Memórias
Existe muito caroço debaixo do angu, e ninguém se arrisca a comê-lo às pressas, ainda mais que está numa temperatura tão elevada que nem mesmo permite comê-lo pelas beiradas. O governo petista, desde 2003, vem tentando transformar os Tribunais em cúmplices dos seus malfeitos. Há quem aposte todas as suas fichas. Só que, hoje, esses próprios Tribunais estão virando as costas – ou pelo menos tentando – para aqueles políticos que um dia prometeram mundos e fundos.
O jurista Hélio Bicudo, autor do principal pedido de Impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) protocolado na Câmara dos Deputados, em entrevista concedida disse: ”Lula enriqueceu de forma ilícita e se corrompeu e corrompe a sociedade brasileira como ela é hoje através da sua atuação como presidente”. Hélio Bicudo apenas confirmou o que boa parte da sociedade brasileira já sabia.
A empresa pública Brasil tem um único dono, o povo. Cabe tão somente ao povo fazer as contratações dos funcionários para desempenhar as funções em todos os níveis de gestão e administração públicas. Nesse caso, os chamados “funcionários”, são os políticos contratados nas eleições através dos votos. O povo, dono da empresa Brasil, transformou os contratos temporários em vitalícios. Eis a questão.
Correu nos bastidores da política a possibilidade de um acordo entre Dilma Rousseff e Eduardo Cunha para ambos se salvarem, Dilma do Impeachment e Cunha da cassação de mandato. Um cordão umbilical os une, a corrupção na Petrobras. A campanha de reeleição de Dilma em 2014 foi fortemente adubada com dinheiro do esquema, enquanto Eduardo Cunha recebeu US$ 5 milhões em propinas que foram depositadas em paraísos fiscais, Suíça e outros – há mais caroços debaixo do angu de ambos.
“A política é a doutrina do possível”, bem disse Oto Von Bismark.
O Brasil, antes de qualquer outra situação, passa por uma profunda crise moral. Acho que o maior dos problemas é o povo, o que cada um pensa, o que cada um deixa de fazer.
Augusto Avlis
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