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Polícia e Segurança Pública

Estradas vazias

Estradas vazias

Passou-me um filme na cabeça e quero compartilhar algumas cenas com os amigos leitores. Estamos em ano eleitoral, Ok. A quem interessaria criar um clima de grande instabilidade no país? Ao PT, é claro. Por quê? Aparecer bem na bilheteria do cinema. Todos nós sabemos que depois da prisão do Lula o Partido dos Trabalhadores não tem feito outra coisa senão juntar os cacos, procurar se reorganizar politicamente e desesperadamente parar de rodar na tentativa de morder o próprio rabo. A “ordem” dada no sentido da paralisação dos caminhoneiros partiu de dentro da Superintendência da Polícia Federal, no bairro Santa Cândida, em Curitiba, PR. Sim, foi de lá que a ordem saiu, dada pelo prisioneiro Lula. Um filme que conta a história da vida real.

Eu não tenho a menor dúvida que os estragos provocados ao país serão enormes com a crise dos transportes. Em passado recente já tivemos uma prova de como parar o Brasil de um dia pro outro, sem aviso prévio acendeu-se o pavio do barril de pólvora. Foi em junho de 2013, o motivo, o aumento de R$ 0,20 nas passagens de ônibus. Lembram? Explodiram manifestações violentas por todos os cantos da pátria desamada. No meio das ruas o clima de insatisfação tomava conta da população, que perdurou até as eleições de 2014, e depois delas. No início, a luta acirrada tinha por mote a diferença dos míseros R$ 0,20, mas, logo em seguida, a agenda de reivindicações foi sendo recheada por temas políticos: por uma educação melhor, saúde no padrão FIFA, contra a militarização das polícias, sem violência, sem partido político, enfim, uma série de outros assuntos. O fato é que milhões de pessoas foram às ruas do país, estimulando outros movimentos – sem teto e grevistas por melhores salários – a imporem pauta própria de pressão aos governos; tudo isso às vésperas da Copa do Mundo dos 07 a 01.

Esse é só o começo de novos distúrbios que estão sendo articulados na calada da noite com inimagináveis perturbações sociais. Estamos indo na direção de um caminho sem volta e de nada adiantará parar no meio da encruzilhada – não há placas de sinalização, sobretudo a que indica forte declive. De nada adiantará parar para perguntar; nas estradas vazias nem a esperança é vista.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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