a chapa. O final do julgamento aconteceu numa sexta-feira, 09 de junho de 2017. O ministro Gilmar Mendes, à época presidente do TSE, deu o voto decisivo para a absolvição do presidente Michel Temer e da ex-presidente Dilma Rousseff, ambos acusados pelo PSDB, em ação impetrada naquele Tribunal, de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2014. Com isso, Michel Temer se livrou de cara limpa da perda do mandato e Dilma Rousseff da inelegibilidade por 08 anos. O mais revoltante disso tudo é que aqueles 04 ministros entenderam que “não houve lesão ao equilíbrio da disputa eleitoral”, ainda que explicitadas as provas quanto ao uso de dinheiro desviado da Petrobras na campanha da petista e do peemedebista. Quem votou no 13 também votou no 15, independente dos seus dogmas e códigos secretos. O que poderia ter acontecido se a chapa Dilma-Temer fosse cassada, há praticamente 01 ano, é que o Brasil teria outro presidente, talvez fazendo menos merda do que Temer, e “Dilmanta” Rousseff, uma vez inelegível, permanecesse discreta e não falando tanta merda como vem fazendo. O povo continuaria o mesmo, assistindo de camarote todas as merdas produzidas.

O que aconteceria com o Brasil se a Câmara dos Deputados acatasse as denúncias feitas pela Procuradoria-Geral da República contra o presidente Michel Temer e encaminhadas pelo ministro Édson Fachin, relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF)?

Para entender a resposta voltamos à história. Numa quarta-feira, 02 de agosto de 2017, a Câmara dos Deputados rejeitou a primeira denúncia formulada pela PGR contra o presidente em exercício Michel Temer pelo cometimento do crime de Corrupção passiva. Com a decisão pelo arquivamento da denúncia Temer se livrou de responder a processo perante o Supremo Tribunal Federal (STF). Um total de 263 deputados votou a favor do relatório da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), de autoria do deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), que sugeria a rejeição da denúncia, e outros 227 deputados votaram contra o relatório e, portanto, contra Michel Temer. Também numa quarta-feira, 25 de outubro de 2017, a Câmara dos Deputados rejeitou a segunda denúncia formulada pela PGR contra o presidente em exercício Michel Temer pelo cometimento dos crimes de Organização criminosa e Obstrução à Justiça. Com a decisão pelo arquivamento da segunda denúncia Temer se livrou de responder a processo perante o Supremo Tribunal Federal (STF). Foram 251 votos a favor do presidente e 233 votos contrários. Nas duas denúncias o Congresso Nacional se transformou em um verdadeiro balcão de interesses onde eram negociados com o executivo serviços de prostitutas. O que poderia ter acontecido se a Câmara dos Deputados tivesse acatado uma das duas denúncias feitas pela Procuradoria-Geral da República contra o presidente Michel Temer, é que o Brasil teria outro presidente, talvez fazendo menos merda do que Temer vem fazendo. O povo continuaria o mesmo, assistindo de camarote todas as merdas produzidas.

O que é que tem a ver o cu com as calças? Esta pergunta eu responderei agora. O cu tem tudo a ver com as calças, um depende do outro. O cu depende das calças para não ficar exposto; as calças dependem do cu para exercer o seu papel. O Brasil, em qualquer circunstância, em qualquer situação, permaneceria o mesmo, estagnado, uma máquina em eterno processo de manutenção. O povo continuaria o mesmo (como sempre foi), assistindo de camarote todas as merdas produzidas. A política é como é, os políticos são como são, dada a cumplicidade dos Tribunais, dada a falta de responsabilidade com a coisa pública. Nos dois exemplos acima, temos o TSE e a Câmara dos Deputados fazendo a vez do “cu” e das “calças”, nessa ordem. Tem tudo a ver. A coisa não para por aí.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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